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Enquanto o IRB dá sinais de que pode retornar ao principal índice da B3, prévia aponta para saída do Banco Pan e da EcoRodovias
A PetroRecôncavo (RECV3) vinha sendo apontada como a ação favorita para ingressar no Ibovespa a partir de maio. Entretanto, a primeira prévia oficial do principal índice da B3 para o segundo quadrimestre de 2023 colocou um azarão de peso no lugar da petroleira baiana: o IRB (IRBR3).
A companhia de resseguros consta como a única adição à carteira teórica do Ibovespa na primeira das três prévias para o período entre maio e agosto.
O índice reúne as ações com mais volume e liquidez na B3.
Ainda de acordo com a prévia divulgada na manhã de hoje pela B3, estão previstas as saídas do Banco Pan (BPAN4) e da EcoRodovias (ECOR3).
A B3 ainda divulgará mais duas prévias, uma no dia 17 e outra em 23 de abril. Caso essa primeira projeção se mantenha, o Ibovespa passará a contar com 88 ações a partir de 2 de maio — de 89 atualmente.
Veja como fica o ranking das 5 ações de maior peso teórico no índice após a primeira prévia:
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O IRB deixou o Ibovespa na virada de 2022 para 2023. O motivo da exclusão foi o fato de IRBR3 ter caído irremediavelmente abaixo do patamar de R$ 1 por ação.
Simultaneamente à saída do Ibovespa, o IRB promoveu um grupamento de ações. Na operação, cada 30 ações foram re-empacotadas em uma.
Com isso, apesar dos altos e baixos observados ao longo do primeiro trimestre, IRBR3 acabou se reenquadrando aos critérios para reintegrar o Ibovespa.
Um eventual retorno ao índice, no entanto, não representaria necessariamente uma volta por cima.
O possível retorno ao Ibovespa coincide com o terceiro aniversário do início do calvário do IRB.
IRBR3 passa por sérias dificuldades desde fevereiro de 2020, logo depois de ter atingido sua máxima histórica.
Na época, a gestora Squadra denunciou inconsistências contábeis nos balanços da empresa de resseguros, que foi obrigada a trocar todo o alto escalão ao ficar com sua saúde financeira exposta.
Desde então, o IRB — que era uma das empresas queridinhas da bolsa brasileira — acumulou prejuízos e se viu obrigado a promover dois aumentos de capital para cumprir as normas da Susep.
Também precisou desfazer-se de ativos, entre eles o edifício histórico onde funcionava sua sede no Rio de Janeiro.
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