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As vendas totais do grupo, que incluem lojas físicas e comércio eletrônico cresceram 32,8% no ano passado, somando R$ 55,2 bilhões.
Em semana marcada por turbulência devido à queda de seus sites, a Americanas (AMER3) reportou lucro líquido de R$ 489,7 milhões entre outubro e dezembro do ano passado. O número representa alta de 20,5% em relação ao mesmo período de 2020. Assim, a empresa fechou o ano no azul, com lucro líquido total de R$ 730,9 milhões, o maior da história da companhia.
O Ebitda ajustado, entretanto, caiu 10,8% no trimestre, ou seja, para R$ 1,1 bilhão no período. No consolidado do ano, porém, a linha observou ligeira alta de 2,2%, para R$ 3,3 bilhões.
As vendas totais do grupo (GMV), que incluem lojas físicas e comércio eletrônico, chegaram a R$ 18 bilhões no trimestre, alta de 28,3% na comparação anual. No resultado total de 2021, as vendas cresceram 32,8%, ou seja, chegaram a R$ 55,2 bilhões.
Também é importante destacar a redução da dívida bruta em R$ 6,7 bilhões. A empresa encerrou o ano com um valor líquido de R$ 1,8 bilhão em caixa.
De acordo com o CEO da Americanas, Miguel Gutierrez, o 4º trimestre de 2021 marcou o início da colheita dos benefícios da unificação das bases acionárias de Lojas Americanas e B2W. Em comunicado, o executivo destacou que a empresa cumpriu o compromisso de crescer as vendas acima do ritmo do mercado.
A reorganização societária da Americanas foi concluído em janeiro e, desde então, circulam na bolsa apenas os papéis AMER3, correspondentes à Americanas S.A..
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A Americanas também se pronunciou na divulgação de resultados sobre o apagão que atingiu os três sites do grupo - Americanas, Submarino e Shoptime - nos últimos dias. A empresa afirmou que não há evidências de outros danos além da suspensão das operações de e-commerce. Em outras palavras, os dados dos clientes não foram afetados.
“No entanto, para a completa apuração e entendimento do incidente, a investigação deve continuar pelas próximas semanas”, disse a Americanas no documento.
O e-commerce ficou fora do ar desde a madrugada de sábado e voltou apenas na quarta-feira, de forma incompleta. Nos sites da Americanas e do Submarino, há um aviso informando retomada gradual de produtos e funcionalidades. O Shoptime ainda está fora do ar.
Uma vez que a Americanas concluiu o ano passado com 60% da receita bruta vinda do comércio eletrônico, analistas ficaram preocupados com o apagão. Por isso, os papéis da companhia sofreram ao longo da semana.
Na sexta-feira (25), ao meio-dia, a Americanas realiza teleconferência com analistas para comentar o resultado e certamente será questionada sobre o incidente.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
A companhia, que tenta se reestruturar, anunciou no fim do ano passado uma capitalização de R$ 797,3 milhões, voltada ao fortalecimento da estrutra financeira
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