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A captação contou com mais de 12 mil investidores qualificados e superou a oferta base inicial; a duração do fundo Headline XP é de 10 anos
A fonte de recursos para as startups ficou mais escassa com a alta de juros global, mas ainda não acabou. Um novo fundo da XP fechou uma captação de R$ 915 milhões.
O Headline XP contou com a participação de mais de 12 mil investidores qualificados — que possuem mais de R$ 1 milhão em patrimônio. O resultado superou a estimativa inicial , que era de R$ 834 milhões.
O fundo de investimento em participações (FIP) é fruto de uma parceria firmada no início deste ano entre a XP Asset e a Headline Venture, plataforma de investimentos de Romero Rodrigues, fundador do site de comparação de preços Buscapé, atual sócio e head de venture capital da corretora de investimentos.
A operação marca a entrada da XP no segmento de startups, cujo objetivo é atrair empresas de vários setores — como softwares, e-commerce, educação, saúde, blockchain e ESG — em estágio inicial de desenvolvimento.
Com duração de dez anos, o fundo pretende adquirir participações minoritárias de até 20% do capital social das empresas. Ao todo, a expectativa é investir cerca de 460 milhões — metade do valor inicial do fundo — em 25 startups até 2026.
Nessa fase inicial do fundo, o fundo já mapeou 700 oportunidades de negócios. Contudo, a expectativa é que esse número aumente.
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Segundo Romero, entre 1.500 e 2.000 startups devem ser analisadas por ano. Destas, 8 startups por ano, em média, receberão aportes do fundo da XP, que devem oscilar entre R$ 5 milhões e R$ 40 milhões. Lembrando que o fundo deve ter uma participação minoritária de até 20%.
Vale ressaltar que nos primeiros quatro anos, o Headline XP deve se empenhar na aquisição de startups em estágio inicial e na construção de um portfólio qualificado.
Já nos anos seguintes, entre 2027 e 2030, a ideia é manter as participações nas empresas em rodadas de investimento, para evitar que as ações sejam diluídas.
Por fim, nos últimos dois anos previstos do fundo, ou seja, 2031 e 2032, a ideia é desinvestir e retornar o capital aos 12.500 cotistas qualificados, que são investidores com mais de R$ 1 milhão em patrimônio financeiro.
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