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Em encontro anual da Berkshire Hathaway, mega-investidor reconheceu que os efeitos da pandemia ainda são incertos, mas disse acreditar na capacidade dos EUA
O bilionário Warren Buffett reconheceu que os efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia ainda são incertos. O lendário investidor promove neste sábado o encontro anual da Berkshire Hathaway, companhia administrada pelo norte-americano, com transmissão ao vivo - e sem plateia.
"Não sabemos o que exatamente acontece quando você fecha uma parte substancial da sociedade", disse o executivo conhecido como 'Oráculo de Omaha' e com uma fortuna avaliada em US$ 72 bilhões, segundo a Forbes.
Buffett disse acreditar na capacidade dos EUA de superar crises. O bilionário lembrou que, em 2008, a economia saiu dos trilhos. "Desta vez, apenas tiramos o trem dos trilhos e o colocamos de lado", afirmou o bilionário. "Eu realmente não conheço nenhum paralelo”.
“Mesmo diante disso, gostaria de conversar com você sobre o futuro econômico do país, sobre como permaneço convencido - como durante a Segunda Guerra Mundial, a crise dos mísseis cubanos, e o 11 de setembro - de que nada pode parar os EUA”, disse Buffett.
Segundo o bilionário, para cada dólar investido na década de 1950, o mercado de ações produziu US$ 100. "Você não precisou ler o Wall Street Journal ou analisar o preço de suas ações", disse. "Tudo que você precisou fazer foi acreditar nos EUA".
Buffett se referiu ao período de 1929, quando teve início a pior recessão do sistema capitalista, como uma época em que muitas pessoas "perderam a fé".
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O lendário investidor disse que não fez uma grande aquisição nos últimos quatro anos porque não encontrou nada atrativo. "Estamos dispostos a fazer algo muito grande. Você poderia me procurar na segunda-feira com negócio que envolvesse US$ 30 bilhões e, se nós gostássemos, nós compraríamos", disse.
A Berkshire Hathaway divulgou balanço trimestral neste sábado e revelou uma posição de caixa de cerca de US$ 137,3 bilhões — um aumento de cerca de US$ 10 bilhões em relação ao fim de 2019. No período, a empresa vendeu todas as ações das grandes companhias aéreas nos Estados Unidos.
O conglomerado reportou ainda um prejuízo de US$ 49,7 bilhões entre janeiro e março de 2020. No mesmo período do ano anterior, a companhia havia informado um lucro de US$ 21,6 bilhões. O resultado equivale a uma perda de US$ 30,6 mil por ação classe A (BRK-A) e de US$ 20,44 por papel classe B (BRK-B).
O valor da carteira de ações da Berkshire Hathaway, que era de mais de US$ 248 bilhões ao fim de 2019, agora é avaliado em cerca de US$ 181 bilhões — uma baixa de 27% nos primeiros três meses deste ano.
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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