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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Ibovespa sobe 1% e volta aos 112 mil pontos com impulso tech em NY; dólar recua a R$ 4,78

Renan SousaLarissa Vitória
2 de junho de 2022
9:07 - atualizado às 18:22

RESUMO DO DIA: As bolsas internacionais tentam ignorar o cenário macroeconômico desfavorável e sobem . Os investidores estão em busca de barganhas após as quedas recentes. No radar do dia, petróleo e Opep+ ganham destaque em meio a guerra da Rússia. No panorama doméstico, o Ibovespa acompanha os efeitos disso na Petrobras (PETR4) e a divulgação do PIB.

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Acompanhe por aqui o que mexe com a bolsa, o dólar e os demais mercados hoje, além das principais notícias do dia.

FECHAMENTO EM NOVA YORK
  • Dow Jones: +1,33%
  • S&P500: +1,84%
  • Nasdaq: 2,69%
CONTRAMÃO (MAIS UMA VEZ)

Apesar do petróleo ter fechado o dia com um avanço de mais de 1%, as ações da Petrobras (PETR4) seguem em queda. A estatal opera com um recuo na ordem de 1%.

O SALTO DA POSITIVO

Com uma alta superior a 12%, as ações da Positivo (POsI3) são o principal destaque do dia.

Apesar de não ter notícias relevantes no radar, a companhia é a principal, empresa tech local a surfar o otimismo do setor que chega de Nova York.

Com compras puxadas pelo Morgan Stanley, os papéis de POSI3 operam com um volume de negociação diário acima da média histórica. A volatilidade do papel também é bem superior ao restante do mercado, o que leva os analistas a classificarem quase como natural o movimento.

Para Bruno Guimarães, assessor de renda variável da Vitreo, a empresa tem em receita líquida forte, impulsionada, principalmente, por R$ 430 milhões do contrato de urnas eletrônicas. “O caixa está ficando mais líquido e o mercado viu com bons olhos”.

HORA DE TER CAMIL NA CARTEIRA?

A entrada da Camil no mercado de café foi uma das principais razões para o JP Morgan melhorar a classificação das ações CAML3.

O banco norte-americano passou a recomendar a compra dos papéis — de uma postura neutra — e elevou o preço-alvo de R$ 12 para R$ 13, o que representa um potencial de alta de 33,2% com relação ao fechamento de quarta-feira (02).

CONFIRA TODOS OS DETALHES

NA MÁXIMA

Com o impulso dos setores de tech e mineração, o Ibovespa chegou a máxima do dia no início desta tarde.

Por volta das 13h35, o índice operava em alta de 1,07%, a 112.553 pontos.

Já o dólar recuava 0,45%, a R$ 4,782.

TECHS TAMBÉM DISPARAM

Além das mineradoras e siderúrgicas, outro setor de destaque na bolsa hoje é o de tecnologia.

Acompanhando a valorização dos pares no exterior, a Positivo (POSI3) salta 10% e, por volta das 13h15, lidera os ganhos do Ibovespa.

Outro nome a chamar a atenção do mercado é a Locaweb. No mesmo horário, as ações LWSA3 avançam 5,05%.

No exterior, o Nasdaq, índice norte-americano que concentra as ações de tech, opera com ganhos de 1,37%.

 

DESTAQUES DA BOLSA

Com o salto de mais de 3% do minério de ferro nesta quinta-feira (2), as mineradoras e siderúrgicas da B3 são os destaques positivos do dia.

Veja como operam, por volta das 12h35, algumas das principais ações do setor:

CÓDIGO NOME ULT VAR
CMIN3 CSN Mineração ON R$ 5,19 7,01%
MRFG3 Marfrig ON R$ 16,30 3,95%
USIM5 Usiminas PNA R$ 11,67 3,64%
CSNA3 CSN ON R$ 22,96 3,52%
GOAU4 Metalúrgica Gerdau PN R$ 12,65 3,18%
GGBR4 Gerdau PN R$ 29,97 3,03%

 

IBOVESPA

Depois de testar o território negativo com o anúncio da Opep+ sobre produção de petróleo, o Ibovespa voltou a subir.

Por volta das 12h15, o índice avançava 0,34%, a 111.741 pontos.

Já o dólar ampliou a queda antes as rivais e, no mesmo horário, recuava 0,41%, a R$ 4,784

CHOVE LÁ FORA, MOLHA AQUI DENTRO

As bolsas em Nova York reagiram negativamente às falas da vice-presidente do Fed, Lael Brainard, e passaram a cair com mais intensidade.

A representante do BC americano afirmou que o ciclo de alta de juros não deve terminar em setembro, como o previsto pelo Federal Reserve anteriormente. Ela afirmou que na reunião daquele mesmo mês, os juros devem voltar a subir no passo de 50 pontos-base.

Com Wall Street enfrentando a maré vermelha, o Ibovespa também passou a registrar fraqueza nas primeiras horas do pregão.

Os investidores esqueceram a alta do PIB do primeiro trimestre e passaram a olhar para a Opep+, que irá aumentar a produção de petróleo neste mês de maneira mais intensa do que o esperado.

