Natura (NTCO3) confirma o pior e tem prejuízo quatro vezes maior no 1T22
Prejuízo da Natura foi de R$ 643,1 milhões no primeiro trimestre, um resultado quatro vezes pior que o do mesmo período de 2021; empresa adia metas com piora no cenário

Depois de se reunir em privado com um grupinho seleto de analistas do mercado para falar sobre os resultados do primeiro trimestre, a Natura (NTCO3) enfim apresentou o balanço oficial de janeiro a março deste ano.
E os números confirmaram um trimestre para esquecer — em todos os sentidos — da empresa de cosméticos. A Natura apresentou um prejuízo de R$ 643,1 milhões, um resultado quatro vezes pior que o do mesmo período de 2021, quando o prejuízo foi de R$ 155,2 milhões.
- SIGA A GENTE NO INSTAGRAM: análises de mercado, insights de investimentos e notícias exclusivas sobre finanças
Outrora um exemplo de governança corporativa na B3, a empresa esperou até o último minuto do tempo previsto para divulgar os números, que saíram na CVM perto da meia-noite.
No release de resultados, a Natura usa por seis vezes o termo "desafiador", um eufemismo para dizer que o cenário para a empresa não está nem um pouco favorável.
“Nossa perspectiva é de que o cenário externo continue desafiador no segundo trimestre e seguiremos adotando medidas tais como maior contenção de gastos e rígida disciplina financeira nos investimentos, a fim de proteger nossa lucratividade e geração de caixa.”
Roberto Marques, CEO da Natura &Co
Natura: receita, Ebitda e margem em queda
A receita líquida da Natura apresentou queda de 12,7% em relação ao primeiro trimestre do ano passado e atingiu R$ 8,253 bilhões. O número ficou em linha com o dado preliminar que a companhia divulgou após a revelação das reuniões privadas mantidas com os analistas.
O aumento de custos com a inflação global e o fraco desempenho de vendas das marcas Avon e The Body Shop derrubaram o Ebitda e a margem da Natura.
Leia Também
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja a ação que pode blindar seus investimentos no segundo turno
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ajustado teve queda de 38,1%, para R$ 596 milhões, com uma margem de 7,2%, uma redução de três pontos percentuais na comparação com os meses de janeiro a março do ano passado.
A Natura encerrou o trimestre com R$ 4,5 bilhões em caixa e uma dívida líquida de R$ 7,647 bilhões, o equivalente a 2,13 vezes o Ebitda.
Metas adiadas
Com a piora do cenário econômico, a Natura adiou, de 2023 para 2024, a meta de atingir uma receita líquida consolidada de R$ 47 bilhões a R$ 49 bilhões.
A projeção de alcançar um nível de dívida líquida de menos de uma vez o Ebitda também ficou para 2024. A única meta mantida foi a de alcançar uma margem Ebitda de 14% a 16% daqui a dois anos.
Leia também:
- Natura (NTCO3) desaba 15% com suposto ‘vazamento’ do balanço — e os números mostram um quadro nada animador
- Um McPicanha na bolsa: entenda os cuidados que você precisa tomar ao investir em ações pagadoras de dividendos
A LISTA DE DESPEDIDAS VAI AUMENTAR
Mais um adeus à B3: Claro assume Desktop (DESK3) por R$ 1,75 bilhão e prepara OPA. O que muda para quem tem as ações?
2 de outubro de 2026 - 8:53RENDA EXTRA NA CONTA
Enquanto três gatilhos não fazem preço na CPFL (CPFE3), Itaú BBA defende a compra pelos dividendos
1 de outubro de 2026 - 17:45VIRADA À FRENTE
IRB Brasil (IRBR3): mudança tributária abre caminho para dividendos generosos; JP Morgan turbina preço-alvo para ação
1 de outubro de 2026 - 17:28CASA NOVA?
Tenda (TEND3) ‘pega as chaves’ da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; o que a construtora busca no andar de cima
1 de outubro de 2026 - 14:15O QUE AINDA FALTA?
Queridinha do Barsi, Paranapanema (PMAM3) fecha acordo que acaba com boa parte da dívida bilionária, mas recuperação judicial segue
1 de outubro de 2026 - 13:03FUTURO DA 'FILHA DO DIVÓRCIO'
Todo mundo quer a Farm: ações da Azzas 2154 (AZZA3) lideram as altas no Ibovespa com chuva de propostas no radar
1 de outubro de 2026 - 12:38APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS
Dia cheio no Bradesco (BBDC4): de R$ 3,8 bilhões em JCP a leilão de sobras de ações até o “Pix” internacional
30 de setembro de 2026 - 19:33QUEM SOBE QUANDO OS JUROS CAEM?
JP Morgan aumenta pessimismo com Natura (NATU3) e corta recomendação; veja as varejistas preferidas do banco para surfar o rali eleitoral
30 de setembro de 2026 - 12:10CORTANDO ONDE DÁ
Como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) quer transformar uma despesa milionária em fonte de receita em meio à recuperação
30 de setembro de 2026 - 10:53REESTRUTURAÇÃO CORPORATIVA
Raízen (RAIZ4) quer trocar o conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bilhões em novos papéis aos acionistas
30 de setembro de 2026 - 10:33GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA
BTG Pactual (BPAC11) conquista licença de banco no Peru e acelera expansão internacional; veja o que muda
29 de setembro de 2026 - 10:00Marketing Digital
R$ 42,7 bilhões em publicidade digital: Por que as marcas estão indo além do anúncio para conquistar a atenção do público
29 de setembro de 2026 - 9:00RECUPERAÇÃO JUDICIAL