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Caso José Mauro Ferreira Coelho seja aceito no conselho da Petrobras, a reunião para sua condução à presidência será realizada amanhã

A presidência da Petrobras (PETR4) transformou-se nos últimos anos em uma novela repleta de conflitos e reviravoltas.
O próximo capítulo da novela está previsto para a tarde de hoje, na assembleia geral de acionistas convocada para hoje.
Com início previsto para as 15h, a assembleia terá na pauta a aprovação da entrada para o conselho de administração do mais novo indicado do governo para o cargo de presidente da Petrobras.
Na noite de ontem, um comitê interno da Petrobras considerou que a indicação de José Mauro Ferreira Coelho, como membro do conselho de administração da companhia, preenche os requisitos necessários previstos em lei e não incorre em suas vedações.
Para o comitê, caso Coelho seja eleito na assembleia desta quarta-feira, sua indicação ao cargo de presidente da companhia estará apta para ser apreciada pelo conselho de administração.
Para amanhã está prevista a realização de reunião do novo conselho de administração para apreciar a indicação de José Mauro Ferreira Coelho ao cargo de presidente da companhia. Caso seja eleito, a posse está prevista para a tarde de quinta-feira.
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Coelho é químico industrial de formação e sua trajetória com o governo não começa agora. O indicado foi secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME) até outubro de 2021, onde atuou desde abril de 2020, e comanda o Conselho de Administração da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) desde maio de 2020.
Vale lembrar que os indicados originais ao cargo desistiram das posições há poucos dias. O economista Adriano Pires, que era o nome da União para a presidência da Petrobras, disse "não" ao cargo por "motivos pessoais".
Já Rodolfo Landim, apontado pelo governo federal para comandar o Conselho de Administração da Petrobras, abriu mão do posto para permanecer apenas como presidente do Clube de Regatas do Flamengo.
Landim anunciou a desistência depois de o clube perder a final do campeonato carioca para o Fluminense. Na ocasião, ele afirmou que o seu foco continuaria sendo o Flamengo; no entanto, ao longo do fim de semana começaram a circular as primeiras notícias quanto aos possíveis conflitos de interesse envolvendo os executivos indicados pelo governo.
A carta na qual Pires anunciou sua desistência aborda o problema: "Ficou claro para mim que não poderia conciliar meu trabalho de consultor com o exercício da Presidência".
Para mitigar os conflitos, o economista conta que já havia iniciado os procedimentos para desligar-se do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), consultoria da qual é sócio-fundador, mas, ao longo do processo, percebeu que não teria condições de fazê-lo "em tão pouco tempo".
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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