Dessa forma, as ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) passaram a registrar queda de 0,75% na média, pressionando o índice local.

O Ibovespa reduziu a alta da abertura e passou a subir 0,49%, aos 111.901.

No mesmo horário, o dólar à vista recuava 0,35%, aos R$ 4,7978.

VAI TER PETRÓLEO SIM

A Opep+ acabou de anunciar que pretende elevar sua produção para 648 mil barris de petróleo por dia. O número é maior do que a elevação prevista de 432 mil barris por dia.

O cartel destaca que a reabertura recente de grandes economias e o aumento do refino devido a uma demanda sazonal motivaram a decisão do grupo.

Não houve, porém, menção à Rússia, aos embargos da Europa e à guerra na Ucrânia no comunicado.

No mesmo horário, o petróleo Brent — utilizado como referência internacional — inverteu a tendência de queda e passou a subir 0,70%, negociado a US$ 117,01.

O QUE MOVE OS MERCADOS HOJE

O dia começou positivo para as bolsas no exterior, mas os índices perderam força ao longo da manhã e passaram a cair.

Vale lembrar que o plano de redução patrimonial do Federal Reserve começou agora em junho, o que deve adicionar certa incerteza ao dia, apesar de parte dessa injeção de títulos no mercado já estar precificada.

Já no caso brasileiro, o índice local sobe, amparado pelo bom desempenho do PIB do primeiro trimestre e nas ações das siderúrgicas.

Pesa do lado negativo a queda do pretróleo, que levou consigo as ações das petrolíferas. A petrobras (PETR3 e PETR4) é negociada em queda de 0,40% na média.

O Ibovespa deixou o PIB de lado por um momento e abriu a sessão de hoje em alta de 0,77%, aos 112.241 pontos, após os leilões de abertura.

Por sua vez, o dólar à vista é negociado em queda de 0,40%, cotado a R$ 4,7949.

JUROS FUTUROS (DIs) HOJE

Os juros futuros (DIs) se ajustam à perspectiva de alta na produção do petróleo, que deve influenciar no desempenho do dólar e, consequentemente, da inflação:

CÓDIGO NOME ULT FEC
DI1F23 DI jan/23 13,41% 13,41%
DI1F25 DI Jan/25 12,43% 12,37%
DI1F26 DI Jan/26 12,32% 12,25%
DI1F27 DI Jan/27 12,33% 12,25%

O Ibovespa futuro abriu em alta de 0,53%, aos 112.390 pontos.

O dólar à vista cai 0,27%, cotado a R$ 4,7913.

PIB DO 1º TRI VEM DENTRO DO ESPERADO

O IBGE acaba de divulgar o PIB do 1º trimestre de 2022. O resultado foi de alta de 1,0% em relação ao 4º trimestre do ano passado.

O resultado veio dentro do intervalo de projeções, que iam de 0,6% até 1,8%, com mediana em 1,2%, de acordo com o Broadcast.

Em relação ao mesmo período de 2021, o resultado do PIB está 1,7% acima do registrado no ano passado.

Com isso, o PIB do trimestre somou R$ 2,2 trilhões.

BOLSAS NO EXTERIOR

Os índices internacionais tentam reverter as perdas da sessão anterior, de olho na reunião da Opep+. O cartel deve decidir por um aumento da produção, medida programada desde o ano passado.

Porém, o cenário de guerra adiciona um fato importante: a Rússia, um dos maiores exportadores da commodity no mundo, pode perder poder de barganha com uma queda nas cotações. A própria Europa tenta se livrar da dependência do petróleo russo.

Assim sendo, com os investidores a procura de barganhas e o petróleo em queda, as bolsas pelo mundo tentam emplacar alta nas primeiras horas da manhã.

  • Dow Jones futuro: +0,39%
  • S&P 500 futuro: +0,46%
  • Nasdaq futuro: +0,56%
  • Euro Stoxx 50: +0,79%
  • Xangai (China):  +0,42% (fechado)
  • Nikkei (Japão):  -0,16% (fechado)
  • Petróleo Brent: US$ 113,29 (-2,58%)
  • Minério de ferro (Dalian, China): US$ 131,95 (+3,77%)
ESQUENTA DOS MERCADOS

O investidor vive um looping infinito que rondam mais ou menos as mesmas notícias. Apesar dos temores envolvendo a desaceleração econômica e o medo de novas ondas de covid-19 assustarem as bolsas internacionais, os índices amanheceram em alta, em um movimento de busca por barganhas e ajuste de carteiras.

Enquanto o feriado em Londres reduz a liquidez na Europa, os futuros de Nova York operam no azul nas primeiras horas da manhã. As mesas de operações do Velho Continente e de Wall Street acompanham as falas da vice-presidente do Fed, Lael Brainard, no final da manhã desta quinta-feira (02).

Quem ficou de fora da festa foram as bolsas da Ásia e do Pacífico, que fecharam a sessão em queda, refletindo o fraco desempenho de Nova York no pregão da última quarta-feira (1º).

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