UBS BB rebaixa ações da Petrobras (PETR4) de compra para venda e teme uma volta ao passado
A raiz das preocupações está em alguns comentários recentes da equipe de transição, que levam os analistas a acreditarem em um cenário mais cauteloso tendo em vista o passado recente da empresa

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais e as primeiras declarações da equipe de transição sobre o futuro da Petrobras (PETR4) levaram os analistas do UBS BB a revisarem suas estimativas para a estatal.
O corte foi brusco — de recomendação de compra para a de venda, com um preço-alvo de R$ 22 para PETR4. O potencial de queda das ações é de 6%.
De acordo com os analistas, as perspectivas positivas iniciadas em 2016 podem estar chegando ao fim.
Se nos últimos anos se viu uma grande redução de débito com desinvestimentos estratégicos, pagamento expressivo de dividendos e perspectivas positivas para os papéis, os próximos anos podem ser menos transformacionais e marcados pela volta de práticas que feriram o valor da empresa.
Os analistas do UBS acreditam que a partir de agora, existe grande incerteza sobre o preço dos combustíveis, a política de investimentos da companhia para os próximos anos e as despesas.
A raiz das preocupações está em alguns comentários recentes da equipe de transição, que levam os analistas a acreditarem em um cenário mais cauteloso, tendo em vista o passado recente da empresa.
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O primeiro ponto é a política de preços de combustíveis que será adotada. O modelo atual, de paridade internacional com a cotação do barril de petróleo, foi amplamente criticado ao longo da campanha eleitoral. Até o momento, não existem pistas sobre qual será o caminho escolhido, mas o UBS BB espera uma maior compressão das margens.
A política de investimentos a ser adotada também é uma incógnita. Se nos últimos anos a marca da companhia foi a venda de ativos não estratégicos, o futuro pode indicar uma procura por integração ao movimento de energia renovável, o que pode acabar prejudicando a lucratividade das operações centrais da companhia, voltadas ao petróleo.
Com gastos maiores e margens mais estreitas, os analistas do banco de investimentos projetam que a companhia deve deixar de pagar as cifras bilionárias dos últimos trimestres em dividendos e pague apenas os 25% mínimos obrigados por lei.
Apesar da alta do petróleo no mercado internacional, as ações de PETR4 reagem em forte queda. Por volta das 14h50, o recuo era de 3,27%, a R$ 22,69.
Conteúdo Empiricus
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