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Bradesco tem lucro líquido de R$ 6,767 bilhões no terceiro trimestre deste ano, o que representa um aumento de 34,5% em relação ao mesmo período de 2020
Na corrida dos balanços dos grandes bancos brasileiros, o Bradesco (BBDC4) registrou lucro líquido de R$ 6,767 bilhões no terceiro trimestre deste ano.
O resultado representa um aumento de 34,5% em relação ao mesmo período de 2020 e superou as projeções dos analistas, que apontavam para um lucro de R$ 6,362 bilhões.
Foi praticamente um "empate técnico" com o Itaú, que apresentou lucro de R$ 6,779 bilhões no trimestre. Mas trata-se de um feito notável para o Bradesco, que é menor que o concorrente histórico.
O resultado consolida a volta dos resultados dos grandes bancos privados a níveis próximos aos de antes da crise da covid-19.
“Os números demonstram nossa capacidade de reagir rapidamente às mudanças de cenário”, disse Octavio de Lazari Jr., presidente do Bradesco.
Com o lucro maior, o retorno do segundo maior banco privado brasileiro aumentou de 15,2% para 18,6% no terceiro trimestre. Apesar da melhora, a rentabilidade ficou abaixo tanto do Itaú como do Santander Brasil.
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Assim como o Itaú, o Bradesco mostrou forte avanço no crédito. O saldo da carteira alcançou a marca de R$ 773 bilhões, alta de 6,5% no trimestre e de 16,4% em 12 meses.
Com isso, o banco decidiu revisar para cima a projeção de crescimento do crédito neste ano para um intervalo entre 14,5% e 16,5%. A estimativa anterior era de uma expansão de até 13%.
As linhas de financiamento para pessoas físicas apresentaram alta de 24,7% em 12 meses e as de pequenas e médias empresas aumentaram 27,8% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.
O índice de inadimplência acima de 90 dias na carteira do banco segue relativamente sob controle e atingiu 2,6% em setembro, alta de 0,1 ponto percentual no trimestre.
A forte queda de 40% nas despesas com provisão para calotes, aliás, ajuda a explicar o lucro acima do esperado do Bradesco.
Ao contrário do que aconteceu com Itaú e Santander, o balanço do Bradesco contou com uma contribuição menor da Tesouraria. O resultado das operações do banco com o mercado caiu quase 34% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.
O desempenho mais fraco da Tesouraria fez com que a margem financeira — que também contabiliza as receitas com crédito descontados os custos de captação — aumentasse apenas 2,7%, para R$ 15,7 bilhões.
As receitas de prestação de serviços do Bradesco também apresentaram evolução e aumentaram 7,8% em relação ao terceiro trimestre de 2020. Esse avanço foi puxado pelas tarifas ligadas a produtos de crédito, como cartões.
Mas o banco segue sofrendo pressão da maior concorrência em negócios como administração de fundos e conta corrente.
O Bradesco segue fazendo a lição de casa do lado das despesas operacionais, que aumentaram apenas 1,3% na comparação com o período de julho a setembro de 2020.
Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%
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