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Os índices internacionais operam sem direção definida, à espera do relatório de empregos dos Estados Unidos
A semana foi marcada pelo fim do primeiro semestre e início do segundo. Assim como no ano novo, muitas promessas são feitas, mas há muito que se olhar para trás.
O semestre foi positivo para bolsa e outros investimentos e você pode conferir os campeões e quem ficou na lanterna clicando aqui. Apesar disso, os primeiros pregões do semestre não deram ar de que bons tempos virão, com o Ibovespa voltando aos 125 mil pontos.
Aqui no Seu Dinheiro nós faremos uma série de matérias especiais comentando as perspectivas para o próximo semestre. Você pode conferir o que esperar da bolsa até o final do ano e o que esperar do dólar e do ouro.
Mas hoje é um novo dia, de um novo tempo, que começou.
Deve ser divulgado nesta sexta-feira (02) o payroll, o relatório de empregos dos Estados Unidos, que trará a criação de novos postos de trabalho e a taxa de desemprego para o país. Esse é o dado mais esperado da semana, apesar de diversos indicadores terem sido divulgados nos últimos dias.
A expectativa é de que sejam criadas 800 mil novas vagas, em comparação a 559 mil criadas no mês passado. Dessa forma, é esperado que a taxa de desemprego chegue a 5,7%, uma redução em relação ao mês anterior de 5,8%.
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O mercado de trabalho é um dos últimos indicadores a se recuperar em qualquer crise econômica, como afirmam especialistas. Os EUA vivem um momento especialmente complicado, com temores de que o “superaquecimento” da economia venha junto com uma disparada da inflação.
O Federal Reserve mantém sua posição de retirada de estímulos e aumento da taxa de juros apenas em 2023. Para hoje, não há participação dos dirigentes da instituição em nenhum evento.
Além da crise do coronavírus, Brasília pega fogo. O texto da reforma tributária mirou no que viu e acertou no que não viu. Os investidores ficaram apreensivos com a proposta de taxação de lucros e dividendos, o que tem colocado pressão nas ações de bancos, conhecidos por serem bons pagadores.
Em live realizada ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que “o clima está ótimo, as reformas vão andar. Pode ser que antes do recesso já tenhamos muita coisa aprovada”, afirmou ele.
E completa: “Só não vai ser mais rápido porque abrimos tribunal de guerra [em referência à CPI da Covid] no meio da guerra, mas tudo bem, isso é a democracia”. Na mesma live, Guedes voltou a defender a taxação sobre transações financeiras aos moldes da antiga CPMF.
Apesar disso, a criação de novos postos de trabalho no Brasil deve dar fôlego aos negócios. Ainda hoje devem ser divulgados os dados da produção industrial, o que pode ajudar o índice brasileiro a avançar.
Os principais índices asiáticos encerraram o dia majoritariamente em baixa, após o discurso do presidente chinês, Xi Jinping, contra a interferência externa nos negócios do país. A cautela antes do payroll dos EUA também afetou os índices nesta sexta-feira (02).
Já as bolsas na Europa operam sem direção única. Os dados inflacionários da região começaram a preocupar os investidores pela alta escalada de preços. O Velho Continente também aguarda a divulgação do relatório de empregos dos EUA.
Por fim, os principais futuros de Nova York avançam nesta manhã. Apesar da cautela envolvendo o relatório de empregos, as perspectivas de retomada da economia animam os negócios.
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