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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

fechamento

Realização de lucros leva Ibovespa na contramão de NY, e bolsa fecha em queda; dólar vai a R$ 5,33

No exterior, sinais de recuperação da economia americana sustentaram o bom humor. O desempenho positivo em Wall Street segurou a queda por aqui

Jasmine Olga
Jasmine Olga
29 de abril de 2021
18:22 - atualizado às 19:49
contramão bolsa mercados Ibovespa
Imagem: shutterstock

Os 121 mil pontos têm sido um mar revolto para o Ibovespa navegar. Mesmo depois de sustentar o patamar por duas sessões consecutivas, o principal índice da bolsa brasileira tem tido dificuldades para se aproximar do próximo desafio: os 122 mil pontos e, quem sabe, um novo recorde de fechamento. 

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Enquanto Nova York conseguiu virar o jogo e fechar no azul, o Ibovespa passou por um dia de realização de lucros após os ganhos expressivos da quarta-feira. O setor financeiro, que puxou a alta ontem, foi o vilão hoje. No fim do dia, o principal índice da bolsa recuou 0,82%, aos 120.065 pontos, segurado pelo bom humor externo.

O dólar à vista passou a maior parte do dia oscilando entre perdas e ganhos, mas sem sair muito do lugar, em um verdadeiro cabo de guerra entre o noticiário local e o internacional.

Lá fora, o dia foi de valorização para a moeda frente às divisas de países emergentes, mas, por aqui, o fluxo intenso de captações externas tentou balancear o jogo. O resultado foi um novo recuo da moeda americana, que fechou cotada a R$ 5,3365, uma queda de 0,47%. 

No mercado de juros, o dia também foi de alívio. O governo apresentou um resultado primário positivo e perto do teto das estimativas, surpreendendo os analistas. O movimento de queda foi sentido principalmente na ponta mais longa da curva. Confira as taxas do dia:

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  • Janeiro/2022: de 4,62% para 4,61%
  • Janeiro/2023: de 6,19% para 6,18%
  • Janeiro/2025: de 7,71% para 7,68%
  • Janeiro/2027: de 8,38% para 8,34%

No embalo de Wall Street

O noticiário internacional falou muito mais alto do que os acontecimentos domésticos nesta quinta-feira. O dia começou com uma verdadeira bateria de números. Nos Estados Unidos, dados importantes para medir a atividade econômica foram divulgados logo cedo e uma sequência de balanços corporativos movimentaram os negócios ao longo do dia

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O Produto Interno Bruto (PIB) americano cresceu 6,4% no primeiro trimestre, ligeiramente abaixo do esperado pelos analistas. Já os pedidos de auxílio-desemprego continuaram cedendo - foram 553 mil na semana passada. Na terra do Tio Sam, os investidores também reagiram de maneira positiva ao discurso de Joe Biden. O presidente americano confirmou novos estímulos para famílias e fez um pronunciamento pró-mercado, apesar do foco ser nas famílias menos abastadas. 

Além disso, os investidores seguiram digerindo a decisão de política monetária do Federal Reserve, anunciada ontem. O Fed manteve os juros no patamar de 0% a 0,25% e reforçou que as coisas devem seguir assim por um bom tempo. 

Com a chegada do novo pacote e a manutenção da taxa de juros lá embaixo pelo Federal Reserve, os investidores temem uma disparada da inflação, por isso, o número é acompanhado de perto por todos. 

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Depois de abrirem o dia no vermelho, o dia foi de ganhos em Wall Street. O S&P 500 renovou sua máxima histórica ao subir 0,68%.O Dow Jones e o Nasdaq avançaram 0,71% e 0,22%, respectivamente. A emoção não acabou com o fechamento dos mercados. Os balanços das big techs - como Amazon e Twitter - prometem movimentar o dia amanhã. 

O importante é aprovar

O fato mais relevante por aqui foi o possível acordo para o fatiamento da reforma tributária em quatro etapas. A leitura do mercado é de que um texto que passe a conta gotas pode ser mais facilmente aprovado, aumentando as chances de sucesso da pauta. 

Sobe e desce

B2W e Lojas Americanas foram responsáveis pela maior notícia do cenário corporativo nesta quinta-feira. As companhias finalmente anunciaram o acordo para unificar suas operações. Enquanto a B2W liderou as altas do dia, as ações de Lojas Americanas amargaram na ponta contrária. O Kaype Abreu conta todos os detalhes desse “ajuste” pós-acordo nesta matéria

Confira os principais destaques de hoje:

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CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
BTOW3B2W ONR$ 67,786,82%
PCAR3GPA ONR$ 39,605,38%
YDUQ3Yduqs ONR$ 30,302,96%
SBSP3Sabesp ONR$ 42,162,80%
MRFG3Marfrig ONR$ 19,582,78%

Destaque positivo de ontem, hoje o setor financeiro passou por um movimento intenso de realização de lucros. Confira também as maiores quedas:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
LAME4Lojas Americanas PNR$ 21,46-5,17%
EMBR3Embraer ONR$ 15,10-4,31%
SANB11Santander Brasil unitsR$ 39,03-3,87%
BBDC3Bradesco ONR$ 20,75-3,40%
ITUB4Itaú Unibanco PNR$ 27,32-3,15%

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