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A crise política segue pesando no cenário interno, com a reforma ministerial e os ruídos em Brasília
Embora o clima no exterior seja positivo, a sexta-feira (23) é de queda para o principal índice da bolsa brasileira.
Lá fora, os principais índices seguem se recuperando após a queda brusca da última segunda-feira e sobem mais de 1%, embalados por perspectivas mais otimistas para a retomada econômica e uma maior confiança de que as vacinas disponíveis no mercado serão suficientes para impedir que a variante delta se torne um problema tão grande quanto a primeira onda do coronavírus.
Mas dentro de casa o clima é outro. Os ruídos políticos seguem elevados em Brasília e a inflação não dá sinais de arrefecimento. Por volta das 16h20, o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 1,09%, aos 124.711 pontos.
O IPCA-15 de julho, considerado a prévia da inflação oficial, teve a maior alta para o mês desde 2004, em uma alta de 0,72%. A aceleração da alta dos preços volta a pressionar a atuação do Banco Central Brasileiro na próxima reunião, que deve ocorrer em agosto.
Com o mercado de juros pressionado, o câmbio passou por um forte cabo de guerra. De um lado, dados mais fracos da atividade americana apreciaram o real frente ao dólar. Do outro, a inclinação da taxa de juros pressionou. Durante a maior parte do dia o viés de baixa se manteve, mas a tendência se reverteu na última hora. No mesmo horário, o dólar à vista avançava 0,15%, a R$ 5,2210.
A pressão inflacionária mexe também com o mercado de juros, que volta a precificar uma elevação de um ponto percentual na próxima reunião do Copom. Essa posição havia sido desmontada após a divulgação da ata do último encontro. Confira as taxas do dia:
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O cenário político também segue gerando incertezas. Além da reforma ministerial recente, que dá mais poder para o Centrão e tira a secretaria do Trabalho da tutela de Paulo Guedes, os investidores monitoram as manifestações contra o governo que devem ocorrer durante o fim de semana.

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Pela manhã, indicadores de atividade da zona do euro dispersaram momentaneamente a preocupação com a variante delta do coronavírus e a lentidão do processo de retomada econômica.
O PMI da Zona do Euro veio acima do esperado pelos analistas do mercado, indicando uma expansão mais intensa das atividades na região. De acordo com o IHS Markit, o índice do gerente de compras subiu de 59,5 para 60,6 na passagem de junho para julho deste ano.
Mas a inflação também é uma preocupação em terras europeias. Para o Banco Central Europeu (BCE), o momento é de cautela quanto à alta dos preços, mas a instituição afirmou estar pronta para agir assim que necessário.
Confira as principais altas do dia
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| HYPE3 | Hypera ON | R$ 36,00 | 2,75% |
| USIM5 | Usiminas PNA | R$ 20,21 | 1,46% |
| BEEF3 | Minerva ON | R$ 9,43 | 0,75% |
| BBSE3 | BB Seguridade ON | R$ 21,98 | 0,55% |
| GGBR4 | Gerdau PN | R$ 30,69 | 0,43% |
Confira também as principais quedas:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| BRKM5 | Braskem PNA | R$ 59,00 | -5,45% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 22,46 | -3,40% |
| EZTC3 | EZTEC ON | R$ 28,10 | -2,90% |
| AMER3 | Americanas S.A ON | R$ 55,90 | -2,78% |
| ELET6 | Eletrobras PNB | R$ 41,89 | -2,76% |
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