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A justificativa principal do BTG para a melhora nas estimativas está na percepção de que o Nubank mostrou um controle de custos muito superior ao esperado, gerando um impacto positivo nos resultados.
Mesmo sob a sombra do crescimento da inadimplência, o Nubank foi, sem dúvidas, uma das estrelas da temporada de balanços do primeiro trimestre ao superar quase todas as principais estimativas dos analistas de mercado.
Não por acaso uma série de casas de análise melhoraram a sua recomendação para os papéis logo após a divulgação dos números. Hoje foi a vez do BTG Pactual dobrar a sua estimativa de lucro para o banco digital, tendo como base os bons números apresentados na semana passada.
Em relatório divulgado nesta quarta-feira (17), os analistas do banco apontam que a rentabilidade conquistada no Brasil foi consistente, com boa diluição de despesas, mas foi preciso segurar a aceleração do crescimento na América Latina (Colômbia e México), e a perspectiva de lançamento de novos produtos no Brasil.
No entanto, devido ao forte crescimento do Nubank, cada pontinho percentual conta. Assim, uma pequena melhora de margem já é capaz de grandes diferenças no resultado final.
Para o banco de investimentos, o crescimento visto no trimestre veio mesmo com todos os elementos jogando contra — uma vez que o banco digital atual no setor de maior exposição ao risco de calotes com suas linhas de crédito, mas ao contrário do visto em outras instituições, o Nubank apresentou uma qualidade de ativos melhor do que a esperada.
A justificativa principal do BTG para a melhora nas estimativas está na percepção de que a empresa mostrou um controle de custos muito superior ao esperado, gerando um impacto positivo nos resultados.
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O BTG Pactual elevou em 118% sua estimativa de lucro para 2023, elevando a cifra a US$ 731 milhões — 86% acima da média do mercado. Agora, o banco espera que outras casas de análise também refaçam suas contas.
Os próximos anos também tiveram um ajuste relevante — com a expectativa de ganhos de U$ 1,02 bilhão em 2024 e US$ 3,06 bilhões em 2027.
A rentabilidade, conhecido como retorno patrimonial (ROE, na sigla em inglês) também deve apresentar uma melhora: indo a 13,7% em dezembro deste ano, 16,1% em 2024, 19,3% em 2025, e 25,6% em 2027 — número que pode posicionar a fintech entre os principais bancos brasileiros.
O documento mostra, sem dúvida, uma visão muito mais otimista do banco de investimentos com o Nubank — não só pela melhora significativa nas estimativas, mas também pela elevação do preço-alvo de US$ 5 para US$ 7 —, mas isso não significa que as ações são a melhor opção no momento.
Isso porque, com base nos cálculos dos analistas, os papéis apresentam um potencial de alta de 14,8% — cifra ainda pouco atrativa, o que fez com o BTG Pactual mantivesse a recomendação neutra para os ativos.
Segundo Eduardo Rossnan, Ricardo Buchpiguel e Thiago Paura, analistas que assinam o relatório, o cenário pós-IPO melhorou, mas o preço atual ainda é um problema. “Se o valor de mercado melhorar e entendermos melhor o Nubank e nos convencermos do tamanho do lucro potencial, podemos nos tornar mais otimistas com a ação. Por enquanto, preferimos nos manter observando de fora”.
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