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Antes disso, a varejista estava blindada contra a execução de dívidas por outra determinação dos tribunais
“Que semana, hein”, “Capitão, é quarta-feira”: esse curto diálogo entre Capitão Haddock e Timtim é um dos mais famosos da internet por descrever em poucas palavras a exaustão que cai sobre todos neste derradeiro dia.
Existe até uma conta do Twitter exclusivamente dedicada a postar a conversa — que não está presente na criação original de Hergé, mas se encaixou como uma luva em um dos desenhos do cartunista— quando chega o meio da semana.
Nesta quarta-feira (18), o diálogo também descreve bem a situação do mercado acionário brasileiro.
Nesse mesmo dia da semana passada, acionistas, analistas e empresários descobriram a existência de um rombo contábil bilionário nas Americanas (AMER3). E a situação da varejista parece ficar mais complicada a cada novo desdobramento.
A novidade de hoje foi uma liminar obtida pelo BTG Pactual, um dos credores da companhia, para bloquear R$ 1,2 bilhão da Americanas. Antes disso, a varejista estava blindada contra a execução de dívidas por outra determinação da Justiça enquanto avaliava o pedido de recuperação judicial.
Mas a nova decisão aumenta as incertezas sobre o caso e abre margens para que outros bancos também busquem essa via para receber valores devidos pela empresa — Goldman Sachs e Bradesco já entraram com recursos parecidos.
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Além disso, os investidores tiveram que lidar com a aversão ao risco no exterior. As bolsas de Nova York caíram forte após o Livro Bege apontar que a aceleração da inflação continua a reduzir o poder de compra dos consumidores norte-americanos.
O aquecimento do mercado de trabalho bem como o ritmo de crescimento moderado dos empregos também foi destaque na publicação do Federal Reserve, o banco central dos EUA.
Por aqui, um discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também não agradou pelo viés considerado populista. Uma das declarações do petista foi que “o salário mínimo tem que crescer conforme o PIB”.
Ainda assim, o Ibovespa subiu hoje. Apoiado novamente nas commodities metálicas e no setor bancário — com uma ajuda da construção civil e companhias aéreas —, o principal índice acionário da B3 avançou 0,71%, aos 112.228 pontos.
O dia também foi de ganhos para o dólar. A moeda norte-americana chegou a operar em terreno negativo durante a manhã, mas inverteu o sinal, fortaleceu-se com os temores de recessão global e fechou em alta de 1,12%, cotada em R$ 5,1626.
Além da Americanas (AMER3), que voltou a recuar em meio aos últimos desdobramentos de seu escândalo contábil, outras duas varejistas eletrônicas aparecem na ponta negativa do Ibovespa.
Via (VIIA3) e Magazine Luiza (MGLU3) caíram forte com os investidores realizando ganhos após as altas da última sessão. Confira as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| AMER3 | Americanas S.A | R$ 1,74 | -8,42% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 2,38 | -6,67% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 3,56 | -6,07% |
| IRBR3 | IRB ON | R$ 1,08 | -3,57% |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 4,18 | -3,24% |
Veja também as maiores altas do Ibovespa:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| ECOR3 | Ecorodovias ON | R$ 4,60 | 5,02% |
| POSI3 | Positivo Tecnologia ON | R$ 8,28 | 4,94% |
| CMIN3 | CSN ON | R$ 4,74 | 4,41% |
| RENT3 | Localiza ON | R$ 57,95 | 4,25% |
| RRRP3 | 3R Petroleum ON | R$ 46,05 | 3,95% |
De volta à situação da Americanas, a Justiça do Rio de Janeiro atendeu a um pedido do BTG Pactual (BPAC11) hoje e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 1,2 bilhão em recursos da companhia.
A decisão, de caráter liminar, é a primeira vitória do BTG contra a varejista desde a revelação do rombo contábil na semana passada. Ela atende a um mandado de segurança que o banco protocolou ontem (17) no qual pede a suspensão da tutela cautelar preparatória de recuperação judicial obtida pela Americanas na sexta-feira (13).
Na decisão, à qual o Seu Dinheiro teve acesso, o desembargador Flávio Marcelo de Azevedo Horta Fernandes escreve sobre a necessidade de se investigar a medida para que ela não seja utilizada como "meio de fraude a credores".
"Há, portanto, além do cuidado inerente à espécie, necessidade de se realizar prévio diagnóstico da empresa, a fim de aferir a real situação econômico-financeira e jurídica antes de optar por alguma ferramenta de resguardo e soerguimento, sobretudo medidas que podem tornar-se irreversíveis", escreveu o desembargador.
Vale destacar que o mérito do mandado de segurança pedido pelo banco ainda não foi analisado.
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