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2021-12-07T18:39:32-03:00
Renan Sousa
Renan Sousa
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney. Twitter: @RenanSSousa1
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Quem é Terra (LUNA), a criptomoeda que valorizou mais de 10.000% e desbancou Avalanche (AVAX) e Dogecoin (DOGE)?

A Terra (LUNA) continua a subir porque é cada vez mais utilizada e já atingiu os US$ 27,391 bilhões em valor de mercado

7 de dezembro de 2021
15:46 - atualizado às 18:39
Terra (LUNA) desbanca Avalanche (AVAX) e Dogecoin (DOGE) como maior criptomoeda do mundo
A décima maior criptomoeda do mundo também está na mira da SEC, a CVM americana. Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock / Envato

Enquanto o bitcoin (BTC) amarga perdas de mais de 12% na semana, alguns projetos aproveitaram a queda do mercado no último sábado (04) para ganhar corpo e aparecer entre as maiores criptomoedas do mundo. É o caso da Terra (LUNA), que teve uma valorização de 24,44% nos últimos sete dias. 

Só hoje, a criptomoeda nativa da blockchain da Terra sobe 11,32%, cotada a US$ 71,13 (R$ 401,42). Em 2021, a LUNA saiu da casa dos US$ 0,617 e teve uma valorização de 10.825,2% com a popularização do protocolo.

Com isso, na briga pela décima posição entre as maiores criptomoedas do mundo em valor de mercado, a LUNA tomou a dianteira e superou Avalanche (AVAX) e Dogecoin (DOGE), que vinham disputando o posto.

#Nome (Ticker)Preço (US$)VAR%(24h)VAR%(7d)Valor de mercado
10Terra (LUNA)US$ 71,1311,32%23,74%US$ 27,391 bilhões
11Dogecoin (DOGE)US$ 0,18017,61%-18,86%US$ 23,770 bilhões
12Avalanche (AVAX)US$ 92,5112,23%-22,00%US$ 22,419 bilhões
Fonte: Coin Market Cap

O que faz a Terra (LUNA)

De acordo com o white paper dos desenvolvedores, a Terra é uma blockchain focada em pagamentos do dia a dia e que busca solucionar o problema da alta volatilidade das criptomoedas

A LUNA é composta por uma cesta de moedas fiat — como o dólar, o euro, o yuan chinês, e até mesmo direitos especiais de saque (DES) do Fundo Monetário Internacional (FMI) — que busca uma criptomoeda mais estável e com um preço crescente. Por meio de um protocolo interno, a blockchain mantém reservas específicas dessas moedas para conter a volatilidade da LUNA

A Terra é diferente das stablecoins, as criptomoedas com lastro — a mais famosa delas é o Tether (USDT), que têm paridade de um dólar em reserva para cada unidade de criptomoeda USDT, o que foi motivo de investigação do governo dos Estados Unidos recentemente.  

O preço da Terra (LUNA) reflete a composição crescente dessa cesta de moedas e o desenvolvimento de aplicações (decentralized Apps, ou dApps) dentro dessa rede (blockchain).

Essa criptomoeda pretende se tornar o principal meio de pagamento no ambiente digital, unindo a proteção da criptografia em blockchain com a estabilidade de uma moeda comum.

De olho na lei

Tasso Lago, especialista em criptomoedas e fundador da Financial Move, afirma que o avanço da LUNA se deve, principalmente, à diversidade de seu ecossistema.

A blockchain permite que os usuários comprem o que ele chama de “ativos sintéticos”, uma simulação do mercado tradicional. “Por exemplo, dá pra uma pessoa comprar ações da Tesla utilizando o ecossistema da LUNA, por meio do dApp 'Mirror'”. 

Por outro lado, a Terra é uma das criptomoedas que está na mira dos órgãos reguladores americanos, como a SEC, a CVM americana, por movimentar ativos financeiros. 

Mesmo assim, a Terra (LUNA) continua a subir porque é cada vez mais utilizada e já atingiu os US$ 27,391 bilhões em valor de mercado. “Vale a pena comprar a longo prazo. A curto prazo, eu não gosto de comprar moedas que já subiram, e ela subiu trinta por cento numa semana”.

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