Nem Tesouro Direto nem CDB: BTG aposta em fundos listados com isenção de IR, que pagam até 19,8% ao ano
Entre fundos imobiliários e fundos de infraestrutura, carteira do banco foca em renda passiva com benefício tributário

Quem busca renda extra com dividendos encontra cada vez mais alternativas além do Tesouro Direto e dos CDBs. Na avaliação do BTG Pactual, uma combinação de fundos imobiliários (FIIs) e fundos de infraestrutura (FI-Infra) é uma das formas mais interessantes de gerar renda mensal neste momento.
Em sua carteira de fundos listados para julho, o banco manteve a estimativa de um retorno de cerca de 13,5% ao ano, mas com um detalhe importante: os fundos têm seus rendimentos isentos de imposto de renda (IR) para pessoas físicas.
A seleção do BTG reúne 15 fundos e mescla ativos de diferentes segmentos — todos com uma relação atraente entre risco e retorno, segundo os analistas.
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Por que investir em fundos listados?
Além da renda mensal, o BTG destaca algumas vantagens dessas estruturas para o investidor pessoa física:
- isenção de imposto de renda sobre os rendimentos distribuídos,
- diversificação entre diferentes ativos, e
- acesso indireto a operações de crédito e projetos que normalmente não estariam disponíveis para o investidor de varejo.
Para quem procura montar uma carteira de renda passiva sem depender da renda fixa tradicional, esses fundos também oferecem liquidez de negociação. Por estarem listados na bolsa, é possível comprar e vender as cotas com mais facilidade.
Outra vantagem é o possível ganho com valorização de preço. Enquanto os dividendos permitem consistência, a valorização da cota pode ser um ganho adicional com o passar do tempo.
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Os fundos que o BTG está recomendando
A carteira é composta por fundos imobiliários (FIIs) e fundos de infraestrutura (FI-Infra), uma classe que investe em crédito privado e vem ganhando espaço entre investidores que buscam renda passiva.
Atualmente, os FIIs representam 55% da alocação da carteira, enquanto os fundos de infraestrutura respondem por 45%.
Entre a escolha dos analistas do BTG, o destaque em potencial de distribuição de dividendos é o TRXF11, com dividend yield anualizado de 19,8%. Outros são o CPTI11 (16,1%) e BODB11 (15,8%).
Veja as recomendações de FIIs e FI-Infra para julho
Quanto rende uma aplicação de R$ 100 mil?
Segundo os cálculos do BTG, a carteira completa apresenta dividend yield anualizado estimado de 13,5%. Na prática, isso significa uma renda potencial próxima de R$ 1.162 por mês para quem mantém R$ 100 mil investidos na seleção, considerando a distribuição recente dos fundos.
Naturalmente, os rendimentos variam ao longo do tempo e não são fixos, mas a estratégia busca justamente concentrar ativos com histórico de distribuição recorrente. Desde janeiro, a renda mensal sempre se manteve acima de R$ 1 mil, conforme os dados do banco.
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