O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Epidemia não deve deixar marcas permanentes sobre os negócios de empresas como Itaú, Weg, Vale ou Petrobras, mas o fenômeno é grande e tem potencial para machucar bem o PIB brasileiro no primeiro semestre
Estava tudo certinho – já tinha o “call” de compra para hoje devidamente encaminhado – entre uma cerveja e outra durante o Carnaval, fui compondo o texto mentalmente, deixando tudo engatilhado para chegar aqui na quarta-feira e colocar as ideias no papel.
Só faltou combinar com os russos, ou melhor, italianos.
Enquanto o brasileiro desfilava seminu pelos bloquinhos e camarotes, o mundo entrava em pânico porque a Itália resolveu diversificar o portfólio de exportações: carros, vinhos, massas e um pouquinho de gripe, capiti?
Com o epicentro do Coronavírus saindo da China e se instalando no meio da Europa, os mercados não resistiram e as Bolsas derreteram. Em dois dias, o principal índice da Bolsa de Nova York (S&P 500) entregou 6,2% e deixou todo mundo de cabelo em pé.
No meio desse caos, não tem como chegar aqui fazendo recomendação de compra – tem horas que a melhor coisa a fazer é simplesmente sentar e esperar. Se possível, esqueça de vez o seu homebroker, vá ao cinema, leia um livro (que não tenha nada a ver com finanças), jogue videogame com seu filho (ou sozinho) ou até chame a sogra (o sogro) para jantar.
Qualquer coisa é melhor do que ficar olhando para as luzes vermelhas na tela do computador.
Leia Também
Sobre o vírus em si e as consequências da doença, não há nada que me leve a crer que estamos flertando com o apocalipse zumbi ou o fim da civilização ocidental (até porque a brincadeira toda começou na Ásia).
Assim como uma gripe, a tal da Covid-19, é altamente contagiosa e é provável que uma parcela grande da população (grande mesmo, tipo 70% de todos os seres humaninhos) seja infectada ao longo do próximo ano.
Mas é justamente porque é uma doença pouco grave é que é difícil controla-la – boa parte dos infectados terão sintomas brandos (como um resfriado) ou mesmo nenhum sintoma. Quem ficar doente talvez nem seja diagnosticado e, ao ser tratado como um paciente de gripe “comum”, vai se recuperar sem grandes consequências.
O índice de letalidade é, de fato, bem maior do que a gripe tradicional, mas ainda é relativamente baixo (na casa de 2%) e costuma ser mais grave em pacientes com alguma doença respiratória crônica, algum tipo de imunodeficiência e tabagistas.
Se tomarmos como exemplo o caso da H5N1 (a gripe aviária), que foi detectada pela primeira vez em 1997 – até hoje foram 861 casos, mesmo que o diagnóstico e descoberta do vírus tenha demorado muito mais do que no caso da Covid-19. Isso porque o H5N1 é muito agressivo: a evolução é rápida, os sintomas são severos e a letalidade ultrapassa 50% dos casos.
Voltando à Covid-19, ainda não tivemos NENHUM caso de contágio ativo no Brasil (o único caso confirmado até o momento foi importado da Itália) e não motivo para pânico – o fato de estarmos no verão ajuda, dado que o vírus parece ser bem mais resistente em ambientes frios.
Isso não quer dizer, claro, que a gente deva sair por aí se esfregando em quem estiver tossindo: lavar as mãos, evitar grandes aglomerações e todo aquele protocolo tradicional para evitar epidemias certamente são recomendações sensatas. Afinal de contas, o Carnaval certamente não ajudou a controlar o contágio.
Também não quer dizer que novos dados e o desenrolar do quadro da doença não me façam mudar de ideia – a gente só vai saber de verdade o tamanho do estrago ao longo dos próximos meses.
Não há nenhuma justificativa para pânico, mas também não precisa ignorar os fatos por completo – não é hora de latir e acordar a vizinhança inteira, mas convém ficar de olho na porta, com as orelhas em pé.
Em termos práticos, não vejo efeitos de longo prazo: a epidemia não deve deixar marcas permanentes sobre os negócios de empresas como Itaú, Weg, Vale ou Petrobras. Porém, é de esperar algumas consequências sobre o curto prazo – será que o medo de aglomeração vai miar o Lollapalooza agora em abril? E a frequência em cinemas e shoppings?
O fenômeno é grande em termos globais – tem escola na Itália cancelando aula, cidades isoladas na Coreia do Sul e, bem, regiões da China entraram em modo de “lockdown” por vários dias. O “efeito China” sozinho já tem potencial para machucar bem o PIB brasileiro no primeiro semestre – a gente exporta um monte para os caras e boa parte de nossos produtos tem algum insumo e/ou componente fabricado por lá.
Mas isso não deveria “desaparecer” com a demanda por produtos – você ainda vai comprar o iPhone novo, só vai demorar umas semanas a mais.
Então, resumindo: lavem bem as mãos, evite muvucas, mas não vai sair por aí hostilizando italianos ou fazendo estoque de água e máscara cirúrgica.
Para não te deixar de mãos abanando, se você tiver uma grana “sobrando” e não sabe bem o que comprar, meu conselho é aplicar em Tesouro Selic 2025 (a famosa LFT) ou em algum fundo DI baratinho – o que eu mais gosto é o BTG Pactual Digital Tesouro Selic FI Renda Fixa Simples, que não cobra taxa de administração e o cadastro na plataforma do BTG Digital é bem prático.
Deixa o dinheiro ali por uns dias e, assim que o mercado estabilizar e tiver uns ativos interessantes dando sopa, a gente volta a conversar!
Em teleconferência nesta sexta-feira (8), o CEO do Magazine Luiza comentou sobre o cenário macro, que segue pressionando a empresa e é um dos grandes fatores pelos quais ele não topa entrar na guerra dos preços online
A companhia chega à bolsa com uma tese que mistura ativos regulados e previsíveis, como a Comgás, com a aposta de crescimento da Edge, braço voltado ao mercado livre de gás, GNL e biometano
Para muitos, o recuo do ouro sinaliza cautela. Mas para Benjamin Mandel, o metal precioso é uma convicção de longo prazo; saiba como investir na tese de maneira descomplicada
Em teleconferência com analistas, Abhi Shah detalhou como a companhia está tentando se blindar da disparada nos preços dos combustíveis na esteira dos conflitos no Oriente Médio
A operação será 100% secundária, ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia
Analistas que indicaram o FII em maio ainda enxergam potencial de valorização nas cotas e geração de renda atrativa
Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026
O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora
Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira
Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance
Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente
A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos
Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos
Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre
O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras
Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo
O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo
A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia
A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões
Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA