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RESUMO DO DIA: Mais um dia em Davos começa e os investidores seguem de olho na agenda do ministro Fernando Haddad. O destaque vai para a volta dos debates sobre o salário mínimo, agora entre as centrais sindicais e o governo. A proposta do ministro da Fazenda de fatiar a reforma tributária ainda é avaliada pelos investidores. No exterior, os números de inflação da Europa e ao produtor nos Estados Unidos são destaque. Mais tarde, o Fed publica o Livro Bege.
“Que semana, hein”, “Capitão, é quarta-feira”: esse curto diálogo entre Capitão Haddock e Timtim é um dos mais famosos da internet por descrever em poucas palavras a exaustão que cai sobre todos neste derradeiro dia.
Existe até uma conta do Twitter exclusivamente dedicada a postar a conversa — que não está presente na criação original de Hergé, mas se encaixou como uma luva em um dos desenhos do cartunista— quando chega o meio da semana.
Nesta quarta-feira (18), o diálogo também descreve bem a situação do mercado acionário brasileiro.
Nesse mesmo dia da semana passada, acionistas, analistas e empresários descobriram a existência de um rombo contábil bilionário nas Americanas (AMER3). E a situação da varejista parece ficar mais complicada a cada novo desdobramento.
O rombo contábil de R$ 20 bilhões da Americanas (AMER3) colocou um grupo de investidores de uma emissão de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) no centro da crise da companhia.
A captação de R$ 175 milhões foi realizada em março de 2021 pela Hortifruti, varejista de produtos naturais. A emissão dos papéis coube à securitizadora Virgo.
O CRA é um título com lastro em créditos ligados ao agronegócio e tem como principal atrativo a isenção de imposto de renda para pessoa física. Assim como todo título privado, o principal risco do investidor é o de calote da empresa devedora.
A Americanas comprou a Hortifruti em agosto de 2021 por R$ 2,1 bilhões e assumiu as dívidas da companhia, incluindo o CRA. Ou seja, os investidores que compraram os papéis passaram a ser credores do grupo, assim como os bancos que agora travam uma disputa jurídica com a companhia.
O dólar à vista fechou a quarta-feira (18) em alta. A moeda norte-americana subiu 1,12% hoje, cotada em R$ 5,1626.
O Livro Bege, publicado há pouco, apontou que a alta da inflação continua a reduzir o poder de compra dos consumidores. O aperto do mercado de trabalho, bem como o ritmo de crescimento moderado dos empregos também foi destaca.
Por fim, o relatório indicou que os empresários americanos esperam que o aumento dos preços futuros tem certa moderação no decorrer do ano.
As bolsas tiveram uma reação tímida ao Livro Bege, ainda em tom negativo:
A Justiça do Rio de Janeiro atendeu a um pedido do BTG Pactual (BPAC11) e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 1,2 bilhão em recursos da Americanas (AMER3). A decisão, de caráter liminar, é a primeira vitória do BTG contra a varejista desde a revelação do rombo contábil de R$ 20 bilhões na semana passada.
Ela atende a um mandado de segurança que o BTG protocolou ontem (17) no qual pede a suspensão da tutela cautelar preparatória de recuperação judicial obtida pela Americanas na sexta-feira (13).
Na decisão, à qual o Seu Dinheiro teve acesso, o desembargador Flávio Marcelo de Azevedo Horta Fernandes escreve sobre a necessidade de se investigar a medida para que ela não seja utilizada como "meio de fraude a credores".
"Há, portanto, além do cuidado inerente à espécie, necessidade de se realizar prévio diagnóstico da empresa, a fim de aferir a real situação econômico-financeira e jurídica antes de optar por alguma ferramenta de resguardo e soerguimento, sobretudo medidas que podem tornar-se irreversíveis", escreveu o desembargador.
As ações da Lojas Renner (LREN3) sobem 4,31%, a R$ 20,80.
O movimento acontece após a companhia negar a negociações de compra da varejista C&A (CEAB3), nesta terça-feira (17) depois o fechamento dos mercados.
Com as discussões sobre o salário mínimo e a retomada de alta do dólar, que sobe mais de 1,10%, a R$ 5,15, os juros futuros (DIs) passaram a subir há pouco.
Confira:
| NOME | ULT | FEC |
| DI Jan/24 | 13,46% | 13,48% |
| DI Jan/25 | 12,53% | 12,51% |
| DI Jan/26 | 12,41% | 12,37% |
| DI Jan/27 | 12,42% | 12,37% |
O trio de varejistas eletrônicas da B3 - Magazine Luiza (MGLU3), Via (VIIA3) e Americanas (AMER3) - domina a ponta negativa do Ibovespa na tarde desta quarta-feira (18).
As duas primeiras caem com a correção dos ganhos acumulados no início da semana, enquanto a cotação da Americanas repercute os últimos desdobramentos do escândalo contábil bilionário em seus balanços.
Confira as maiores quedas do índice por volta das 15h10:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| AMER3 | Americanas S.A | R$ 1,80 | -5,26% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 3,60 | -5,01% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 2,43 | -4,71% |
| QUAL3 | Qualicorp ON | R$ 5,36 | -4,29% |
| IRBR3 | IRB ON | R$ 1,09 | -2,68% |
Veja também as maiores altas:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| ECOR3 | Ecorodovias ON | R$ 4,63 | 5,71% |
| CMIN3 | CSN ON | R$ 4,76 | 4,85% |
| POSI3 | Positivo Tecnologia ON | R$ 8,25 | 4,56% |
| EZTC3 | EZTEC ON | R$ 13,68 | 4,43% |
| RRRP3 | 3R Petroleum ON | R$ 46,21 | 4,31% |
A Ânima Educação fez a lição de casa. Prova disso é que o Bank of America elevou a recomendação para ANIM3 de neutra para compra e também aumentou o preço-alvo para as ações da empresa.
O preço-alvo passou de R$ 6 para R$ 7, o que representa agora um potencial de valorização de 89,2% em relação ao fechamento de terça-feira (17).
O banco vê um ponto de entrada atraente, com a Ânima negociando a 5x EV/EBITDA (valor da firma sobre lucro antes de juros, taxas, depreciação e amortização) — um desconto de 10% sobre a média do setor de 5,5x.
A melhora na recomendação deu impulso aos papéis da Ânima nesta quarta-feira (18): ANIM3 chegou a subir quase 10% na B3, cotada na casa dos R$ 4.
As principais bolsas de valores da Europa chegaram a abrir em alta, mas logo se acomodaram perto da estabilidade nesta quarta-feira (18) e fecharem o dia em sem direção definida.
Os investidores do continente acompanharam a divulgação dos dados finais da inflação na zona do euro em 2022 e repercutiram as expectativas para a divulgação de uma série de indicadores dos EUA e comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
Confira as cotações:
O Ibovespa reduziu os ganhos há pouco com a virada das bolsas em NY, e perdeu os 113 mil pontos.
A bolsa opera a 1,28%, aos 112.866 pontos, enquanto os investidores monitorar as discussões sobre o aumento do salário mínimo.
Mais cedo, o presidente Lula determinou a criação de um grupo de trabalho interministerial para formular, em 90 dias, um política de valorização para o salário mínimo.
Quem gosta de investir em companhias ligadas ao mercado imobiliário tem muito material para analisar nesta quarta-feira (18). Quatro empresas do setor — Cyrela (CYRE3), Cury (CURY3), JHSF (JHSF3) e Tenda (TEND3) — divulgaram suas prévias operacionais do quarto trimestre.
Os resultados, que incluem os números consolidados de 2022, vieram a público na noite de ontem e mexem com as cotações do segmento no pregão de hoje. Por volta das 13h25, a Tenda lidera os ganhos do índice imobiliário da B3 com um salto de 15,19%, cotada em R$ 5,08.
O desempenho ocorre a despeito da construtora ser a única das quatro cuja recomendação neutra para as ações foi mantida de maneira unânime pelos especialistas de diferentes casas que analisaram os resultados.
As ações da Cyrela, que fazem parte da carteira do Ibovespa, sobem 3,35% e estão entre as maiores altas do índice. No mesmo horário, os papéis JHSF recuam 0,46%, enquanto a Cury registra avanço de de 1,55%. Acompanhe a nossa cobertura completa de mercados.
As bolsas americanas perderam o fôlego há pouco e passaram a operam em queda. Acompanhe:
Os mercados recuaram após o Bank of America anunciar o congelamento de contratações para conter os custos.
O dólar à vista reduz queda e volta a ser cotada a R$ 5,1030.
Na esteira do enfraquecimento do dólar ante o real, os juros futuros (DIs) operam com viés de queda nesta quarta-feira (18). Confira:
| NOME | ULT | FEC |
| DI Jan/24 | 13,40% | 13,48% |
| DI Jan/25 | 12,40% | 12,51% |
| DI Jan/26 | 12,23% | 12,37% |
| DI Jan/27 | 12,23% | 12,37% |
O Ibovespa sobe 1,41%, aos 113.016 pontos.
Confira as maiores altas:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| ECOR3 | Ecorodovias ON | R$ 4,75 | 8,45% |
| EZTC3 | EZTEC ON | R$ 14,00 | 6,87% |
| LREN3 | Lojas Renner ON | R$ 21,20 | 6,32% |
| BPAN4 | Banco Pan PN | R$ 5,77 | 6,07% |
| AZUL4 | Azul PN | R$ 11,89 | 5,50% |
E as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 3,68 | -2,90% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 2,48 | -2,75% |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 49,98 | -2,42% |
| AMER3 | Americanas S.A | R$ 1,86 | -2,11% |
| RDOR3 | Rede D'Or ON | R$ 28,01 | -0,85% |
Com maior apetite ao risco, o Ibovespa opera em alta de 1,50%, aos 113.110 pontos.
O recuo do dólar, a R$ 5,07; a valorização das commodities e a agenda esvaziada no cenário doméstico, são alguns dos fatores que contribuem para o avanço da bolsa brasileira nesta quarta-feira (18).
No Ibovespa, os destaques do dia são as construtoras, que sobem em bloco com a divulgação das prévias operacionais. Na ponta negativa, as varejistas sofrem correção dos ganhos da última semana, apesar do alívio nos juros futuros (DIs). Exportadoras, como as companhias frigoríficas e do setor de celulose, também caem na esteira da desvalorização do dólar ante o real.
No exterior, os investidores aguardam a divulgação do Livro Bege, com a expectativa de sinalizações de alta moderada nos juros. Confira o desempenho de Wall Street:
O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês), divulgado mais cedo, apontou queda de 0,5% em dezembro ante novembro. Os analistas projetavam alta de 0,1%.
O núcleo do PPI, que exclui itens mais voláteis como energia, sobe a 0,1% em dezembro, de acordo com as expectativas do mercado.
O Departamento do Comércio dos EUA também divulgou as vendas do varejo em dezembro, que recuaram 1,1% em dezembro ante novembro; os analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda menor, de 1%.
No setor de commodities, o dia é positivo. O minério de ferro, negociado em Dalian, na China, fechou em alta de 0,90%, com a tonelada a R$ 124,43. O petróleo tipo Brent sobe 2,20%, a US$ 87,81 o barril.
Na retomada das negociações, os papéis da Camil (CAML3) sobem 15,01%, a R$ 8,66.
O bom desempenho se deve ao relatório do Bradesco BBI, que elevou a recomendação para os papéis, de neutro para compra, citando a perspectiva de alta nos preços de arroz neste ano.
A produção da Petrobras (PETR4) recuou 4% em dezembro ante novembro, para 1,961 milhões de barris por dia. Os dados foram divulgados há pouco pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Os investidores reagiram negativamente a queda e as ações da estatal operam voláteis no Ibovespa.
O senador Jean Paul Prates (PT), indicado à presidência da Petrobras, se reúne hoje com diretores da estatal para tomar conhecimento da situação da companhia e mudanças na futura gestão.
A expectativa de Prates é de que a partir de agora, a sua avaliação pelos órgãos de elegibilidade da Petrobras ande rápido, e sua entrada na estatal ocorra o mais rápido possível, como presidente interino, para depois ser confirmado em uma assembleia geral. Segundo a Broadcast, a posse do senador deve ocorrer ainda em janeiro.
Os planos da nova gestão incluem a suspensão da venda de ativos que não tenham concluído o processo para uma reavaliação; mudanças na política de preços da empresa, mas sem intervenção; e a entrada da companhia na geração de energia renovável, entre outras.
Como repercussão, os papéis da Petrobras (PETR4) caem 0,12%, a R$ 25,50, depois de avançar mais de 1% na primeira hora do pregão do Ibovespa.
Os papéis de Camil (CAML3) tiveram as negociações, por oscilação máxima permitida, após alta de 12,62%, a R$ 8,48.
O bom desempenho vem na esteira de um relatório divulgado nesta quarta (18) pelo Bradesco BBI: o banco elevou a recomendação para os papéis, de neutro para compra, citando a perspectiva de alta nos preços de arroz neste ano.
Com dados mais fracos, como o alívio da inflação ao produtor, as bolsas americanas abriram em alta. Os investidores aguardam a publicação do Livro Bege, com sinalizações de moderação na alta dos juros pelo Fed.
Confira a abertura:
O alívio do dólar, cotada a R$ 5,07, impacta as companhias exportadoras, entre elas os frigoríficos e setor de celulose.
Suzano (SUZB3) e JBS (JBSS3) estão entre as maiores quedas do dia, com recuo de 1,97% e 0,74% respectivamente.
Confira:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 50,61 | -1,19% |
| BEEF3 | Minerva ON | R$ 15,09 | -0,85% |
| JBSS3 | JBS ON | R$ 21,49 | -0,83% |
| MRFG3 | Marfrig ON | R$ 8,29 | -0,12% |
O Ibovespa opera em forte alta de 1,46%, aos 113.065 pontos, com impulso de Petrobras (PETR4) e alívio da inflação ao produtor (PPI) e das vendas do varejos nos EUA. Com os dados mais fracos, os investidores esperam que o Federal Reserve (Fed) decida por uma alta moderada dos juros.
Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| ECOR3 | Ecorodovias ON | R$ 4,72 | 7,76% |
| CYRE3 | Cyrela ON | R$ 14,99 | 6,77% |
| EZTC3 | EZTEC ON | R$ 13,74 | 4,89% |
| LREN3 | Lojas Renner ON | R$ 20,85 | 4,56% |
| RENT3 | Localiza ON | R$ 57,96 | 4,26% |
E as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| AMER3 | Americanas S.A | R$ 1,84 | -3,16% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 3,68 | -2,90% |
| JBSS3 | JBS ON | R$ 21,50 | -0,78% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 2,53 | -0,78% |
| MRFG3 | Marfrig ON | R$ 8,26 | -0,48% |
Fora do Ibovespa, as ações da Camil (CAML3) avançam 10% nesta manhã, a R$ 8,28, indo às máximas em 2023. O bom desempenho vem na esteira de um relatório divulgado nesta quarta (18) pelo Bradesco BBI: o banco elevou a recomendação para os papéis, de neutro para compra, citando a perspectiva de alta nos preços de arroz neste ano.
Os analistas Leandro Fontanesi e Victor Romano partem do princípio de que a área plantada de arroz no Brasil deve recuar cerca de 9% em 2023, de acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) — o que, consequentemente, deve diminuir a oferta da commodity e elevar o seu valor no mercado doméstico.
Considerando esse cenário, o Bradesco BBI agora projeta um preço médio de R$ 90 por saca de arroz em 2023; anteriormente, o banco trabalhava com cotações na casa de R$ 75 por saca — as novas estimativas implicam que o Ebitda da Camil ficará cerca de 10% acima do consenso do mercado neste momento.
"Sendo assim, o mau desempenho recente das ações da Camil parece inconsistente, dada a sua alta correlação com o preço do arroz, uma vez que a empresa tem poder de repassar o aumento nos custos para o preço [aos consumidores]", escrevem os analistas.
Neste sentido, o Bradesco BBI também elevou o preço-alvo de CAML3 para R$ 12,00 — o que implica num potencial de alta de 45% em relação às cotações atuais, e de 60% em comparação com o fechamento de terça (17).
O dólar à vista renova mínimas com queda de 0,76%, a R$ 5,0668.
As ações da Americanas (AMER3) voltaram a ser negociadas e inverteram o sinal. Os papéis caem 3,68%, a R$ 1,83.
As vendas no varejos nos EUA recuaram 1,1% em dezembro ante novembro, segundo dados divulgados pelo Departamento do Comércio há pouco.
Os analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda menor, de 1%.
Sem automóveis, as vendas do setor varejista americano caíram 1% no confronto mensal de dezembro. Neste caso, a projeção era de redução de 0,5%.
O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês), um dos medidores de inflação, recuou 0,5% em dezembro ante novembro. Os analistas projetavam alta de 0,1%.
O núcleo do PPI, que exclui itens mais voláteis como energia, sobe a 0,1% em dezembro, de acordo com as expectativas do mercado.
No acumulado de 12 meses encerrados em dezembro, a inflação ao produtor avançou 6,2%.
Além disso, o PPI de novembro ante outubro foi revisado de +0,3% a +0,2%.
As ações de Americanas (AMER3) estão em leilão desde a abertura do Ibovespa, após registrar alta de 3,16%, a R$ 1,96.
Esse é o sétimo pregão seguido que os papéis da varejistas operam entre leilões, repercutindo os desdobramentos do rombo contábil de R$ 20 bilhões.
O Ibovespa abriu em alta de 0,60%, aos 112.113 pontos, acompanhando as bolsas do exterior e maior apetite dos investidores, à espera de dados nos EUA.
Com agenda cheia de indicadores econômicos, os índices futuros de Nova York operam em tom positivo.
Dados de dezembro sobre inflação ao produtor (PPI), vendas no varejo e a divulgação do Livro Bege, além de discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed) devem movimentar os mercados hoje.
Confira o desempenho dos futuros em NY:
Com o avanço das commodities no mercado internacional e maior otimismo dos investidores, aos recibos de ações (ARDs) companhias brasileiras Petrobras e Vale sobem no pré-mercado em Nova York.
Os ADRs de Petrobras avançam 0,35%, a US$ 11,35; Vale registra alta de 1,00%, a US$ 18,18.
QUAL A COR DO LIVRO DO FED?
Lá fora, os mercados asiáticos fecharam predominantemente em alta nesta quarta-feira, apesar dos sinais negativos de Wall Street durante o pregão de ontem, com os investidores avaliando cautelosamente os dados econômicos recentes de todo o mundo e especulando sobre a postura do Banco do Japão, que deve se afastar nos próximos meses de sua política monetária ultrafrouxa, verificada na última década.
Os mercados europeus e os futuros americanos até tentam enveredar por um tom mais positivo em sua maioria, mas não há unilateralidade do movimento, pelo menos por enquanto. Os investidores globais estão atentos à agenda carregada com inflação da Zona do Euro, índice de preços ao produtor americano, Livro Bege do Fed e relatório sobre o mercado de petróleo da Agência Internacional de Energia.
A ver…
Por aqui, no Brasil, os investidores ainda se preocupam com os desdobramentos do caso Americanas e a possibilidade de um aumento real do salário-mínimo acima do já contratado. Ontem, tivemos um dia de alívio que pode voltar a acontecer, a depender do resultado da reunião entre Lula e as lideranças das centrais sindicais, que pedem por mais aumento real do salário-mínimo, o que impactaria as contas públicas.
Ao que tudo indica, o salário mínimo deve permanecer em R$ 1.302, pelo menos por enquanto. Haddad está em Davos e precisa voltar para se identificar espaço no Orçamento com sua equipe para que qualquer movimento seja realizado. Eventualmente, o valor de R$ 1.320 pode até ser oficializado, o que inviabilizaria zerar o déficit já em 2023, deixando a tarefa para o ano que vem.
Nos EUA, a agenda é carregada, mesmo com a temporada de resultados não tendo o dia mais pesado nesta terça-feira — cerca de 27 empresas do S&P 500 devem reportar seus resultados nesta semana, com 87 resultados na próxima semana (contamos hoje com nomes como Charles Schwab, Alcoa e Prologis, mas nada muito além disso).
Já no aspecto econômico, temos o índice de preços ao produtor para dezembro, que deve subir 6,8% na comparação anual, enquanto o núcleo, que exclui os itens mais voláteis, deve subir 5,4% no ano. O número, caso confirmado, seria uma moderação em relação ao mês de novembro, abrindo espaço para um Fed menos agressivo.
Além do dado de preços, temos também fala de autoridades monetárias, com dois Fed boys falando e podendo trazer novidades, e as vendas no varejo, que devem cair 0,6% na comparação mensal — excluindo automóveis, as vendas devem cair 0,4% em comparação com uma queda de 0,2% anteriormente.
Ainda nos EUA, o Federal Reserve divulga hoje o livro bege pela primeira das oito vezes neste ano. O relatório resume as condições econômicas atuais por meio de evidências coletadas pelos 12 bancos regionais do Federal Reserve.
Se as expectativas estiverem certas, devemos caminhar para uma probabilidade de recessão nos próximos 12 meses de 61%, ante 63% em outubro. Ao mesmo tempo, o PIB americano deve crescer a uma taxa anual de 0,1% no primeiro trimestre, podendo contrair 0,4% no segundo.
Os dados de trabalho e de comércio também devem ser foco, mas o mercado tem errado tanto nas projeções sobre eles depois da pandemia, que eventuais surpresas começam a perder relevância (se você já sabe que será surpreendido, não é uma surpresa, afinal). Os desdobramentos sobre os resultados corporativos, no entanto, devem ser avaliados com lupa, uma vez que tudo se trata dos lucros das empresas.
Além do Fórum Econômico Mundial, em Davos, tivemos nos últimos dias a reunião da Associação Econômica Americana, em Nova Orleans, que contou com a participação de algumas das mentes econômicas mais brilhantes do mundo.
Em linha com a temática de Davos, a conferência se atentou para os problemas à frente, à medida que a economia global entra em uma nova era de taxas de juros mais altas, conflitos geopolíticos e incerteza crescentes.
Observamos hoje uma transição do mundo para longe das baixas taxas de juros e do rápido crescimento chinês, ainda que a reabertura da China sirva para ajudar o crescimento global em 2023. Adicionalmente, a rivalidade entre os EUA e a China está se intensificando e as explosões de dívida são mais a norma.
Ao mesmo tempo, o Banco Mundial está preocupado que choques adversos adicionais possam levar a economia global à recessão este ano, acrescentando que os pequenos estados são especialmente vulneráveis. Uma nova era está começando e, provavelmente, os próximos 10 anos serão muito diferentes dos últimos 10 anos.
No Japão, o iene caiu bastante durante o pregão de quarta-feira: cerca de 2%, enquanto as ações japonesas dispararam mais de 2,4%. O motivo? A autoridade monetária do Japão (Bank of Japan, ou BoJ) não sinalizou, conforme o esperado (havia uma chance de 25% de que o banco central aumente seus principais juros em 10 pontos-base), uma postura menos dovish (não aumentou a taxa e nem alterou o controle da curva de juros).
Em dezembro, o BoJ surpreendeu o mercado de títulos ao aumentar o limite dos rendimentos dos títulos do governo de 10 anos. O iene subiu cerca de 15% em relação ao dólar americano nos últimos três meses, com o último grande banco central mais flexível sinalizando que pode finalmente apertar a política monetária. Ainda há espaço para valorização adicional do iene, seguindo a mesma tese de janela de tempo para o aperto monetário nos próximos meses.
Os juros futuros abriram em trajetória de queda, acompanhando a desvalorização do dólar à vista. Confira:
| NOME | ULT | FEC |
| DI Jan/24 | 13,43% | 13,48% |
| DI Jan/25 | 12,42% | 12,51% |
| DI Jan/26 | 12,27% | 12,37% |
| DI Jan/27 | 12,28% | 12,37% |
O Ibovespa futuro abriu em alta de 0,38%, aos 112.950 pontos.
Já o dólar à vista abre com queda de 0,34%, negociado a R$ 5,0883.
O dólar à vista abre com queda de 0,34%, negociado a R$ 5,0883.
Após o fechamento do último pregão, identifiquei uma oportunidade de swing trade baseada na análise quant - compra dos papéis de Energisa (ENGI11).
