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Liliane de Lima

É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP, já passou pelo portal DCI e setor de análise política da XP Investimentos.

DESTAQUES DA BOLSA

Por que as ações das elétricas sobem em bloco nesta sexta-feira na B3 e sustentam o Ibovespa

A Energisa (ENGI11) lidera os ganhos do setor com alta acima de 6%; o IEEX, índice que reúne os papéis do segmento de energia, sobe quase 3%

Liliane de Lima
23 de junho de 2023
16:50 - atualizado às 16:43
Torres de transmissão de energia auren aure3 taesa taee11 dividendos setor elétrico

Em dia de tom negativo em todo o mundo, uma luz se acendeu. As ações das companhias elétricas sobem em bloco nesta sexta-feira (23) no Ibovespa, e sustentam o principal índice da B3 nesta sexta-feira. 

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A Energisa (ENGI11), por exemplo, lidera os ganhos do setor com alta de 6,49%, a R$ 48,49, por volta das 16h40 (horário de Brasília).  O IEEX, índice que reúne os papéis do segmento de energia, sobe quase 3%. Confira a cotação das principais companhias do setor: 

CÓDIGONOMEULTVAR
ENGI11Energisa unitsR$ 48,576,49%
CPFE3CPFL Energia ONR$ 33,666,12%
ENEV3Eneva ONR$ 12,365,46%
EQTL3Equatorial ONR$ 31,505,00%
CPLE6Copel PNR$ 8,054,82%
CMIG4Cemig PNR$ 12,933,52%
Fonte: B3

Os papéis das companhias elétricas, em linhas gerais, são considerados ativos mais conservadores e que pagam bons dividendos — o que explica parte do desempenho positivo em dia de queda e mau humor nos mercados. 

Mas especificamente nesta sexta-feira (23) a explicação é outra: a abertura de consulta pública sobre a proposta de renovação das concessões de distribuição de energia, com vencimentos entre 2023 e 2025. 

A consulta foi anunciada ontem (22) pelo Ministério de Minas e Energia (MME), após o órgão definir algumas diretrizes para o setor elétrico (Nota técnica 14/2023). 

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Entre as medidas, a pesquisa deve discutir: 

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  • Regras sobre indenização por concessões não renovadas; 
  • Critérios mínimos para os pedidos de renovação da concessão; 
  • Metodologias de captura de potenciais excedentes econômicos das operações; e 
  • Capex social.

Além disso, a renovação dos contratos exigiria “contrapartidas sociais”, que envolveriam ações de eficiência energética, como melhorias nos sistemas de iluminação de prédios públicos e a instalação de usinas solares fotovoltaicas para consumidores de baixa renda, em áreas consideradas vulneráveis. 

Outra inovação disposta na nota técnica do MME é a mudança do IGP-M para o IPCA como índice de referência nos processos de revisão tarifária. 

VEJA TAMBÉM - Faria Lima em 'choque'? O banco central assustou os mercados. E agora, quando a Selic vai cair?

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Na visão da Ativa Investimentos, a reação positiva observada nos papéis das companhias elétricas, nesta sexta-feira (23), acontece “em função da constatação de que não haverá medidas mais restritivas, como uma forte necessidade de desembolso de caixa para o pagamento de eventuais renovações”. 

Já o Itaú BBA destaca que “ainda é um longo caminho até que os termos finais sejam publicados e, portanto, vemos espaço para mudanças significativas à medida que o debate avança”.

O banco mantém a Equatorial (EQTL3) como 'top pick' do setor. 

Com a conclusão da consulta pública e a consequente aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Casa Civil, o decreto final sobre a renovação das concessões deve ser publicado entre o final de outubro e início de novembro, segundo expectativas do Itaú BBA. 

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