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A quatro dias do pleito, o presidente Jair Bolsonaro tenta emplacar o chamado “terceiro turno” e não deve reconhecer o resultado da eleição
Se fosse um dia normal, esta quinta-feira (27) já teria ingredientes suficientes para deixar os investidores de cabelos em pé. Pelo menos daqueles que ainda ostentam cabelos — afinal, o vai e vem das bolsas nas últimas semanas pode ter sido suficiente para arrancá-los.
A expectativa de uma forte alta de juros por parte do Banco Central Europeu (BCE) soma-se à primeira leitura do PIB dos Estados Unidos no terceiro trimestre, aos números do desemprego no Brasil e a uma temporada de balanços impactada pela inflação em alta e pela desaceleração da economia para dar aquele grau de volatilidade aos negócios em bolsa.
Houve ainda, depois do fechamento da sessão de ontem, a esperada manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano pelo Banco Central, o único porto seguro dos investidores, que já esperavam o fim da alta de juros.
Não bastasse tudo isso, o Brasil aproxima-se do segundo turno das eleições com o presidente Jair Bolsonaro (PL) ameaçando levar o processo eleitoral para um “terceiro turno” em caso de derrota. Ontem, a sinalização de que Bolsonaro deve contestar o resultado se não vencer a eleição deu sua contribuição para a queda de 1,6% do Ibovespa.
A três dias do segundo turno, a escalada da tensão eleitoral tem o potencial de estabelecer uma dinâmica própria para os ativos de risco brasileiros.
Para entender como a bolsa local deve reagir ao longo do penúltimo pregão na semana, é preciso checar os demais índices globais. O encerramento da sessão na Ásia e Pacífico não deu direção única, com a expectativa de decisão do BCE pressionando os negócios.
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Na Europa, as bolsas caem em sua maioria, à espera do aperto monetário mais intenso em meio a uma crise energética que assola a região. Por fim, os futuros de Nova York também abriram sem direção: os índices futuros do S&P 500 e do Dow Jones avançam, enquanto o Nasdaq recua após o balanço decepcionante da Meta Plataforms, dona do Facebook.
O principal índice da bolsa brasileira recuou 1,62%, aos 112.763 pontos, na sessão da véspera. O dólar à vista avançou 1,22%, a R$ 5,3817
Confira o que movimenta a bolsa, o dólar e o Ibovespa nesta quinta-feira:
Depois de ter passado os últimos anos empenhado em minar, sem sucesso, a confiança nas urnas eletrônicas, a campanha de Bolsonaro agora alega ter sido prejudicada por um suposto desequilíbrio nas inserções de propaganda eleitoral em emissoras de rádio pelo interior do Brasil.
O candidato à reeleição recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente da corte, ministro Alexandre de Moraes, pediu a apresentação de provas consistentes. Elas não vieram e a denúncia foi rejeitada.
Mas Moraes não parou por aí. Diante da gravidade da alegação, Moraes chamou a atenção para o possível “cometimento de crime eleitoral com a finalidade de tumultuar o segundo turno”, pedindo inclusive a apuração do procurador-geral eleitoral, Augusto Aras.
A temperatura subiu ao longo do dia com a exoneração de um assessor do TSE que alega ter sido dispensado depois de alertar para irregularidades nas inserções. Segundo a corte, o servidor em questão foi exonerado por assédio e sua alegação é falsa.
A sinalização de terceiro turno veio com mais clareza à noite, depois de uma reunião do candidato à reeleição com ministros e a cúpula das Forças Armadas no Palácio da Alvorada. Bolsonaro prometeu ir “até às últimas consequências” para fazer valer sua queixa.
Propositalmente ou não, a denúncia colocou em segundo plano a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson, apoiador de Bolsonaro. No domingo, o político recebeu a tiros o comboio da Polícia Federal enviado para prendê-lo por violação dos termos de sua prisão domiciliar.
No campo petista, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) completa hoje 77 anos de idade orientado por sua campanha a não repercutir a alegação de Bolsonaro.
A cúpula da campanha de Lula vê a movimentação no campo bolsonarista como um ato de desespero e prefere concentrar as energias na busca por votos e na preparação para o debate de amanhã na Globo.
Apesar de as pesquisas apontarem para uma disputa bastante apertada no domingo, elas são praticamente unânimes em sinalizar uma vitória de Lula. Nesta quinta-feira, uma nova rodada da pesquisa Datafolha para os candidatos à presidência será divulgada a partir das 17h10.
A cautela deve prevalecer nos investidores até o fim das eleições — em outras palavras, a postura defensiva com ativos de risco no pregão de hoje e de sexta-feira (28) deve continuar.
O que pode animar a bolsa hoje é a temporada de balanços das empresas. Ambev e Gol publicam seus resultados trimestrais antes do pregão e Suzano, Hypera e Vale após o fechamento da sessão.
A temporada de balanços segue a todo vapor nos Estados Unidos e Europa. A publicação de resultados do dia conta com nomes como Amazon e Apple (veja o calendário mais abaixo).
Mas o filé mignon dos indicadores só deve ser publicado na próxima sexta-feira (28). O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) norte-americanos é o dado de inflação que mexe com a decisão da semana que vem do Federal Reserve (Fed, o BC dos Estados Unidos).
Enquanto os investidores esperam que o BCE eleve os juros ao passo de 75 pontos-base, alguns integrantes do mercado entendem que o Fed também precisará apertar os cintos e subir a taxa para a banda entre 4,00% e 4,50% até o final de 2023.
Segundo a média das projeções dos dirigentes do BC americano, os juros devem encerrar 2022 em 4,4%.
Antes da abertura:
Após o fechamento:
Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias
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