Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Entrevista exclusiva

A Minerva acertou a mão na política de hedge — e, agora, tem um leque de oportunidades adiante

Edison Ticle, diretor financeiro e de relações com investidores da Minerva Foods, falou com o Seu Dinheiro sobre a estratégia de hedge da empresa e a visão de mercado no curto e médio prazo

Victor Aguiar
Victor Aguiar
29 de junho de 2020
5:30 - atualizado às 10:39
Edison Ticle, diretor financeiro e de relações com investidores da Minerva Foods
Imagem: Edison Ticle, diretor financeiro e de relações com investidores da Minerva Foods (Crédito: Minerva)

A valorização do dólar é uma boa notícia para empresas exportadoras, certo? Bem, no lado da geração de receita, não há o que discutir: a taxa de câmbio mais elevada se traduz em ganhos mais polpudos em reais. O que pouca gente debate, no entanto, é o efeito maléfico que o salto da moeda americana pode trazer ao lado financeiro — e a Minerva Foods mostrou que uma política efetiva de hedge é fundamental, mesmo para quem está mais exposto ao mercado externo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma das quatro grandes companhias do setor de proteína animal com capital aberto no Brasil, a Minerva é a líder na América do Sul na exportação de carne bovina in natura e seus derivados — a empresa também possui operações na Argentina, Uruguai, Paraguai e Colômbia. Atualmente, cerca de 70% de sua receita vem das vendas ao exterior.

Considerando esse perfil e a forte valorização do dólar ao longo do primeiro trimestre de 2020, não é de se estranhar que a Minerva tenha reportado um crescimento relevante na receita líquida, com um salto de 11,8% na base anual, para R$ 4,16 bilhões. Efeito semelhante foi visto em suas concorrentes: BRF, JBS e Marfrig também tiveram expansões de dois dígitos.

Dito isso, a Minerva foi a única do grupo que conseguiu fechar os primeiros três meses do ano no azul: a empresa teve lucro líquido de R$ 271,2 milhões entre janeiro e março, revertendo as perdas de R$ 31,4 milhões contabilizadas no mesmo período de 2019. As outras três amargaram prejuízos, mesmo com o crescimento firme das receitas.

E o que explica essa diferença de resultado entre companhias de perfis relativamente parecidos? O divisor de águas foi a política de hedge: enquanto a Minerva protegeu parte de sua dívida da variação cambial, as demais não adotaram mecanismos semelhantes. Afinal, o mesmo dólar alto que dá impulso às receitas também gera um efeito explosivo sobre o endividamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A mente responsável pela estratégia da Minerva é Edison Ticle, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia. Em entrevista ao Seu Dinheiro, ele explicou a lógica por trás da política de hedge, falou sobre a visão de mercado no curto e médio prazo e deu maiores detalhes a respeito dos planos da empresa daqui para frente.

Leia Também

Confira abaixo os principais pontos da conversa:

Seu Dinheiro: Quase todas as exportadoras fazem o chamado hedge natural, em que a elevação na receita por causa do dólar mais alto compensaria automaticamente a pressão no lado das dívidas. Por que vocês foram por um caminho diferente?

Edison Ticle: Eu, pessoalmente, nunca acreditei em hedge natural.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Antes de vir para a Minerva, eu trabalhei no mercado financeiro: fui operador de renda fixa, operador de câmbio, tesoureiro de banco, diretor de portfólio... e eu nunca acreditei em hedge natural por dois motivos.

O primeiro é que o timing é completamente dferente entre a operação e o financeiro. Quando o câmbio desvaloriza, a sua dívida sobe instantaneamente. Mas o seu fluxo de caixa operacional, que vem das exportações, ele demora para subir porque você tem um lag, tem o tempo da operação normal.

Na experiência que eu tenho em frigorífico — eu já estou nesse setor há 11 anos —, esse lag é de dois a três trimestres. Então, se o câmbio sobe 20% e fica parado, você leva esse tempo para que essa desvalorização se reflita num fluxo de caixa operacional maior. E pior: se o câmbio ficar volátil, demora ainda mais, porque você perde referência nos contratos da operação.

