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No documento, ela afirma que a análise foi deficiente e não houve aprofundamento em aspectos relevantes da operação entre as companhias
Uma reviravolta inesperada tomou conta do mercado financeiro aa tarde desta quinta-feira (14). Depois de aprovar, no fim de setembro, a aquisição de mais de 30% das ações da BRF (BRFS3) pela Marfrig (MRFG3), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pode ter que voltar a discutir a questão.
A conselheira Lenisa Prado apresentou um despacho pedindo uma segunda análise da operação. A requisição deve ser aceita na sessão do dia 20.
No documento, Prado afirma que a análise feita foi deficiente e não houve aprofundamento em aspectos relevantes da operação. Confira alguns dos sinais amarelos levantados pela conselheira:
As ações da BRF (BRFS3) reagiram negativamente ao documento e fecharam entre as maiores quedas do Ibovespa, com perda de 2,76%, a R$ 25,70. Já as ações da Marfrig (MRFG3) avançaram 2,99%, a R$ 27,87 no pregão de hoje.
Você pode conferir o despacho completo neste link. A conselheira do Cade não é a primeira a mostrar descontentamento com a operação. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa do Consumidor (Ibedec) já havia tentado reverter a decisão, citando um prejuízo aos concorrentes e consumidores.
No fim de maio, um comprador misterioso adquiriu cerca de 24% das ações da BRF ao longo de uma semana. Depois de muita especulação do mercado, foi confirmado que o comprador misterioso era a Marfrig, em uma operação possível graças à ausência de um bloco controlador na BRF e a alta pulverização do seu capital na bolsa.
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No início de junho, a Marfrig fez nova investida e encerrou a sua movimentação ao adquirir cerca de 31,66% do capital da BRF, se tornando a maior acionista individual da companhia.
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