Rede D’Or pode realizar segundo maior IPO da história
Maior grupo hospitalar do País pode levantar até R$ 12,6 bilhões em listagem de ações
A Rede D’Or São Luiz está se preparando para realizar a maior oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) deste ano e a segunda maior operação da história do mercado de capitais brasileiro.
O maior grupo hospitalar do País divulgou na madrugada desta terça-feira (17) o prospecto da operação, indicando que o preço por ação pode ficar entre R$ 48,91 e R$ 64,35. Se a companhia for bem sucedida e vender todas as ações, considerando a oferta base e os lotes adicional e suplementar, no teto da faixa, ela poderá arrecadar R$ 12,655 bilhões.
Neste caso, ela ocuparia o segundo lugar no ranking de maiores IPOs da história da bolsa, ficando atrás apenas do Santander, que em 2009 movimentou R$ 13,2 bilhões. O título de maior oferta de 2020 ficou com o Grupo Mateus, que levantou R$ 4,6 bilhões.
A Rede D’Or também entraria na B3 com valor de mercado acima de R$ 100 bilhões, algo que apenas nove companhias tem atualmente – Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Bradesco (BBDC3), Itaú (ITUB4), Santander Brasil (SANB11), Magazine Luiza (MGLU3), Weg (WEGE3) e B3 (B3SA3).
A operação é constituída por uma oferta base de 145.677.487 ações, cujos recursos serão destinados para o caixa da Rede D’Or São Luiz, e a secundária de 50.987.120 ações, composta pelos lotes adicional e suplementar e que servirá para os acionistas atuais venderem participação. Os acionistas vendedores são o FIP Delta, fundo da família Moll, fundador da empresa, a gestora Carlyle e o GIC, fundo soberano de Cingapura.
No caso da oferta primária, os valores arrecadados serão utilizados para construir novos hospitais, expandir atuais unidades e realizar aquisições de outros hospitais, além de clínicas oncológicas e corretoras de saúde.
Leia Também
O prospecto prevê que o preço final dos papéis será anunciado em 8 de dezembro e estreando na B3 em 10 dezembro, sendo listados no Novo Mercado, o mais alto nível de governança corporativa da B3.
O IPO está sendo coordenado por Bank of America (BofA), BTG Pactual, J.P. Morgan, Bradesco BBI, XP, BB Investimentos, Citi, Credit Suisse Banco Safra e Santander Brasil.
Raio-X
O tamanho da operação é equivalente à estatura da companhia. Fundada em 1977 pelo cardiologista Jorge Moll Filho, a companhia opera nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Brasília, Maranhão, Bahia, Sergipe e Paraná.
A empresa tem 51 hospitais próprios, com 8.505 leitos totais e 6.909 leitos operacionais, além de clínicas de tratamento oncológico, radioterapia e laboratórios.
Afetada pela pandemia de covid-19, que reduziu a quantidade de procedimentos eletivos (uma de suas principais fontes de recursos), a Rede D’Or São Luiz fechou o acumulado do ano até 30 de setembro com lucro líquido de R$ 156,5 milhões, recuo de 83% em relação ao mesmo período de 2019.
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar
“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237
Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)
‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus
CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.
Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem
Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário
Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025
Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira
Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall
A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão
