Grupo Kaisa entra para o clube das incorporadoras chinesas a descumprirem compromissos com seus credores
Empresa pediu a suspensão dos negócios com suas ações em Hong Kong depois de anunciar que não teria como pagar parte de um débito de cerca de US$ 2 bilhões em produtos de gestão de fortunas

A Evergrande inaugurou o clube com estardalhaço em setembro. Nas semanas seguintes, a megaincorporadora chinesa ganhou a companhia da Fantasia Holdings e da Modern Land.
Agora é a vez de o Grupo Kaisa entrar para o clube das grandes construtoras chinesas a descumprirem compromissos com seus credores.
As ações do conglomerado caíram mais de 15% durante o pregão de hoje em Hong Kong, atingindo seu mais baixo nível na história. Desde o início de 2021, as ações da incorporadora desvalorizaram-se mais de 70%.
Tudo porque a empresa anunciou que não teria como pagar parte da dívida de 12,7 bilhões de yuans (cerca de US$ 2 bilhões) em produtos de gestão de fortunas.
Ações suspensas
Em reação, a bolsa de valores de Hong Kong suspendeu as negociações com o papel. Em um breve comunicado, a direção da bolsa informou que a suspensão se deu a pedido do próprio Grupo Kaisa.
Sediada em Shenzhen, a Kaisa informou por meio de nota que “vários fatores desfavoráveis”, como a desaceleração do mercado imobiliário e o rebaixamento na avaliação pelas agências internacionais de classificação de risco, resultaram em uma “pressão sem precedentes” sobre a liquidez da empresa.
Leia Também
À mídia chinesa, porém, o presidente do conselho do Grupo Kaisa, Guo Yingcheng, assegurou que a empresa tem “capacidade e método” para reembolsar seus credores.
Os motivos da crise
Essa crise liquidez foi desencadeada por medidas adotadas pelo governo chinês para deter o avanço da especulação imobiliária, que vinha levando a um aumento considerável tanto os preços dos imóveis quanto no dos aluguéis.
Os primeiros sinais explícitos da crise setorial vieram à tona no início de setembro, com a Evergrande, atualmente famosa como a incorporadora mais endividada do mundo, com mais de US$ 300 bilhões em dívidas.
Mas como se trata de um aperto regulatório sobre um setor inteiro, já havia a expectativa de que outras grandes empresas chinesas seriam impactadas em maior ou menor medida.
Sempre que questionados sobre o tema, representantes do governo chinês asseguram que a situação está sob controle.
Por falar em Evergrande
A primeira das grandes incorporadoras chinesas a sentir na pele a crise provocou um susto, mas está conseguindo se virar para contornar a crise.
Recentemente, depois de ter conseguido chegar a acordos com credores em moeda local, a Evergrande conseguiu inclusive evitar uma declaração formal de calote ao pagar dois títulos emitidos em moeda estrangeiras na última hora de seus respectivos períodos de carência.
Agora as atenções estão voltadas para o próximo prazo de pagamento da Evergrande, amanhã. Apesar disso, os temores relacionados à empresa diminuíram consideravelmente diante de notícias de que o governo chinês estaria pressionando Xu Jiyain - fundador da Evergrande, também conhecido como Hui Ka Yan em cantonês - a usar sua fortuna pessoal para aliviar a crise do conglomerado.
RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS
A explosão da renda fixa nos EUA: Treasury de dez anos bate máxima em 24 anos, ações caem e Ibovespa acompanha
7 de outubro de 2026 - 17:57MUDANÇAS NA CARTEIRA
Os juros vão cair? Estes são os FIIs que os analistas indicam para aproveitar a virada da Selic
7 de outubro de 2026 - 6:03EM REFORMULAÇÃO
TRBL11 quer deixar Braskem e Correios para trás? FII abre terreno para uma nova estratégia; entenda o que está em jogo
6 de outubro de 2026 - 18:01ONDE INVESTIR APÓS O RALI
Nem todas surfaram o ‘trade Flávio’: Rede D’Or (RDOR3) e outras 5 ações são as favoritas para juros menores
6 de outubro de 2026 - 13:08TRADE ELEITORAL
Flávio Bolsonaro pode levar o Ibovespa aos 250 mil pontos? Morgan Stanley indica quais ações investir em cada cenário de 2º turno
5 de outubro de 2026 - 19:20DO NEUTRO À COMPRA
O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20%
5 de outubro de 2026 - 15:21ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi
5 de outubro de 2026 - 14:39MERCADOS
Ibovespa dispara 7,7% e supera 206 mil pontos na máxima histórica após vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula
5 de outubro de 2026 - 10:39NOVO RECORDE
Petrobras (PETR4) supera R$ 700 bilhões em valor de mercado, o maior da história. O que impulsionou a ação?
3 de outubro de 2026 - 15:15BOM HUMOR NA BOLSA
Às vésperas das eleições, só 8 ações do Ibovespa caíram na semana. Hapvida (HAPV3) e outras 6 têm alta de dois dígitos
3 de outubro de 2026 - 11:45MAIS OTIMISMO COM O PAPEL
Bank of America vê potencial de alta de 64% para a JBS (JBSS32) e calcula a renda extra para o investidor
2 de outubro de 2026 - 19:32TOUROS E URSOS #290
Ibovespa a 200 mil pontos? Gestor diz o que pode acontecer com seus investimentos se Lula ou Flávio vencerem
2 de outubro de 2026 - 18:30FECHAMENTO DOS MERCADOS
No último pregão antes das eleições, Ibovespa dispara, chega nos 192 mil pontos e sobe 2,63%
2 de outubro de 2026 - 17:36POR QUE É TÃO IMPORTANTE?
Mais petróleo na Margem Equatorial: Petrobras (PETR4) anuncia nova descoberta e confirma boa qualidade do óleo encontrado em agosto
2 de outubro de 2026 - 10:50Conteúdo BTG Pactual
Fundo multimercado que já rendeu CDI + 4,36% desde sua criação segue na ‘contramão’ das tendências; conheça
1 de outubro de 2026 - 14:00PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições podem levar o Ibovespa acima de 200 mil pontos? A visão de Rodrigo Glatt, sócio da gestora GTI
1 de outubro de 2026 - 11:32BALANÇO DO MÊS
Tesouro Direto dispara em setembro com retorno de mais de 5% — mas outro investimento toma a dianteira e fica no topo do ranking
30 de setembro de 2026 - 19:16FECHAMENTO DOS MERCADOS
O vento a favor que fez o Ibovespa decolar 4 mil pontos, inverter o sinal e fechar setembro no azul
30 de setembro de 2026 - 17:49MESMO QUE 'DÊ RUIM'