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Embora a Rumo tenha apresentado resultados fracos no quarto trimestre, alguns analistas acreditam que pode ser a hora de embarcar nos papéis
A temporada de balanços do quarto trimestre segue guiando as escolhas dos investidores nesta sexta-feira (18). Como destaque negativo do dia, temos a forte queda das ações da Rumo (RAIL3).
A companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 384 milhões no quarto trimestre, revertendo o lucro de R$ 3 milhões do ano anterior, e revisou para baixo as suas projeções para 2022. Os papéis da Rumo encerraram o dia entre as maiores perdas do Ibovespa, com queda de 8,81%, cotados a R$ 15,21.
Além do prejuízo milionário, a companhia também divulgou um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 419 milhões, queda de 44,6% na comparação anual. A receita líquida foi de R$ 1,5 bilhão, outra queda com relação ao ano anterior, dessa vez de 9%.
Para a companhia, a quebra da safra de milho teve uma influência negativa no resultado. Além disso, o Ebitda foi impactado pelo aumento de custos variáveis como combustível e inflação.
Para os analistas do BTG Pactual, os números fracos do quarto trimestre foram marcados principalmente por uma pressão nas margens e a companhia já prepara o mercado para um ano mais fraco do que o inicialmente esperado. No entanto, o banco não vê razões para rebaixar a sua recomendação de compra e segue confiante com o agronegócio no país.
Já os analistas do Credit Suisse apontam que a decepção no curto prazo não é relevante para um horizonte de investimentos de médio e longo prazo. A queda motivada pela apresentação dos números fracos do último trimestre pode se refletir em um bom momento de entrada para os investidores capturarem os possíveis ganhos a partir do segundo semestre de 2022. O banco suíço vê um potencial de alta de 55% para os papéis da Rumo.
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