O segundo motivo é que, quando há desvalorizações grandes, normalmente elas não são localizadas em apenas um país. Você sempre tem uma classe de países que desvalorizam.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Então, por exemplo: tivemos agora desvalorizações de todas as moedas emergentes contra o dólar. Isso significa que ou um concorrente seu que está num mercado emergente também ficou mais competitivo, porque a moeda dele desvalorizou, ou o seu cliente ficou com menos capacidade de pagar porque a divisa dele também desvalorizou.

Então, qual o efeito final? O preço em dólar cai. Outro concorrente começa a ofertar mais barato porque a rentabilidade dele subiu, ou o seu cliente não consegue pagar aquele mesmo preço em dólar, porque o dólar ficou mais caro no país dele.

E qual o resultado disso? Novamente, é não ter hedge natural: quando há desvalorizações muito grandes, a sua receita operacional acaba caindo porque os preços em dólar caem. Ela sobe em moeda local, mas cai em dólar.

Comportamento das principais moedas de países emergentes em relação ao dólar em 2020. A maioria se desvalorizou, mas o real é a de pior desempenho no ano (Fonte: Bloomberg)

Se não há hedge natural, qual foi a opção da Minerva?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eu cheguei [à empresa] em 2009 e, naquela época, até 2018, o custo do hedge no Brasil era muito caro, porque ele é dado pelo diferencial de juros.  O Brasil tinha taxas muito altas, os EUA tinham um juro muito baixo, o diferencial ficava na casa de 10%.

Vamos pegar o caso da Minerva em 2016. Nossa dívida em dólar custava 8%, mais ou menos. Se eu fosse proteger, ela sairia de 8% para 18%. E o meu retorno das operações, retorno sobre o capital investido, estava em torno de 15%. Então, se eu protegesse a dívida toda, eu ia destruir valor, com certeza. Eu ia rentabilizar 15% e meu custo de capital estaria na faixa de 18%.

Então, nós fazíamos hedges pontuais. Quando tinha alguns eventos que a gente considerava assimétricos ou mais arriscados, nós construíamos posições de hedge e carregávamos por um, dois ou três meses, no máximo.

A partir de 2018, a gente mudou a política. E por que mudamos? Porque o custo do hedge, que era 8% a 10%, caiu para 3% a 4%. Nessa época, o BC começou uma queda muito significativa nos juros, e o Fed estava subindo as taxas nos EUA. Então, o diferencial estreitou tanto que o custo caiu para 3% a 4%, e aí ficava muito barato fazer hedge.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O meu custo de financiamento em dólar, nessa época, era algo a redor de 6% — a Minerva vinha melhorando, crescendo, e, com isso, conseguiu essa redução. O hedge custava 4%, então o custo vinha para 10%. O retorno sobre o capital, que era de 15%, subiu para 18%. Fazia sentido: eu aplicava o recurso a 18% e tomava dinheiro a 10%.

Então, vamos proteger a dívida inteira? Não, porque eu sou um exportador: se eu hedgear toda a dívida, eu vou estar comprado em dólar, eu vou estar com uma exposição a mais.

O que fizemos foi pegar a dívida em dólar, tirar os ativos dolarizados — que eram o caixa e os recebíveis — e, o que sobrou, nós protegemos. Então, o hedge foi feito só para a parcela da dívida que não estava protegida pelos ativos operacionais.

E, olhando o histórico da Minerva, a gestão de caixa e as exportações, isso é mais ou menos 50% da dívida. Então, instituímos uma política que, enquanto o custo de hedge ficar abaixo de 4,5% a 5% ao ano, temos a obrigação de manter, no mínimo, 50% da dívida protegida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E qual foi o resultado dessa política, em termos práticos?

Lá em 2018, quando mudamos a política, eu protegi metade da dívida. Compramos dólar futuro equivalente a spot, a R$ 3,70, e carregamos. Compramos quase US$ 900 milhões naquela época. E aí, quando teve a desvalorização agora no primeiro trimestre, estávamos com essa posição toda em dólar.

A Minerva tem uma dependência grande do mercado externo. Como vocês veem a dinâmica para as exportações daqui para frente, considerando o estado da economia global em meio à pandemia da Covid-19?

