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Ryan Cohen, presidente do conselho da GameStop, vendeu todas as suas ações na varejista de itens domésticos e embolsou US$ 60 milhões com o negócio
Você investiria em ações de companhias completamente atoladas em problemas ou até quebradas de fato? No começo de 2021, muita gente seguiu os conselhos de fóruns de investimento e pensou que isso era uma boa ideia. Mas os investidores que apostaram suas economias nessas meme stocks, como foram chamadas, já podem pedir música no Fantástico.
Há quem tenha perdido dinheiro com a GameStop, a primeira ação-meme do mundo, e tenha desistido desse tipo de investimento de risco. Também existem aqueles que insistiram mais um pouco e adicionaram à carteira a AMTD Digital, uma ação desconhecida que subiu mais de 32.000% em menos de um mês — e logo entrou em uma queda meteórica.
Porém, apesar de ter perdido dinheiro, uma parcela de pessoas resilientes ao risco extremo decidiu dar mais um voto de confiança à recomendação de um investidor. E, mais uma vez, se deram mal.
Existe uma ação em Wall Street que se encontra em um de seus piores dias desde que abriu o capital, há 30 anos. Nesta manhã, os papéis da Bed Bath & Beyond afundavam mais de 44% e ainda fecharam o pregão com perdas de mais de 40%.
Mas antes de explicar o que está acontecendo, é preciso relembrar o caso da principal ação-meme do mundo.
Empresas à beira da falência dispararam absurdamente nas bolsas de valores do mundo inteiro no ano passado, sem qualquer justificativa ou fundamento para esse movimento incomum — exceto a fé e recomendações das comunidades da internet, especialmente na rede social Reddit.
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Uma delas foi a varejista de jogos GameStop, a primeira ação-meme conhecida. Quem entrou assim que os fóruns começaram a recomendar a compra do papel se deu bem: o valor de mercado da companhia passou de US$ 1,3 bilhão no final de 2020 para US$ 22,5 bilhões em pouco menos de um mês.
Isto é, até que a bolha enfim estourou, e logo a companhia — e quem entrou por último na operação — acumulou perdas gigantescas, uma vez que as ações perderam mais da metade do valor desde o pico.
Em março deste ano, os papéis voltaram a subir desenfreadamente após o presidente do conselho de administração da empresa, Ryan Cohen, revelar que investiu outros US$ 10 milhões na companhia.
O mesmo investidor que foi responsável pelos ganhos extraordinários da GameStop no começo de 2022 é o empresário que liderou os movimentos — positivos e negativos — da Bed Bath & Beyond (BBBY).
Fundada em 1971 em Nova Jersey, a companhia já chegou a ser líder no varejo de artigos para o lar. Com lojas em quase todos os shoppings norte-americanos, a Bed Bath & Beyond conquistou compradores ao redor dos Estados Unidos com a estratégia de abundância e variedade de produtos.
Acontece que a disputa com o e-commerce e os crescentes concorrentes no setor foi dura para a varejista; as vendas da companhia começaram a despencar, causando o fechamento de inúmeras lojas da rede.
A empresa voltou aos holofotes do mercado somente em março deste ano, após Ryan Cohen, presidente do conselho de administração da GameStop, divulgar uma participação de 9,8% na empresa de artigos para o lar.
Em uma carta ao conselho da Bed Bath & Beyond, o investidor bilionário da GameStop sugeriu estratégias para melhorar o desempenho da empresa e até indicou que explorassem vender toda a operação para um comprador privado.
No dia em que o documento tornou-se público, as ações da BBBY dispararam mais de 80%.
Porém, a companhia — que já não estava em bons lençóis mesmo com o investimento de Ryan Cohen — continuou sem entregar resultados trimestrais positivos aos olhos dos investidores.
Além disso, os investidores estavam cientes de que, como no caso de outras meme stocks, ter a Bed Bath & Beyond era arriscado — e o cenário do mercado de capitais era de uma enorme aversão ao risco.
Logo os acionistas passaram a recuar de ativos mais arriscados; a BBBY, então, começou a sofrer na bolsa.
No mês passado, com um otimismo generalizado dos investidores, os mercados de ações deram indícios de recuperação, e as meme stocks voltaram a chamar atenção.
E, como a Bed Bath & Beyond está entre as ações-meme favoritas do mercado, os papéis voltaram a disparar: somente em julho, acumularam ganhos de 360%.
Acontece que o tão temido balanço corporativo da Bed Bath & Beyond, divulgado ao fim de junho, veio mais uma vez pior que o esperado. Dali em diante, foi ladeira abaixo para a meme stock.
No segundo trimestre deste ano, a empresa enfrentava a escalada da inflação, a baixa procura do mercado por itens domésticos e a confiança precária do consumidor — e ainda lidava com a renúncia do CEO Mark Tritton ao cargo.
Em meio a tudo isso, a Bed Bath & Beyond registrou um prejuízo líquido de US$ 358 milhões entre abril e junho de 2022. A reação do mercado ao balanço não foi nem um pouco positiva — e, no dia da divulgação, as ações caíram mais de 23% em Nova York.
