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Enquanto os dados do varejo frustraram as expectativas dos investidores, lá fora dados da economia americana impulsionaram os negócios
O cenário doméstico tem uma série de fatores locais que impedem o Ibovespa de seguir o otimismo visto no exterior nesta quarta-feira (10). Por volta das 16h30, o índice recuava 1,05%, aos 118.219,44 pontos.
O Ibovespa chegou a ensaiar uma alta, mas não conseguiu manter o ritmo por muito tempo: a preocupação com a questão fiscal e os dados do varejo piores do que o esperado pesam para os investidores.
Mais cedo, uma melhora das bolsas americanas chegou a animar o Ibovespa, após o índice de preços ao consumidor do país avançar 0,3%, conforme o previsto pelos analistas do mercado.
A queda do principal índice da bolsa superou 1% pela manhã. O movimento foi amenizado com a notícia de que o ministro Paulo Guedes teria descartado a possibilidade de um novo imposto para bancar o auxílio emergencial. Mas por volta das 16h, o Ibovespa voltou a perder mais de 1%.
Nesta quarta, o dólar acentuou a queda em escala global, o que fez com que a moeda americana diminuísse o ritmo de alta no Brasil e no início da tarde passasse a operar em baixa, também após as falas de Guedes.
Na mínima, a divisa recuou 0,60%, para R$ 5,3506, mas por volta das 16h30, a moeda americana operava de maneira instável, a R$ 5,3765.
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No exterior, o clima positivo também não se manteve por muito tempo. Depois do abrir o dia em alta e bater novos recordes intraday, as bolsas americanas reverteram os ganhos e operam próximos da estabilidade, mas em leve queda, levando junto as bolsas europeias - que fecharam em queda.
Existe uma expectativa para o pronunciamento do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que deve falar no meio da tarde, e novidades sobre o pacote fiscal trilionário que deve ajudar a economia americana.
No Brasil, a preocupação com o cenário fiscal é o principal foco de atenção. O mercado teme que uma nova rodada do auxílio emergencial ocorra sem uma contrapartida fiscal, o que pode prejudicar ainda mais as contas públicas. Nos últimos dias, ruídos chegam de toda parte, mas o que o mercado realmente quer saber é como essas novas parcelas devem ser financiadas.
Os números do varejo divulgados agora pela manhã também pendem o índice para o lado negativo. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o varejo restrito acumulou uma alta de 1,2% no ano, mas a mediana das projeções apontavam uma alta de 1,65%. Em dezembro, a queda foi de 6,1%, a maior para o mês na série histórica. A estimativa dos analistas era um recuo de 3,20%.
Do lado positivo, temos a expectativa pela aprovação da autonomia do Banco Central (BC), o que pode trazer algum alívio para os negócios. Mas, segundo Alvaro Bandeira, sócio e economista-chefe do banco digital modalmais, para que o Ibovespa de fato engate uma recuperação, além da situação política, também será preciso maior definição sobre possível ingerência na Petrobras na formulação de preços de derivados, que assustou os mercados na semana passada.
As bolsas asiáticas, que ficarão fechadas pelos próximos dias para a celebração do ano novo chinês fecharam em alta durante a madrugada, mas os mercados europeu e americano ficaram com fôlego limitado.
No mercado de juros, os contratos com vencimentos mais curtos e longos apresentam um ritmo de queda. Confira as taxas de hoje:
Em dia de poucos destaques positivos no índice, confira os principais desempenhos desta tarde:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| TOTS3 | Totvs ON | R$ 31,44 | 1,98% |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 68,11 | 2,11% |
| WEGE3 | Weg ON | R$ 86,37 | 1,60% |
| PETR3 | Petrobras ON | R$ 28,03 | 1,15% |
| KLBN11 | Klabin units | R$ 28,18 | 1,15% |
Confira as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| RAIL3 | Rumo ON | R$ 19,97 | -4,22% |
| JHSF3 | JHSF ON | R$ 7,06 | -3,95% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 109,45 | -3,75% |
| BPCA11 | BTG Pactual units | R$ 109,45 | -3,75% |
| COGN3 | Cogna ON | R$ 4,26 | -3,62% |
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