Nós vemos um cenário muito positivo para exportação. Desde maio, quando houve a recuperação na China — ela voltou a reabrir os mercados, os portos e a importar carne —, temos tido um crescimento bastante robusto de volumes. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dá para ver isso nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), tanto de abril quanto de maio. Há uma tendência de crescimento não só em volumes, mas principalmente em preço. Os preços em dólar subiram e, com o câmbio mais desvalorizado, as receitas em reais aumentaram. Se pegarmos os dados de maio contra maio do ano passado, há um acréscimo de até 60% na receita em reais de exportação.

Os principais mercados que estão se recuperando: em primeiro lugar, a China, a Ásia como um todo, mas a China é o principal destaque. Depois, vemos alguns mercados na Europa, puxados pela Alemanha; finalmente, temos os EUA, que também puxam a recuperação do mundo.

Edison Ticle, diretor de Finanças e de Relações com Investidores da Minerva Foods

E o mercado doméstico? Quais as perspectivas?

Infelizmente, a América do Sul vai ficar para trás. Tanto o Brasil quanto a Argentina devem ser os últimos a mostrar algum tipo de recuperação. Isso, obviamente, é muito ruim para o mercado local: quase 30% da nossa produção vai para o mercado doméstico na América do Sul, no Brasil e na Argentina.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que vimos foi uma queda muito grande no foodservice [o segmento de alimentação fora do lar]. Por causa da quarentena, a queda chegou a 70% em abril. Mas a gente viu um crescimento muito grande no varejo, no pequeno, médio e grande varejo, um crescimento de até 50%, num primeiro momento.

Esse alta, depois, arrefeceu. Se olharmos os números de abril e maio, esse aumento continua, mas num patamar mais baixo. Por outro lado, o foodservice, que teve essa queda muito grande, aos poucos começa a retornar. Mas ainda é uma recuperação bastante incipiente.

Se olharmos o quadro econômico do Brasil, temos um aumento do desemprego muito grande e uma recessão muito grande. E carne bovina tem uma elasticidade de renda muito alta: quando as pessoas ganham renda, elas migram de proteínas mais baratas para mais nobres, como carne bovina.

Quando elas perdem renda, perdem emprego, acontece o contrário: você tem uma queda no consumo, tem o que a gente chama de trade down: as pessoas vão procurar produtos mais baratos, e pode ter uma migração maior para frango, por exemplo, que é uma proteína mais barata.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Voltando ao tema das exportações: o otimismo se deve só ao efeito dólar, ou vocês têm visto um aumento no consumo de carne após o período de fechamento dos mercados externos?

O cenário é muito forte por alguns motivos. Há lado da demanda: a demanda está se recuperando, e de maneira muito forte especialmente na Ásia, na China. Antes do Covid-19, havia o problema da gripe suína na China, que fez com que o país tivesse que sacrificar 50% do rebanho de porcos.

Lembrando que a China é  a maior consumidora de porco do mundo, ela sozinha consome 50% da produção mundial de carne de porco, e ela tem 50% do rebanho. Então, você matou metade do rebanho do maior consumidor mundial.

Isso criou um gap de fornecimento de proteína que está sendo coberto por importações, principalmente de carne bovina, porque carne bovina é um substituto muito mais próximo de carne de porco do que frango, por exemplo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, passado a pandemia do Covid, ou a maior parte do coronavírus na China, a história da gripe suína voltou. A demanda continua crescendo e a oferta só se reduz naquele país. E aí o efeito substituição continua acontecendo de forma bastante forte.

Para ajudar no quadro, quando a gente olha para a oferta de carne, alguns players importantes tiveram reduções de produção. A Austrália, que é um grande exportador, teve uma queda na produção de boi por causa dos problemas climáticos do início do ano. A gente estima, olhando dados do Departamento de Agricultura dos EUA, que a Austrália deve ter uma queda de até 20% na exportação nesse ano de carne bovina, em volume.

Os EUA, por causa do coronavírus, parou as plantas por 15 dias, e os estoques foram quase zerados. E os EUA, apesar de serem um grande exportador, também são um grande consumidor. Se você diminui a produção, é preciso preencher esse gap de alguma forma: ou reduzindo a exportação, ou aumentando a importação. Isso também desbalanceia a oferta e demanda.

