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RESUMO DO DIA: O medo de um Federal Reserve mais agressivo contra a inflação domina as bolsas internacionais hoje após os dados inflacionários dos EUA. Os balanços de grandes bancos em Wall Street dão o pontapé inicial na temporada de resultados. Além disso, há uma grande expectativa com o desempenho das empresas em um momento que a recessão é destaque no mundo todo. Por aqui, o Ibovespa reflete a aprovação da PEC dos Benefícios.
Acompanhe por aqui o que mexe com a bolsa, o dólar e os demais mercados globais hoje, além das principais notícias do dia.
O dólar à vista teve alta de 0,51%, a R$ 5,4333
A pressão internacional nos ativos chegou ao mercado de juros, que fechou o dia com os principais vencimentos exibindo fortes altas:
| CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 13,90% | 13,88% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 13,21% | 13,07% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 13,04% | 12,91% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 13,04% | 12,91% |
Após a cautela inicial dos investidores, preocupados com os rumos da economia global, as bolsas em Nova York reduziram o ritmo de queda na última hora, sendo acompanhados pelo Ibovespa.
Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva disputam praticamente sozinhos o Planalto, para a tristeza do mercado financeiro, que vê com maus olhos as promessas de aumento de gastos de ambos.
Na pesquisa mensal da série “Os Melhores Fundos de Investimento”, comandada pelo analista Bruno Mérola, da Empiricus, as principais gestoras de investimentos do Brasil se mostraram pessimistas com os riscos fiscais do país no próximo governo.
O balanço do segundo trimestre do maior banco norte-americano trouxe dados que confirmam a chegada da tempestade e a possibilidade de que os temores de recessão se concretizem. O JP Morgan registrou um tombo de 28% no lucro em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado ficou em US$ 8,65 bilhões, o equivalente a US$ 2,76 por ação, abaixo das previsões do mercado, que apontavam para um lucro de por ação US$ 2,88, de acordo com dados da Refinitiv.
Confira mais informações sobre os dados que injetaram cautela no mercado hoje.
A queda do minério e do petróleo pesam sobre as empresas do Ibovespa nesta manhã. Confira os piores desempenhos do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| PRIO3 | PetroRio ON | R$ 20,22 | -6,35% |
| RRRP3 | 3R Petroleum ON | R$ 26,99 | -5,63% |
| B3SA3 | B3 ON | R$ 9,74 | -5,25% |
| VALE3 | Vale ON | R$ 69,06 | -5,14% |
| GGBR4 | Gerdau PN | R$ 22,09 | -5,03% |
Confira também as maiores altas:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| BBSE3 | BB Seguridade ON | R$ 26,27 | 3,83% |
| ENGI11 | Engie units | R$ 39,93 | 1,58% |
| CRFB3 | Carrefour Brasil ON | R$ 17,47 | 1,16% |
| ASAI3 | Assaí ON | R$ 15,49 | 0,98% |
| RADL3 | Raia Drogasil ON | R$ 20,09 | 0,95% |
O temor de uma recessão global e a forte alta dos indicadores de inflação americanos tem pressionado para baixo o preço do barril de petróleo.
Nesta manhã, a cotação do barril voltou aos níveis vistos antes da invasão da Ucrânia pela Rússia – acontecimento que havia levados os preços a superarem a casa dos US$ 120.
O minério de ferro também teve uma madrugada turbulenta e caiu7,91% em Qingdao, a US$ 100,29 por tonelada, nível mais baixo desde novembro de 2021.
Commodities em queda, balanços fracos e inflação na altura. Esses são os elementos que contaminam o humor das bolsas globais nesta quinta-feira (14).
No Brasil, os investidores ainda monitoram o cenário fiscal após a aprovação da PEC dos benefícios nos dois turnos na Câmara.
Na Europa, as bolsas recuam ainda mais forte, com o principal destaque negativo sendo o índice italiano, já que o país enfrenta mais um capítulo de sua crise política. Há pouco, a bolsa de Milão recuava mais de 3,5%
O Ibovespa encerrou os leilões de abertura em queda de 1,63%, aos 98.286 pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista avançava 1,24%, cotado a R$ 5,4619.
