🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

A inflação nos EUA pode impactar a alta de preços e da Selic no Brasil? Entenda a situação

Algumas projeções de mercado apontam para nove aumentos de 0,25% nos juros dos EUA por parte do Federal Reserve, o que pode pode ter implicações na taxa brasileira

13 de abril de 2022
11:58 - atualizado às 13:16
Nota de dólar queimando, simbolizando a inflação
Nota de dólar queimando - Imagem: Shutterstock

Caro leitor,

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O tema da inflação tem estado bastante presente no noticiário econômico nos últimos meses.

Após anos e anos enfrentando dificuldades para trazer a inflação para a meta estabelecida pelo banco central americano (de 2%), as leituras recentes têm indicado que a inflação no país está nos maiores patamares em décadas.

Inflação nos EUA

Ontem (12), por exemplo, tivemos a divulgação do CPI — o “primo” americano do nosso IPCA — de março na terra do Tio Sam. O aumento de preços em 12 meses atingiu a marca de 8,5%, o maior ritmo desde dezembro de 1981 e superior aos 7,9% medidos em fevereiro. No mês, o indicador ficou em 1,2%, ante 0,8% no mês anterior.

Uma grande parcela desse aumento está ligada à guerra entre Rússia e Ucrânia, que fez com que os preços de diversas commodities (principalmente as energéticas) atingissem níveis vistos somente no começo da década passada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na comparação com fevereiro, os gastos com energia aumentaram 11% (+32% em relação ao mesmo período do ano passado). O preço da gasolina teve alta de 18,3% no mês (48% no ano), maior variação desde 2009. Não à toa, a categoria foi responsável por praticamente 70% da inflação de 8,5% observada em março.

Leia Também

Já os preços dos alimentos contribuíram com mais 10% desse aumento, tornando a vida das famílias de menor renda ainda mais difícil. Se os custos de vida crescem em um ritmo mais acelerado que os ganhos salariais, a parcela do consumo com esses itens fica cada vez maior.

Núcleo da inflação norte-americana

Nesse mar de preocupações, os dados do núcleo da inflação — que desconsidera as variações nos preços de energia e alimentos, que são mais voláteis — serviram como um alento para parte do mercado.

Apesar de o número ter vindo levemente acima do esperado pelos analistas nos últimos 12 meses — 6,5% vs. 6,4% —, no mês o núcleo da inflação totalizou 0,3%, abaixo do 0,5% projetado pelo mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Seria este então o ponto de inflexão para a inflação?

Fed e o aumento dos juros

Logo após a divulgação do dado, as taxas de juros dos títulos de dez anos chegaram a cair quase 10 pontos-base, saindo do patamar de 2,8% para perto dos 2,7%. O sinal que ficou é de que o Federal Reserve talvez não precise ser tão duro no aumento de juros.

É importante notar, contudo, que, nos dias anteriores à divulgação do CPI, a taxa de dez anos do Tesouro americano saiu dos 2,6% para quase 2,85%. 

Desde o começo do mês, foram mais de 40 pontos-base em um espaço de menos de 15 dias — algo inimaginável tempos atrás. Ou seja, ainda que o recuo tenha sido expressivo, está longe de representar uma reversão no movimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Inflação e os consumidores

E, particularmente, mesmo com o recuo de alguns itens, como o preço de carros usados, com queda de quase 4% no mês, energia e alimentos ainda devem manter o nível de preços elevado nos próximos meses.

Claro que uma redução na velocidade do aumento de preços é positiva para os consumidores. Mas enxergar uma inflexão dos patamares atuais de maneira substancial não me parece o mais plausível.

Mesmo com a queda das máximas, não podemos esquecer que o preço do barril de petróleo ainda se encontra próximo dos US$ 100, uma alta de mais de 33% no ano e de quase 70% nos últimos 12 meses.

Alimentos e exportação

Mas a situação que mais me preocupa mesmo é a dos alimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No limite, as pessoas podem buscar outros meios de locomoção (ainda que para muitos isso seja algo extremamente difícil, claro). Mas quando falamos de itens básicos para a sobrevivência, algumas situações podem fazer com que os indivíduos tomem atitudes drásticas para ter acesso a esses produtos.

Recentemente vimos cenas de revolta por parte da população do Peru, protestando contra o forte aumento nos preços dos combustíveis e alimentos, obrigando o presidente a impor um toque de recolher para tentar conter os manifestantes.

E isso pode fazer com que mais países adotem restrições às exportações de alimentos para outros países, causando assim mais dificuldades em nível global.

Segundo dados do Banco Mundial, em poucas semanas o número de países que impuseram esse tipo de medida aumentou em 25%, chegando à marca de 35. Ao final de março, 53 novas políticas de intervenção que afetam o comércio de alimentos haviam sido impostas — das quais 31 estavam ligadas a restrição de exportação e 9 relacionadas especificamente ao trigo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As commodities agrícolas

Por ora, o controle das importações e exportações não é tão amplo quanto o observado após a Grande Recessão. Entre 2008 e 2011, os controles impostos representavam 74% do comércio global de trigo; hoje, esse número é de 21%.

Contudo, um ciclo de retaliações que gere novas medidas por outros países pode trazer novos aumentos de preço das commodities agrícolas. Estimativas apontam que o preço do trigo poderia subir mais 13% caso qualquer um dos cinco maiores exportadores da commodity decidisse banir o comércio com outros países.

E a inflação em patamares mais elevados que o esperado pelo mercado pode ensejar uma maior atuação por parte dos bancos centrais ao redor do mundo.

Juros nos EUA e no Brasil

Algumas projeções de mercado apontam para o equivalente a nove aumentos de 0,25 ponto percentual na taxa de juros por parte do Federal Reserve, o que a levaria para o intervalo entre 2,5% e 2,75% ao final de 2022. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso pode ter implicações inclusive na taxa brasileira — o próprio presidente do Banco Central do Brasil se disse surpreso com a inflação de março em terras tupiniquins, acima das projeções dos analistas.

Os formuladores de política monetária ainda terão que refletir muito nos próximos meses sobre qual o melhor plano para reduzir o nível de preços sem colocar em risco o ritmo de crescimento da economia global. Mas inflexão ainda me parece algo improvável na realidade atual.

Um abraço,
Enzo Pacheco

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar