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Segundo informações do Broadcast, o objetivo da ação é convencer os detentores de 5% do capital da empresa a convocarem uma assembleia para discutir possíveis reparações pela venda de dois ativos
É acionista da Eletrobras (ELET3)? Então seu nome está diretamente envolvido em um pedido enviado pela Associação Brasileira de Investidores (Abradin) à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Segundo informações do Broadcast, a associação que defende os interesses de sócios minoritários de companhias tenta obter acesso à lista de acionistas da ex-estatal.
O objetivo da ação é reunir e convencer os detentores de 5% do capital da empresa a convocarem uma assembleia para discutir possíveis reparações pela venda da usina de Itaipu e da Eletronuclear para a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) - ambas ocorridas dentro do processo de privatização da Eletrobras.
O presidente da Abradin, José Aurélio Valporto, declarou que a Eletrobras não foi remunerada adequadamente pelos ativos. "Pretendemos buscar ressarcimento à empresa e propor ações contra os culpados", afirmou ele em entrevista à agência de notícias.
Para a associação, a União, que era a sócia majoritária da companhia até então, abusou de sua posição de controladora e normatizadora do processo.
"Esta operação [a venda dos ativos] foi extremamente lesiva à Eletrobras e a seus acionistas minoritários. A União, foi beneficiada porque é a proprietária da comprada, outra empresa pública", alega o pedido.
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Antes de recorrer à CVM, a Abradin fez o pedido da lista diretamente à Eletrobras em 18 de agosto. O documento, cujo nome técnico é certidão de assentamentos do Livro de Registro de Ações Nominativas, contém os nomes e posições acionárias de todos os sócios da companhia. A Eletrobras, porém, alegou que a associação não comprou quais acionistas representa e rejeitou a solicitação.
Após a negativa, a Abradin decidiu enviar o pedido diretamente para a xerife do mercado de capitais na última quarta-feira (14).
Vale destacar que a Abradin já conseguiu uma decisão favorável da autarquia em outra solicitação da mesma natureza realizada no início de 2020. Na época, a associação conseguiu o sinal verde para acessar a lista de acionistas da Embraer (EMBR3).
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