O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O verdadeiro início da derrocada de uma empresa não pode ser devidamente noticiado pelas finanças ou pelas operações, mas somente dentro do núcleo de cultura corporativa
Como investidores, estamos concentrados em buscar empresas de sucesso.
Isso é difícil, muito mais difícil do que parece.
Para não desistirmos logo de cara, procuramos atalhos honestos.
Dentre os meus atalhos preferidos, destaco aqui a busca por empresas que não flertam com erros grosseiros.
Ou que, diante de erros grosseiros já cometidos (quem nunca?), conseguem pedir desculpas e se reerguer.
Assim, a busca quase impossível por empresas de sucesso pode ser substituída, aproximadamente, pela busca trabalhosa, mas factível, por empresas que não falham tragicamente.
Leia Também
O que nos leva à pergunta-chave do Day One de hoje: o que faz as empresas falharem?
Via de regra, a indústria de análise se deixa levar pela tônica de que o estágio inicial do erro pode ser capturado por uma deterioração seminal dos resultados operacionais e/ou financeiros.
Não vejo dessa forma.
Os resultados podem piorar por influências aleatórias, fatores sazonais ou por motivos exógenos ao negócio, desenhando um mapa errado para uma aposta que continua correta.
E, mesmo na respeitável hipótese de os resultados piorarem devido a relações rigorosas de causalidade, provavelmente já será tarde demais.
Àquela altura, dificilmente restará tempo hábil para evitar prejuízos consideráveis.
O verdadeiro início da derrocada de uma empresa não pode ser devidamente noticiado pelas finanças ou pelas operações, mas somente dentro do núcleo de cultura corporativa.
Note que isso reorienta dramaticamente o trabalho do financista, substituindo DCFs (que não valem nada) pela necessidade de uma exegese cultural das empresas listadas.
Os analistas e gestores de ações estão preparados para isso? A formação acadêmica que receberam, summa cum laude, os credenciou para esse tipo de missão?
Na maioria dos casos, não.
Dado seu impacto arraigado e oculto, os estudiosos do tema apelidam de "assassinas silenciosas" as razões culturais por trás de uma falência corporativa.
Acostumei-me à ideia de classificar as assassinas silenciosas em cinco grandes tópicos, manifestados isoladamente (mazela tratável) ou conjuntamente (metástase condenatória).
Os fundadores se veem incapazes de transmitir os princípios e valores que motivaram a origem e o sucesso histórico da empresa. Formam-se abismos entre o conselho, os principais executivos, o middle management e os demais colaboradores.
A inovação contagiante dos fundadores e amantes do risco é substituída pelo governo dos burocratas. A empresa passa a depender de processos engessados, reuniões infinitas sem planos de ação, politicagem de bastidores e hierarquias em que o patrão finge que manda e o estagiário finge que obedece.
Uma ou mais panelas se formam com o objetivo primordial de criticar por trás das cortinas. Instalam-se ferramentas de denúncia anônima. Os happy hours deixam de comemorar resultados recordes e passam a se concentrar em pautas clusterizadas de ciúmes e inveja (cynical hours).
Alguns ratos se aproveitam dos nichos deixados pela perda de coesão para alavancar suas próprias carreiras, independentemente dos interesses da empresa. Enquanto houver recompensa monetária ou reputacional, esses roedores autocentrados seguirão mamando nas tetas corporativas. Quando as recompensas cessarem, eles sairão da empresa, better off.
Sentindo-se tolos e injustiçados, aqueles bravos colaboradores que ainda se identificavam com a história e com o propósito corporativo atualizam seus currículos no Linkedin. A empresa perde sua consciência e sua capacidade de autocrítica, passando a navegar ao sabor de metas e sonhos irrealizáveis. Muitas vezes, é só nessa hora que os resultados operacionais e financeiros começam a piorar de fato.
Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida
O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje
A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores
Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados
Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje
Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano
Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado
Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países
A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial
Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores
No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras
Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados
O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários
Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje
As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico
Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas
Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina
A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity
O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado