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Confira os destaques para o dia e tudo que você precisa saber para a bolsa hoje

Já diria Roberto Carlos: “são tantas emoções”. E a bolsa não poderia ser diferente. Na contramão do mundo, o índice brasileiro apontou para baixo no meio da tarde após falas do presidente da república, o que levantou suspeitas sobre uma possível interferência. As discussões no Senado e na Câmara sobre o auxílio emergencial e o pacote de reformas também deve mexer com o ânimo dos investidores.
Os índices de Nova York empolgaram ontem e o Nasdaq chegou a renovar suas máximas históricas após os pedidos de auxílio-desemprego virem melhores do que o esperado. Hoje, a expectativa para a divulgação de dados do mercado de trabalho, o “payroll”, dos Estado Unidos e da balança comercial também estão deixando o mundo no verde. Hoje o dia promete.
Ontem, o Ibovespa iniciou o dia com a perspectiva de engatar o quarto dia seguido de alta, mas não decolou. No meio da tarde, o índice reverteu o sinal e passou a operar no vermelho até o fechamento. As falas do presidente Jair Bolsonaro, levantando suspeitas sobre possíveis interferências na Petrobras após a convocação de uma reunião com ministros e o chefe da estatal, contribuíram para o clima azedar na bolsa.
Outro fator que contribuiu para a chegada do urso foi a indefinição de prioridades do pacote de reformas por parte do governo federal. Entre as pautas, além das PECs emergencial e da reforma administrativa, estavam incluídos temas de costumes e facilitação para o porte de armas, o que pode atrapalhar a aprovação de projetos mais importantes para a economia.
Por falar em economia, o ministro Paulo Guedes, em reunião com Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, e Arthur Lira, da Câmara, discutiram ontem temas relacionados às reformas e ao auxílio emergencial. Guedes afirma que é possível continuar com o auxílio reduzido, cortando despesas de outras áreas, mas não especificou quais. Além disso, ele afirmou que o novo auxílio só viria com “calamidade pública”.
Mesmo a perspectiva de novas doses de vacinas chegando ao país não fez a bolsa voltar. Estão sendo negociadas 30 milhões de doses da vacina Sputnik V, da Rússia, e outras doses de vacinas da Índia. Mesmo com 3 milhões de brasileiros vacinados, o país ainda tem um longo caminho até imunizar os outros 208 milhões.
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Com isso, o índice fechou o dia em baixa de 0,39%, aos 119.260,82, e o dólar teve alta de 1,47%, cotado a R$ 5,43.
Ontem os índices de Nova York começaram em marcha lenta, mas logo engataram alta. O número de pedidos de auxílio desemprego veio abaixo do esperado, o que indica uma recuperação da economia norte-americana nos últimos meses, e a temporada positiva de balanços das grandes empresas deixou Wall Street e as bolsas europeias mais animadas.
Os dados do mercado de trabalho nos EUA têm sido animadores, e hoje será divulgado o número do mercado de trabalho do país, o chamado “payroll” para janeiro. A expectativa é de que se confirme a retomada da economia do país em meio a pandemia (confira o horário mais abaixo).
Mesmo a briga entre democratas e republicanos sobre o pacote de ajuda fiscal de US$ 1,9 trilhão não chegou a puxar as rédeas do touro, que chifrou a vontade. Ao fim do dia, o S&P 500 avançou 1,09%, o Dow Jones subiu 1,08% e o Nasdaq liderou os ganhos, com uma valorização de 1,23%, batendo recorde do índice.
Hoje, o mercado internacional deve seguir esse otimismo. Os índices futuros apontam para uma abertura no azul. O bom humor também contaminou as bolsas europeias, que esperam pelas falas do presidente do Banco Central Europeu (BCE) e de dirigentes do Banco da Inglaterra (BoE), mas também operam no positivo.
A Ásia se beneficiou desse movimento e fechou majoritariamente em alta, com exceção da China, que inverteu o sinal.
No exterior, a espera pela divulgação de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, o chamado “payroll”, referente a janeiro, e da balança comercial, de dezembro (10h30). Também são esperadas falas do presidente do BCE (9h15) e de dirigentes do BoE (9h15).
Já por aqui, Bolsonaro se reúne com o presidente da Petrobras (11h), discussões sobre o auxílio emergencial e a aprovação da MP do setor elétrico, com a perspectiva de privatização da Eletrobras, entram no radar do investidor.
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