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A empresa contratou os bancos Citigroup e Itaú BBA para coordenar a oferta de ações, que deve contar com a participação de Guilherme Paulus, fundador da companhia
A CVC (CVCB3) se tornou uma das principais empresas de turismo do país ao popularizar os pacotes de viagem. Agora com a necessidade de captar dinheiro novo de investidores, a companhia pretende lançar mão de uma estratégia semelhante em uma oferta de ações.
A companhia pretende captar pelo menos R$ 200 milhões e vai oferecer uma espécie de "pacote" aos investidores que participarem da operação.
Quem comprar ações da CVC na oferta levará junto um bônus de subscrição que dará o direito de subscrever uma nova ação da companhia. O prazo e o preço do bônus ainda não foram definidos.
A empresa contratou os bancos Citigroup e Itaú BBA para coordenar a oferta de ações, que ainda não tem data para acontecer.
De todo modo, a reação dos investidores na B3 é bem positiva. Por volta das 11h10, as ações da CVC (CVCB3) disparavam 10,58%, a R$ 4,59.
Vale lembrar que a captação de dinheiro novo via oferta de ações faz parte do plano de renegociação das dívidas que a CVC fechou com os credores de debêntures.
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Em troca do alongamento dos prazos de pagamento, a rede de turismo se comprometeu a fazer uma nova rodada de capitalização de pelo menos R$ 125 milhões até novembro deste ano.
A operação não é obrigatória, mas se não acontecer no prazo estipulado os credores das debêntures terão o direito de converter até R$ 200 milhões da dívida em ações com desconto em relação às cotações na B3.
Seja como for, uma parte do dinheiro novo está relativamente encaminhada. Isso porque Guilherme Paulus, fundador e ex-controlador da CVC, se comprometeu a entrar com R$ 75 milhões na futura oferta de ações da empresa.
Mas vale lembrar que a participação de Paulus tem algumas condições. Uma delas é a de que o preço por ação seja de R$ 3.
Quem vai tocar o processo da oferta de ações é Fabio Godinho, que assumiu na semana passada o cargo de CEO da empresa.
Ele substituiu Leonel Andrade, que esteve no comando da CVC por três anos.
Aliás, o novo CEO da CVC é próximo de Guilherme Paulus, o que faz sentido dentro da estratégia do fundador de colocar mais dinheiro na companhia.
Godinho foi vice-presidente de produtos e marketing da própria CVC. Além disso, ele criou a MyDoor, uma startup de residências de alto padrão em destinos de lazer.
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