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Dona da bolsa de valores brasileira, a B3 vai pagar até R$ 1,142 bilhão pela Neurotech, empresa de sistemas de inteligência artificial, machine learning e big data
Os dados são o novo ouro? A B3 (B3SA3) reforçou essa aposta com a aquisição da Neurotech, empresa de tecnologia é especializada na criação de sistemas e soluções de inteligência artificial, machine learning e big data.
A dona da bolsa de valores brasileira vai pagar inicialmente R$ 619 milhões pela empresa. Desse total, R$ 569 milhões são da aquisição e R$ 50 milhões vão para o capital da Neurotech.
Mas o valor total do negócio pode chegar a R$ 1,142 bilhão até 2026 dependendo do cumprimento de metas de desempenho.
Mas, afinal, o que faz a Neurotech e o que a B3 viu na companhia? Criada em 2002 por mestres e doutores em ciência da computação, matemática e inteligência artificial, a empresa oferece soluções que ajudam na tomada de decisões que necessitem da análise de grande quantidade de informações.
As típicas indústrias que se valem desses serviços são as de gestão de crédito, redução de riscos, prevenção a fraudes e vendas e marketing. A Neurotech possui mais de 150 clientes nas áreas de crédito, varejo, seguros, financeiro e fintechs.
A Neurotech possui atualmente mais de 320 funcionários e tem expectativa de geração de receita líquida de R$ 120 milhões a R$ 150 milhões para 2023, de acordo com a B3.
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Com a Neurotech, a B3 reforça a posição como empresa de tecnologia com foco na análise de dados. O negócio acontece um ano depois da compra da Neoway, outra empresa do segmento, por R$ 1,8 bilhão.
A aquisição da Neurotech é um importante impulsionador da estratégia no negócio de dados e analytics, de acordo com a B3. Com o negócio, a dona da bolsa complementa a oferta de soluções de dados nas verticais de crédito, riscos e seguros.
Desse modo, a B3 pretende integrar a atuação da Neurotech com a Neoway para ampliar o potencial do crescimento dessa nova frente de negócio.
Uma das muitas perguntas que ficam para os acionistas da B3 (B3SA3) é: como fica o pagamento de dividendos da companhia. Afinal, o desembolso para a compra da Neurotech pode diminuir a distribuição de proventos?
A B3 informou que pretende pagar pela aquisição usando os recursos em caixa e que o negócio não muda as projeções de endividamento e payout — percentual do lucro que a empresa distribui como dividendos.
Por fim, quem ainda tiver dúvidas sobre o negócio poderá esclarecê-las com a própria B3, que promoverá uma teleconferência nesta sexta-feira, às 10h (acesso disponível neste link).
Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.
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