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Após idas e vindas nas negociações entre Musk e Twitter, o período de espera chega ao fim nesta sexta-feira; ações operam em alta

O passarinho azul cansou de esperar. Agora, Elon Musk foi encurralado à gaiola. O Twitter (TWTR34) informou que o período de espera para a compra da rede social pelo CEO da Tesla chega ao fim nesta sexta-feira (03).
Em abril, Elon Musk propôs um acordo para a aquisição da rede social por US$ 44 bilhões, sendo US$ 54,20 por ação.
As negociações precisam ser concluídas ainda nesta semana e passar pelo crivo dos trâmites legais para serem efetivadas.
Pela lei antitruste Hart-Scott-Rodino, de 1976, após o anúncio do negócio, as partes precisam cumprir um intervalo de espera para que as reguladoras possam avaliar possíveis restrições imediatas à transação.
O cumprimento da norma é requisito indispensável para que a compra possa seguir em frente.
A história de Elon Musk e o Twitter começou, efetivamente, em 1º de abril quando o CEO da Tesla comprou uma fatia de 9% da rede social. 25 dias depois, o bilionário propôs a compra total da plataforma a US$ 54,20 por ação — cerca de 38% acima dos valor dos papéis da aquisição inicial.
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No dia do anúncio, as ações do Twitter em Nova York valorizaram 6% e as BDRs subiram mais de 10% na B3.
Na mesma semana, o bilionário vendeu o equivalente a US$ 4 bilhões em ações da Tesla (TSLA34) para a aquisição da rede social.
O valor foi somado a sua fortuna, da qual US$ 21 bilhões seriam destinados ao Twitter. O restante seria captado em instituições financeiras — Musk contou com a “ajuda” de US$ 1,9 bilhão do príncipe saudita Alwaleed bin Talal.
Mas, os bons momentos entre Musk e o conselho do Twitter duraram pouco.
No mês passado, o bilionário suspendeu o acordo de aquisição, segundo ele, por falta de informações sobre o número de contas falsas ou spams na plataforma. Em resposta, as ações caíram mais de 20% no pré-mercado em Nova York e a suspensão durou menos de 24 horas.
Em contrapartida, os acionistas da rede social entraram com ação contra Musk por conta das oscilações dos preços dos papéis à medida que as manifestações do bilionário envolviam a plataforma.
Os acionistas, então, acusaram o CEO da Tesla de se beneficiar financeiramente com a polêmica de suspensão do acordo, além de violar leis corporativas da Califórnia.
Por fim, na semana passada, Musk se comprometeu a investir mais de sua fortuna para financiar o acordo avaliado em US$$ 44 bilhões.
Ele decidiu incluir US$ 33,5 bilhões em ações no plano e desistiu de utilizar um empréstimo de margem garantida por papéis da Tesla.
Com a notícia de fim do período de espera, anunciado pelo Twitter, os papéis da rede subiram 2,58% no pré-mercado da Bolsa de Nova York, por volta das 9h20 (de Brasília).
Já durante o pregão, por volta das 14h (também de Brasília), os papéis TWTR34 operavam em alta de 2,51%, a US$ 97,56.
*Com informações de Estadão Conteúdo
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