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Ao longo dos próximos dias, o investidor ainda acompanha o pacote econômico do Reino Unido sobre reformulação fiscal que pressiona a libra

A semana passada vai deixar tudo, menos saudades na lembrança dos participantes do mercado financeiro. O Ibovespa não conseguiu se descolar das bolsas estrangeiras e recuou 3,7% no período. Nesta segunda-feira (17), no que depender das bolsas estrangeiras, o Ibovespa tem tudo para ensaiar uma alta na abertura.
Os mercados de ações da Europa amanheceram no azul e os índices futuros de Nova York também apontam para cima.
Nos Estados Unidos, os investidores mostram-se otimistas com o avanço da temporada de balanços. O resultado trimestral mais esperado de hoje é o do Bank of America (veja a agenda de balanços completa aqui).
No decorrer da semana, os balanços da Netflix, da Tesla e da IBM vão agitar o setor de tecnologia. Outras empresas para se prestar atenção nos próximos dias são Johnson & Johnson, United Airlines, AT&T, Verizon e Procter & Gamble.
Por aqui, os investidores olham com atenção para o IBC-Br de agosto, único indicador econômico relevante previsto para esta semana no Brasil, divulgado ainda hoje. No decorrer da semana, o foco do investidor fica para os últimos 15 dias de campanha eleitoral antes do 2º turno.
Confira o que movimenta as bolsas, o dólar e o Ibovespa esta semana:
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Colocando uma lupa sobre os índices, cada um tem seus próprios motivos para subir.
Na Europa, as bolsas reagem à expectativa com a reformulação do plano fiscal do novo ministro das Finanças do Reino Unido, Jeremy Hunt. Enquanto as bolsas europeias sobem, o euro recupera terreno e os juros projetados dos títulos da dívida britânica recuam.
A expectativa é de que Hunt apresente hoje partes de seu plano de mini-orçamento.
Ele é o segundo ministro das Finanças de Liz Truss, que assumiu o governo britânico há menos de um mês e meio.
Hunt sucede Kwasi Kwarteng, rifado na semana passada em meio à repercussão negativa de seu plano de mini-orçamento. No fim de semana, Hunt afirmou que sua prioridade será o crescimento econômico, assim como era a de seu antecessor, mas seu plano será pautado pela “estabilidade”.
De volta ao continente americano, os Estados Unidos aguardam os novos dados da temporada de balanço. A semana passada foi marcada por uma alta volatilidade nos índices de Nova York — as bolsas por lá chegaram a protagonizar um dos dias com maiores solavancos da história.
Na próxima quarta-feira (19), o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) publica o Livro Bege, com as perspectivas da autoridade monetária para a economia.
O BC dos EUA é o ponto focal das bolsas desde o início de 2022. Com o agravamento da perspectiva de recessão global, a publicação ganha um destaque especial esta semana e pode servir de ponto de virada — para cima ou para baixo — no sentimento do investidor.
Por fim, as bolsas da Ásia e Pacífico encerraram o primeiro pregão da semana sem direção definida, ainda digerindo o congresso do Partido Comunista na China, que ocorreu no fim de semana.
Ao que tudo indica, o presidente Xi Jinping deve continuar à frente do país e manter a política de "covid zero' que afetou diretamente o desempenho da economia por lá.
O Gigante Asiático ainda divulga números do PIB do 3º trimestre, produção industriaç, investimentos em ativos fixos e vendas no varejo. Todos os dados devem refletir no pregão por aqui apenas na terça-feira (18).
Em menor medida, os participantes do mercado financeiro também devem repercutir o debate entre os presidenciáveis da noite de ontem, realizado em conjunto pelas TVs Band e Cultura, pelo portal UOL e pelo jornal Folha de S. Paulo.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) trocaram acusações mútuas e trataram mais de passado do que de futuro. Enquanto Lula prensou o adversário contra a parede questionando a postura do governo diante da pandemia, Bolsonaro tentou reagir com o tema corrupção.
No fim, a avaliação de eleitores indecisos que assistiram ao debate, 59% declararam-se mais inclinados a votar em Lula depois do evento da noite de ontem. Em contrapartida, 32% disseram estar propensos a reconduzir Bolsonaro. Os 9% restantes continuam indecisos, segundo grupos focais organizados pela AtlasIntel.
Lula lidera por estreita margem as pesquisas de intenção de voto com vistas ao segundo turno.
Uma nova rodada da pesquisa Ipec, encomendada pela Rede Globo, deve ser divulgada ainda hoje, entre o final da tarde e o início da noite.
Segunda-feira (17)
Terça-feira (18)
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