O ministério da Economia acaba de divulgar os dados do boletim Macrofiscal, que traz projeções do governo para indicadores macroeconômicos. Confira alguns destaques:
Veja o nosso calendário completo dos balanços do segundo trimestre.
A divulgação de resultados é importante para que o investidor conheça mais da saúde financeira das empresas que investe — e como elas sobreviverão no cenário de recessão que se desenha.
O Banco Central acaba de divulgar o IBC-Br de maio.
O índice considerado uma prévia do PIB caiu 0,11% em maio frente a abril, acima das projeções de especialistas ouvidos pelo Broadcast, que esperavam um avanço de 0,10% na mediana.
Em comparação com o mesmo mês de 2021, o índice subiu 3,74%, contra as projeços de alta de 4%. No acumulado do ano, o IBC-Br sobe 2,08% sem ajuste.
O Ibovespa futuro abriu em queda mais um dia. Após a abertura, o índice recuava 0,76%, aos 97.950 pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista era negociado em alta de 1,27%, cotado a R$ 5,4744.
A divulgação dos resultados de grandes bancos de Wall Street — entre eles JP Morgan, Morgan Stanley e Wells Fargo — piorou o sentimento dos investidores no pré-mercado em Nova York.
O medo de um desempenho mais fraco das empresas no segundo semestre dá margem para os investidores interpretarem que o risco de recessão é cada vez maior — alguns analistas já entendem que os EUA entraram em “recessão técnica”, quando a atividade econômica recua por dois trimestres consecutivos.
Esse medo geral acaba pressionando ainda mais as bolsas no exterior
Confira:
Depois de várias tentativas, o governo enfim obteve o sinal verde para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ‘Kamikaze’.
O que começou como um pacote para conter o preço dos combustíveis se tornou um verdadeiro Frankenstein de benefícios fora do teto de gastos.
O nosso colunista Nilson Marcelo identificou uma oportunidade de swing trade na B3 hoje: lucros de mais de 4% em swing trade com a Hypera (HYPE3).
Bom dia! O risco de que a economia global entre em recessão mais uma vez pesa sobre os mercados financeiros e bolsas mundiais.
O temor ganhou ontem um novo componente diante da aceleração da inflação nos Estados Unidos, que encontra-se no nível mais alto em mais de 40 anos.
Hoje, a abertura da temporada de balanços não anima e as bolsas de valores estrangeiras mantêm-se em queda generalizada.
Os índices futuros de Wall Street sinalizam abertura no vermelho, enquanto na Europa, os mercados de ações abriram em baixa enquanto o euro se segura ligeiramente acima da paridade com o dólar.
Por aqui, o Ibovespa dará a largada depois de ontem ter fechado no nível mais baixo desde 4 de novembro de 2020, aos 97.881 pontos.
Ainda na sessão de ontem, o dólar à vista também recuou 0,61% frente ao real após o forte dado de inflação dos EUA.
A moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 5,4058.
Ontem, antes da divulgação dos números da inflação nos Estados Unidos em junho, analistas advertiam para o impacto de eventuais surpresas.
E o resultado surpreendeu — para cima.
A aceleração da alta dos preços nos Estados Unidos alimenta entre os investidores o temor de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) seja ainda mais agressivo no aperto monetário em andamento.
O objetivo do Fed é impedir que a desaceleração econômica se transforme em recessão no país.
Como o efeito das ações de política monetária demora a ser sentido e os vetores de risco se multiplicam, os investidores optam por se afastar dos ativos de risco.
A publicação do Livro Bege do Banco Central norte-americano não trouxe maiores novidades sobre o futuro da política monetária — apenas corroborou com a tese de que a alta de juros é mais do que necessária no momento.
Confira o que movimenta o dia das bolsas, do dólar e do Ibovespa hoje.
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