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Os projetos mais promissores do ano envolvem jogos do tipo play-to-earn, design de blockchain, pagamentos e, é claro, metaverso
A queda do bitcoin (BTC) em janeiro colocou a maior criptomoeda do mundo como o pior investimento do mês, perdendo de lavada para a bolsa brasileira. Enquanto o BTC recuou 17% (em dólar) no período, o Ibovespa aproveitou a alta das commodities para subir 7%.
Mas nem só de bitcoin o investidor viverá. Algumas criptomoedas estão na mira dos analistas consultados pela reportagem para formar o guia de Onde Investir em 2022 — você pode pegar a sua versão de graça aqui.
São projetos que buscam fornecer internet descentralizada, uma alternativa aos provedores que cobram tarifas altas dos usuários, meios de pagamento em blockchain e jogos do tipo play-to-earn, como o Axie Infinity.
Entretanto, a maioria deles está ligado ao desenho de blockchain e à criação do metaverso enquanto espaço na internet.
É inegável que as criptomoedas vieram para ficar, e esses projetos de desenho de blockchain tendem a crescer com o avanço do universo de ativos digitais. São elas que buscam resolver problemas da internet, seja de segurança, escalabilidade ou descentralização.
Essas criptomoedas têm a vantagem de serem mais baratas que o bitcoin (BTC) e com um potencial de alta ainda maior. Entretanto, vale lembrar que o investimento em cripto é altamente arriscado e os especialistas recomendam cautela antes de entrar nesse universo.
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Confira nove projetos que podem “explodir” em 2022:
Começando por uma das maiores ethereum killers, criptomoedas que nasceram para superar o ethereum, e vem animando os investidores nos últimos meses, a Solana (SOL) é um ecossistema animador para o desenvolvimento de projetos.
Ela consegue vencer o problema da escalabilidade do ether ao mesmo tempo que consegue manter as taxas baixas e com segurança. Em 2021, a Solana registrou uma valorização de 11.179,50%.
Contudo, vale um porém: a blockchain da solana ainda precisa superar os últimos "teste de estresse", que quase tiraram a criptomoeda do ar.
Outra ethereum killer, a Polkadot (DOT )surgiu com a ideia de ser uma plataforma para unir as blockchains em um único lugar e resolver o trilema da escalabilidade das criptomoedas.
Esse problema envolve fazer o projeto crescer (escalabilidade) com segurança e eficiência (taxas mais baixas) por meio do sistema de parachains. Recentemente, a criptomoeda conseguiu levantar uma boa quantia para desenvolver o projeto por meio do leilão dessas parachains.
No ano passado, a polkadot acumulou alta de 187,40%.
Com uma alta de 3.326,70% no ano passado, a AVAX pretende ser uma blockchain com taxas de transação (gas fees) mais baratas e que também busca resolver o trilema das criptomoedas (escalabilidade, segurança e descentralização).
A rede da Avalanche é composta por três blockchains separadas: X-Chain, C-Chain e P-Chain.
Cada uma delas busca resolver um dos três problemas.
De acordo com o white paper dos desenvolvedores, a Terra é uma blockchain focada em pagamentos do dia a dia e que busca solucionar o problema da alta volatilidade das criptomoedas.
Ela pretende se tornar o principal meio de pagamento no ambiente digital, unindo a proteção da criptografia em blockchain com a estabilidade de uma moeda comum — e ela se diferencia das stablecoins porque o token nativo dessa rede pode se valorizar além do lastro.
A rede blockchain da Decentraland busca ser uma espécie de “campo de testes” para novos projetos dentro do ambiente de web 3.0.
A MANA é uma das primeiras blockchains integradas a jogos do tipo play-to-earn (jogue para ganhar, em tradução livre), como o Axie Infinity, o que aumenta a concorrência em relação às demais. Não por acaso, as cotações da Decentraland subiram 4.069,40% em 2021.
Com a popularização dos jogos play-to-earn, a YGG é uma organização autônoma descentralizada (DAO) que investe em games desse tipo.
A criptomoeda que se valorizou 203,70% em 2021 é uma alternativa para quem não pretende colocar todas as fichas em um único projeto ou não quer dividir seu dinheiro em diversos games possíveis, investindo em uma única empresa que aposta em uma “cesta” de criptomoedas de jogos play-to-earn.
Essa blockchain permite a criação de espaços dentro da internet, iguais a terrenos no mundo real, que podem ser comprados ou negociados. Grandes empresas como Tesla, do bilionário Elon Musk, já garantiram terrenos no Sandbox.
Essa criptomoeda se valorizou 16.279,10% e tende a crescer ainda mais após o anúncio de uma parceria entre a Warner e a plataforma para criar um parque temático no metaverso.
Essa blockchain é mais voltada para o desenvolvimento de games, e compete diretamente com a Decentraland na construção de ambientes de teste para novos aplicativos, mas focado no mundo dos jogos.
Essa blockchain foi a escolhida pela Microsoft para iniciar seu próprio projeto de metaverso e tem grande potencial de valorização, de acordo com analistas do mercado.
Com uma alta de 2.825,30% no ano passado, o Helium (HNT) tem uma proposta revolucionária para o oferecimento de serviços de internet das coisas (IoT, em inglês).
Além de fornecer conexão à internet descentralizada, ou seja, sem a necessidade de um provedor, essa blockchain ainda pretende ser o sistema que conecte todos os aparelhos inteligentes, como smartphones, televisões e etc.
“O Helium é um protocolo que está em crescimento e já oferece serviços na Europa e Estados Unidos. Por aqui, com os debates envolvendo a concessão do 5G, o HNT deve virar uma importante criptomoeda no futuro”, comenta André Franco, analista e especialista em criptomoedas.
| # | Nome | Preço | 24h % | 7d % |
| 7 | Solana (SOL) | US$ 107,05 | 17,56% | 17,00% |
| 10 | Polkadot (DOT) | US$ 19,64 | 11,52% | 9,45% |
| 12 | Avalanche (AVAX) | US$ 70,61 | 7,43% | 10,49% |
| 9 | Terra (LUNA) | US$ 51,88 | 11,76% | -19,72% |
| 30 | Decentraland (MANA) | US$ 2,78 | 9,45% | 33,96% |
| 183 | Yield Guild Games (YGG) | US$ 3,07 | 7,51% | 25,83% |
| 36 | The Sandbox (SAND) | US$ 3,96 | 0,48% | 33,38% |
| 58 | Enjin Coin (ENJ) | US$ 1,85 | 0,07% | 24,51% |
| 44 | Helium (HNT) | US$ 27,32 | -1,10% | 16,26% |
*Colaboraram com esta matéria Andre Franco, especialista em criptomoedas, Lucas Schoch, CEO da Bitfy, Helen Hai, diretora da Binance NFT, Rodrigo Zobaran, analista de pesquisas quantitativas da Kinea, com informações da Binance Research, Messari Crypto Theses for 2022, Arcane Research, CryptoRank e Coin Market Cap
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