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Os mercados da Ásia fecharam em queda, os índices da Europa caem forte e os futuros dos EUA recuam em bloco; por aqui, a bolsa estará fechada
RESUMO DO DIA: Passada a super-quarta e a nova rodada de elevações de juros no Brasil e nos Estados Unidos, os mercados globais amanhecem numa espécie de ressaca: as bolsas da Europa recuam em bloco e os futuros dos mercados acionários americanos apontam para perdas de cerca de 2% nesta quinta (16). No Brasil, os mercados estarão fechados em função do feriado de Corpus Christi, retornando apenas amanhã. Ainda no front dos juros, o BC da Inglaterra promoveu mais uma elevação nas taxas do país nesta manhã.
Acompanhe por aqui o que mexe com a bolsa, o dólar e os demais mercados globais hoje, além das principais notícias do dia.
No mercado de câmbio, o DXY — índice que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes, como o euro, o iene e a libra — cai 1,49% neste fim de tarde, mostrando o enfraquecimento da divisa americana em relação aos seus pares.
O cenário é oposto na comparação com as moedas de países emergentes: o dólar opera em leve alta em relação ao peso mexicano, ao rand sul-africano, ao peso colombiano e ao peso chileno.
A aversão ao risco e o temor quanto a uma recessão global pesam sobre o sentimento dos investidores nesta quinta. Como resultado, as bolsas americanas pioraram: o S&P 500 recua 3,65% neste início de tarde; o Nasdaq cai 4,49% e o Dow Jones tem perdas de 2,65%.
Como resultado, os ativos brasileiros negociados em Wall Street também acentuaram as quedas. O EWZ, principal ETF de Brasil em Nova York, recua 5,5% nesta tarde. Veja abaixo como estão os recibos de ações (ADRs) de algumas empresas nacionais:
No que diz respeito à decisão de juros do Copom, não houve grandes surpresas: a alta de 0,5 ponto na Selic, ao nível de 13,25% ao ano, era amplamente esperada pelo mercado — a porta aberta para novas elevações também estava no cenário-base do mercado.
Para o Itaú BBA, o Copom deve promover mais uma alta de 0,50 ponto na reunião de agosto, levando a Selic a 13,75% — e, então, encerrar o ciclo de aperto monetário.
O Bank of America faz leitura semelhante, também cravando mais uma alta de 0,5 ponto na taxa básica de juros brasileira. Ao fim de 2023, o banco americano projeta Selic a 10,5%.
Segundo o Goldman Sachs, o Copom foi “conservador” e deve terminar o ciclo em agosto, com a Selic a 13,75% — a taxa deve ficar nesse patamar “até o segundo ou terceiro trimestre de 2023”, quando o BC deve começar os cortes.
Com o Fed elevando os juros do país em 0,75 ponto, para a faixa de 1,5% a 1,75% ao ano, e dando a entender que as taxas podem superar os 3% ao final de 2022, as ações do setor de tecnologia são intensamente castigadas nesta quinta-feira.
Esse tipo de investimento é particularmente sensível à alta de juros e à desaceleração da economia, representando um investimento mais arriscado no atual contexto. E nem mesmo as big techs, empresas de grande porte do setor, escapam da pressão vendedora.
As ações da Apple (AAPL), por exemplo, caem 3,19% nesta tarde, enquanto as da Microsoft (MSFT) recuam 2,34%. Amazon (AMZN), Meta Platforms (META) e Alphabet (GOOG) têm perdas de mais de 3%.
A aversão ao risco também é sentida na Tesla (TSLA), do bilionário Elon Musk, que desaba 7,86% no momento.
Não teve jeito: a alta de juros nos EUA e em alguns países da Europa pesou sobre o sentimento dos investidores nesta quinta-feira (16) — e, em meio aos temores de uma recessão global, as bolsas do velho continente tiveram perdas firmes. Veja abaixo como ficaram as principais praças do continente:
Algumas interpretações de grandes bancos e casas de análise em relação à decisão de juros do Fed já começam a circular entre o mercado.
O Bank of America elogiou a postura firme do BC dos EUA, dizendo que a alta de 0,75 ponto e a sinalização para o fim do ano colocam a autoridade monetária “em linha com as expectativas”.
O grupo suíço Julius Baer classificou a medida do Fed como “corajosa”, e disse esperar por mais uma alta de 0,75 ponto na próxima reunião, com o PIB e a inflação desacelerando ao longo do segundo semestre do ano.
Por aqui, o Banco Inter destacou a revisão dos cenários-base do Fed: o crescimento do PIB em 2022 foi cortado de 2,8% para 1,7%, e a mediana para os juros ao fim do ano subiu para 3,4%, evidenciando as duras condições econômicas a serem enfrentadas no curto prazo.
Como a B3 está fechada hoje por causa do feriado de Corpus Christi, resta acompanhar o desempenho dos ativos brasileiros negociados em Wall Street — e, em linha com o restante do mercado, eles estão em queda.
Veja, por exemplo, o EWZ, o principal ETF de Brasil negociado nos EUA: no momento, ele opera em queda de 3,99%. Além do clima negativo pós-Fed, o ativo também reflete a decisão de juros do Copom, que elevou a Selic a 13,25%.
Os recibos de ações (ADRs) de empresas brasileiras também caem — e essas baixas devem ser refletidas no pregão de amanhã, quando a B3 reabre. Veja abaixo como estavam alguns desses ativos por volta de 11h35:
Conforme era sinalizado pelos índices futuros, as bolsas americanas abriram a sessão desta quinta-feira (16) em forte baixa, acompanhando o tom visto nos mercados europeus. Veja abaixo como está Wall Street nesta manhã:
Em Wall Street, os índices futuros sinalizam para uma sessão de perdas — vale lembrar que, ontem, as bolsas dos EUA fecharam em alta, reagindo bem às declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, quanto ao futuro da política monetária no país.
Hoje, no entanto, os investidores parecem reavaliar essa postura otimista: o BC americano, afinal, estima que os juros no país fechem o ano perto de 3,5%, com potencial de subir ainda mais em 2023. Os futuros do S&P 500 e do Dow Jones caem mais de 1,5%, enquanto o Nasdaq recua mais de 2%.
Na Europa, sinal negativo nas principais praças acionárias: por lá, as perdas giram em torno de 2%, com o Euro Stoxx 600 — o principal índice pan-continental de ações — recuando 1,8%.
Os investidores mostram-se cautelosos após a nova rodada de elevação de juros no mundo: além do Fed, na última quarta-feira, os BCs da Inglaterra e da Suíça também subiram suas taxas (leia abaixo).
Veja como estavam as principais bolsas da Europa por volta de 9h10:
No velho continente, duas decisões de política monetária confirmam a percepção de que a tendência é de alta para os juros no mundo: na Inglaterra, o BC local elevou as taxas pela quinta vez seguida, ao patamar de 1,25%, citando preocupação com a trajetória inflacionária do país.
Na Suíça, a autoridade monetária surpreendeu e elevou os juros em 0,50 ponto, na primeira alta desde 2007 — agora, as taxas do país estão em -0,25% ao ano (sim, elas continuam negativas).
O dia foi de perdas nas principais bolsas asiáticas. Por lá, a decisão de juros do Fed foi revelada quando os mercados estavam fechados; sendo assim, os investidores repercutiram apenas hoje as sinalizações do BC americano — e, em linhas gerais, mostraram cautela. Veja abaixo como fecharam os principais índices do continente:
Bom dia! Depois de uma sessão agitada na última quarta-feira, a poeira começa a baixar nos mercados globais — e o tom é de bastante cautela, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos.
Passada a euforia da decisão de política monetária do Fed — o BC americano subiu os juros em 0,75 ponto, mas deu a entender que pode tirar o pé do acelerador já na próxima reunião —, os investidores parecem incorporar apenas hoje a realidade ainda difícil para a economia global no curto prazo: juros cada vez mais altos e inflação ainda em patamares elevados.
Nesse sentido, os principais índices acionários do mundo estão pintados de vermelho. Da Ásia aos EUA, as bolsas globais exibem perdas nesta quinta (16), mostrando a maior aversão ao risco entre os investidores.
No mercado de câmbio, o DXY, índice que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta com as principais divisas do mundo — como euro, libra e iene, entre outras — opera em leve alta, indicando o fortalecimento da divisa americana em escala global.
Entre as commodities, tanto o petróleo Brent quanto o WTI recuam mais de 1% nesta manhã; os principais metais também aparecem no campo negativo.
E no Brasil? Bem, por aqui, os mercados estarão fechados hoje, em função do feriado de Corpus Christi. No entanto, ativos brasileiros negociados em Wall Street — como o fundo de índice EWZ e as ADRs de companhias nacionais — terão um dia normal e servirão como termômetro para a reação dos ativos domésticos na sexta-feira (17), quando a B3 volta a operar normalmente.
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