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A “xerife” do mercado de capitais encontrou irregularidades no prospecto da operação divulgado no mês passado
A segunda emissão de cotas do fundo imobiliário Suno Energias Limpas (SNEL11) estava prevista para ser liquidada na próxima semana. Mas esse cronograma deve mudar após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) enquadrar a operação e suspendê-la por até 30 dias.
Segundo comunicado enviado à imprensa na última quarta-feira (21), a Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE) da "xerife" do mercado de capitais encontrou irregularidades no prospecto da oferta, divulgado no mês passado.
Os problemas estão ligados à taxa de ingresso de R$ 16 por nova cota pedida pelo FII. De acordo com a autarquia, a cobrança contraria uma manifestação pretérita do Colegiado a respeito do tema e mostra-se inconsistente com disposições do regulamento do fundo.
A taxa contraria ainda um entendimento da área técnica a respeito da sua forma de contabilização e eventual utilização para fins de distribuição de resultados aos cotistas.
A administração do FII e os coordenadores da oferta — a Guide Investimentos é a instituição intermediária líder — tem até o dia 19 de janeiro para sanar definitivamente "os vícios" que levaram à suspensão. Caso as irregularidades não sejam corrigidas dentro do prazo, a SRE poderá cancelar a oferta.
A CVM determinou ainda o fundo informe imediatamente a suspensão ao mercado. Cumprindo a determinação, o SNEL11 divulgou nesta quinta-feira (21) um comunicado a respeito do tema.
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No documento, o FII garante que a administradora, o coordenador líder e a gestora "tomarão todas as
medidas cabíveis para sanar os vícios que levaram à suspensão".
Para quem já havia aderido à oferta, o comunicado explica que é possível revogar a aceitação no prazo de até cinco dias úteis contados a partir de hoje. Os investidores que optarem pela revogação terão restituição integral dos valores eventualmente já aportados.
Vale relembrar que a segunda emissão de cotas do SNEL11, lançada em novembro, tem o objetivo de levantar até R$ 100 milhões para o portfólio do fundo, que é o primeiro FII com foco em energia renovável da B3.
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