Vendo espaço para crescimento, XP recomenda compra de JHSF
Corretora calcula potencial de alta de 31,8% das ações, citando ambiente positivo para imóveis e foco em clientes abastados

Com muito espaço para expandir suas atividades e apresentando uma alocação eficiente de capital, as ações da JHSF (JHSF3) são um luxo só, atraindo a atenção da XP Investimentos.
A corretora iniciou a cobertura das ações da empresa com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 9,70, o que representa um potencial de alta de 31,8% em relação à cotação em que fecharam na terça-feira (6).
Os analistas Renan Manda e Lucas Hoon calculam que os papéis apresentam um múltiplo P/L (indicador que mostra quanto os investidores estão dispostos a pagar pelo lucro gerado) de 25 vezes para 2021, mesmo registrando uma performance positiva de 11,6% no ano passado.
A avaliação, porém, não surtiu efeitos positivos nos papéis no pregão desta quarta-feira (6). As ações passaram o dia em baixa e fecharam com perda de 3,67% a R$ 7,09.
Grande potencial de crescimento em imóveis...
O principal ponto da tese de investimento da XP é que a JHSF deve se beneficiar pelo ambiente positivo para o setor imobiliário nos próximos anos. Eles destacam que a companhia possui um grande estoque de terrenos, servindo de suporte para seu plano de crescimento.
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As medidas de distanciamento social impostas para conter o avanço da covid-19 desencadearam uma demanda por moradias amplas ou localizadas fora das grandes cidades, especialmente por pessoas das classes mais elevadas de renda, público-alvo da companhia.
“Como resultado, a JHSF tem se beneficiado dessa recente tendência, oferecendo empreendimentos residenciais de alto padrão nas proximidades da principal região comercial de São Paulo, bem como no entorno da cidade (por exemplo, Fazenda Boa Vista, um loteamento de luxo lançado em 2007)”, diz trecho do relatório.
... Como também em shoppings, hotéis e restaurantes
Não é apenas na frente imobiliária que o robusto banco de terrenos vai ajudar a JHSF. Os analistas da XP Investimentos consideram ele é suficiente para as demandas dos segmentos de hospitalidade e restaurantes, shopping centers e projetos multiuso.
No caso dos shoppings, a empresa tem um grande potencial de crescimento por meio de novos empreendimentos (greenfields) nos próximos anos, com potencial de aproximadamente 68 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) adicionais, que já foram adquiridos e pagos.
Assim como a parte de imóveis, o segmento de shoppings da JHSF possui alta exposição a famílias de maior renda, que tendem a ser menos impactadas durante crises, pois geralmente possuem maior renda disponível.
Ainda que a covid-19 tenha restringido as atividades comerciais, os analistas esperam maior resiliência no curto prazo e espaço para crescimento mais acelerado das vendas dos lojistas nos próximos meses, principalmente no Shopping Cidade Jardim e no Catarina Fashion Outlet.
Já a parte de hospitalidade e restaurantes foi duramente prejudicada pela pandemia, mas exibe sinais de recuperação, após a JHSF tomar medidas como corte de custos e adoção de serviço de entrega.
“Olhando para frente, vemos espaço para a empresa continuar expandindo suas operações, principalmente por meio dos restaurantes Gero Panini, que possuem preços médios menores (couvert médio de R$ 200), mas margens maiores devido ao maior consumo de bebidas alcoólicas”, diz trecho do relatório.
Já o seu aeroporto executivo, localizado em São Roque, a 60 quilômetros de São Paulo, atende a uma demanda da parcela mais abastada da sociedade, ao oferecer um serviço de alta qualidade. Nos primeiros meses de operação, a JHSF alugou todos os 60 espaços, que é a atual capacidade, e pode expandir ainda mais a infraestrutura.
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