Enquanto os papéis estavam derretendo em Wall Street, o Bank of America preparou o coração dos investidores para um futuro ainda pior. “As ações ainda têm um longo caminho a cair.” No relatório, os analistas reduziram o preço-alvo das ações para US$ 2,60.
O analista da Loop Capital, Anthony Chukumba, inclusive chegou a projetar que a empresa pode falir ainda nos próximos meses.
Resumindo: as coisas estavam feias para a Bed Bath & Beyond. Porém, na segunda-feira, os investidores da ação-meme tiveram um vislumbre de esperança.
Isso porque, segundo documentos enviados à SEC (a xerife do mercado de capitais dos EUA), o investidor Ryan Cohen, que apostou na GameStop a ponto de fazê-la retomar os ganhos, aumentou sua fatia na BBBY por meio de sua companhia RC Ventures, passando de 9,8% para 11,8%.
Ao que tudo indicava, ainda havia espaço para a varejista voltar a crescer. As ações da empresa de itens domésticos encerraram o pregão de segunda-feira em forte alta de 29,06%.
Acontece que nem tudo na vida são flores, e logo o presidente do conselho da GameStop desiludiu os investidores otimistas da varejista.
Para colocar a cereja no bolo caótico que a Bed Bath & Beyond estava cozinhando nas últimas semanas, Ryan Cohen decidiu que não queria mais fazer parte do negócio.
Na quarta-feira, o investidor anunciou que pretendia vender toda a participação na varejista através da RC Ventures. Isto é, apenas cinco meses depois de ter montado a posição na empresa.
Inicialmente, o documento causou choque no mercado, e os papéis da BBBY passaram a operar em forte queda.
Mas, apesar de o formulário arquivado na SEC, a CVM norte-americana, indicar suas intenções, alguns investidores confiantes na ação-meme não deram o braço a torcer e foram aos fóruns demonstrar otimismo.
Os seguidores de Cohen acreditavam que, assim como a GameStop, logo a Bed Bath & Beyond entraria em um novo rali — e que o silêncio do empresário era um sinal de que ele estava desenvolvendo novos planos para a ação.
Um usuário da internet chegou a dizer que o bilionário ainda não havia vendido qualquer participação. “Ryan Cohen não vendeu. [...] Se você possui 10% ou mais de uma empresa, deve preencher o formulário que lhe dá o direito de vender nos próximos 90 dias.”
Outro indivíduo escreveu: “Claro que ele não vendeu. Ele é um macaco como nós.”
Então, as ações permaneceram em alta e fecharam com valorização de 11,77% na quarta. Afinal, a esperança é a última que morre entre os acionistas de meme stocks.
Na noite de ontem, Ryan Cohen voltou a decepcionar os fiéis investidores da ação meme e confirmou que havia vendido todas as suas ações na Bed Bath & Beyond.
A venda rendeu ao bilionário um ganho inesperado de aproximadamente US$ 60 milhões, uma vez que o chairman da GameStop comprou suas ações da Bed Bath & Beyond a um preço médio de US$ 15,34 cinco meses atrás.
Segundo o Financial Times, o empresário não foi o único a embolsar uma grande quantia de dinheiro por conta da varejista.
O jornal conta que Jake Freeman, estudante universitário que administra a Freeman Capital Management, lucrou quase US$ 110 milhões ao vender a participação na companhia.
Porém, para o resto dos investidores, a realidade não foi exatamente a mesma. O comunicado de Cohen fez com que as ações caíssem mais 36% nas negociações após o fechamento do pregão.
Todo esse combo caótico de acontecimentos fez com que as ações da Bed Bath & Beyond perdessem mais da metade do seu valor desde o pico dos papéis, em 07 de março.
Nesta sexta-feira, a meme stock BBBY desabou mais de 40% em Wall Street, fechando a US$ 11,03. A varejista teve seu pior dia na bolsa desde que abriu o capital, em 1992.
Em entrevista ao Seu Dinheiro, a especialista em finanças e sócia da BRA, Priscila Alves, contou que a decisão de Ryan Cohen foi inesperada e com um desenrolar bem diferente da GameStop.
“Na empresa de games, Ryan Cohen promoveu uma reestruturação e se mantém como acionista relevante até os dias de hoje, tornando-se um herói entre os investidores em busca de barganhas”, explicou a especialista.
Já na Bed Bath & Beyond, Priscila acredita que a intenção do investidor era uma compra estrutural para investimento de longo prazo. Porém, os motivos para a venda dos papéis não são tão claros.
“A motivação da venda é mais incerta. Pode ter sido pelos desafios jurídicos e econômicos encontrados para colocar a empresa de pé novamente ou pelo simples fato de as ações terem explodido de preço após a entrada”, disse Alves.
Para a especialista, uma hipótese é que Cohen simplesmente tenha concluído que “não valeria o esforço colocar a empresa de pé depois de embolsar US$ 68,1 milhões com a alta das ações” em poucos meses.
*Com informações de Markets Insider, Financial Times e Bloomberg
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