ENGI11: [Entrada] R$ 41.99; [Alvo parcial] R$ 43.20; [Alvo] R$ 45.02; [Stop] R$ 39.97
Recomendo a entrada na operação em R$ 41.99, um alvo parcial em R$ 43.20 e o alvo principal em R$ 45.02, objetivando ganhos de 7.2%.
O stop deve ser colocado em R$ 39.97, evitando perdas maiores caso o modelo não se confirme.
A varejista Americanas (AMER3) tem sido foco dos investidores nos últimos dias. A empresa revelou uma "pedalada fiscal" no balanço e expôs uma dívida da ordem de R$ 40 bilhões.
Naturalmente, o escândalo reverbera por semanas, com todo mercado com os olhos atentos nos desdobramentos do caso.
Leia aqui no Seu Dinheiro as principais notícias desta quarta-feira (18) sobre a Americanas:
Uma das alternativas para pagar os R$ 40 bilhões em dívidas que a varejista declarou à Justiça é a venda de ativos. E, segundo um comunicado enviado ao mercado nesta terça-feira (17), essa opção está na mesa. "A companhia confirma que está avaliando diversas oportunidades", diz a empresa em resposta a um ofício da B3.
O BTG Pactual, por exemplo, acusa o trio de investidores de referência da Americanas de se beneficiar há anos do que chama de fraude contábil na companhia.
Os três homens mais ricos do Brasil fizeram fortuna com um estilo de gestão baseado em cortes agressivos de custos e crescimento via aquisições nas empresas investidas.
A partir de fevereiro, a executiva vai ocupar o cargo de diretora Financeira e de Relações com Investidores da varejista.
Faria fez carreira em bancos de investimento como o Bank of America, Bradesco BBI e Morgan Stanley, mas não foi só por isso que ela foi escolhida para o novo posto na Americanas.
De novembro de 2019 até agosto de 2021, a executiva esteve na Oi (OIBR3), portanto, tem experiência em processos de recuperação judicial. Antes, ela ocupou na TIM o mesmo cargo que irá assumir na Americanas.
Os contratos futuros do petróleo ampliaram ganhos no início desta manhã. A Agência Internacional de Energia (AIE) elevou a projeção de demanda global pela commodity em 2023, em relatório divulgado há pouco.
O minério de ferro sobe levemente, com perspectivas de crescimento da China e consequentemente maior demanda.
Confira:
Os índices futuros de Nova York amanheceram próximos da estabilidade.
O mercado norte-americano terá hoje um dia de agenda carregada.
Serão divulgados indicadores relevantes, como os números de inflação ao produtor (PPI), de vendas no varejo e de produção industrial nos Estados Unidos.
Também estão previstos discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
Além disso, o Fed divulga hoje o Livro Bege, documento que traz detalhes sobre as condições econômicas regionais nos EUA.
Confira:
As principais bolsas de valores da Europa chegaram a abrir em alta, mas logo se acomodaram perto da estabilidade nesta quarta-feira.
Os índices oscilam entre leves altas e baixas com os investidores fazendo os últimos ajustes antes de um dia de agenda cheia.
Nas próximas horas, investidores vão acompanhar os dados finais da inflação na zona do euro em 2022, além de uma série de indicadores dos EUA e comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
Confira:
As principais bolsas de valores da Ásia fecharam em alta hoje.
Os investidores ficaram aliviados com o fato de o Banco do Japão (BoJ) ter mantido sua política monetária inalterada.
Antes da decisão, havia temores de que o BoJ promovesse algum novo aperto em sua política monetária.
A exceção foi a bolsa de Seul, que recuou 0,47%, pressionada por ações dos setores de finanças e defesa.
Veja como fecharam as principais bolsas asiáticas hoje:
O Banco do Japão (BoJ) manteve inalteradas nesta quarta-feira as principais referências que balizam a política monetária no país.
O banco central japonês deixou a taxa de curto prazo para depósitos em -0,1% e a meta do rendimento do título público local (JGB) de 10 anos em cerca de zero.
A autoridade monetária ainda reiterou que pretende manter a faixa de variação do juro no intervalo de -0,50% a +0,50% - patamar definido em dezembro.
No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo
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