E, por último, a Índia, que exporta carne de búfalo para mercados da Ásia que têm renda menor, que não têm capacidade de comprar produtos mais caros. Quando falta a oferta da Índia, esses mercados vão procurar na América do Sul: no Paraguai, no Brasil, na Argentina. Então, isso também está dando um impulso às exportações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O resumo é: mercado interno mais fraco, por todos esses motivos econômicos que citamos, mas um mercado de exportação muito forte, muito pujante, em que a gente vê crescimento de volumes e, no mínimo, manutenção dos preços em dólar, o que deve dar um impulso na rentabilidade em função da desvalorização do real.

Dá para dizer que, para a Minerva, a preocupação com a estrutura de capital é tão grande quanto o cuidado com a eficiência operacional?

Temos consciência de que as duas coisas têm que andar juntas. A gente tem que, obviamente, buscar a eficiência operacional, mas ela tem o mesmo grau de importância da estrutura de capital.

Você pode ter uma boa posição operacional, mas, se não há um cuidado financeiro e vem uma desvalorização muito abrupta, todo o resultado que você fez na operação vai embora pelo aumento do endividamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse primeiro trimestre, caso eu não tivesse a política de hedge, a minha dívida teria aumentado em R$ 1,8 bilhão, e ela subiu só R$ 400 milhões. Ou seja: ela foi muio eficiente, muito efetiva em proteger a estrutura de capital. Isso me possibilitou emitir títulos locais, CRAs, R$ 600 milhões, e recomprar minha dívida em dólar.

No começo do ano, vocês fizeram um follow on e captaram cerca de R$ 1 bilhão. Quais os planos para esses recursos, em conjunto com o caixa que vem sendo gerado?

Temos usado todo o caixa e o dinheiro do follow on para reduzir o endividamento. Nossa alavancagem ficou abaixo de três vezes: estava em 2,8 vezes, subiu para 2,9 vezes em função do câmbio, mas subiu muito pouco.

A ideia é trazer a dívida líquida sobre Ebtida, nos próximos anos, para perto de duas vezes. E, também pensando nisso, nós mudamos a política de dividendos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em janeiro, logo depois do follow on, mirando o bom resultado operacional nesse ano e no próximo, o conselho aprovou uma nova política de dividendos: a cada ano-calendário que a companhia encerrar com uma alavancagem líquida menor ou igual a 2,5 vezes, o mínimo de dividendos a ser pago será 50% do lucro líquido.

Então, estamos um pouco abaixo de três vezes. Se a gente continuar na mesma toada operacional que vimos no primeiro trimestre, fatalmente vamos atingir uma alavancagem igual ou menor a 2,5 vezes nos próximos trimestres, e isso vai nos permitir distribuir mais dividendos.

O nosso foco, pelo menos nos próximos dois anos, é reduzir dívida e pagar dividendo para os acionistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ENTRE ALTOS E BAIXOS

Natura (NATU3) sai na frente e RD Saúde (RADL3) é ação com pior desempenho; veja os destaques do Ibovespa nesta semana

4 de abril de 2026 - 12:49

Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda

ENTENDA

Tombo de quase 80%: Fictor Alimentos (FICT3) vira ação de centavos e recebe alerta da B3

3 de abril de 2026 - 17:41

A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

Maior alta do Ibovespa na semana: Natura (NATU3) salta 12% com “selo” de gigante global. Vem mais por aí?

3 de abril de 2026 - 14:30

Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar

HORA DE COMPRAR?

Ação da Embraer (EMBJ3) tem sinal verde de compra? Empresa aumenta entregas de aviões em 47% e analistas dão veredito

3 de abril de 2026 - 12:52

A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra

FOCO EM RENDA EXTRA

Não é Auren (AURE3) nem Engie (EGIE3): a elétrica favorita do Santander pode pagar dividendos de até 24%

3 de abril de 2026 - 11:04

Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas

ONDE INVESTIR

Onde investir em abril? Os ativos para se proteger do risco geopolítico e ainda ganhar dinheiro; Petrobras (PETR4) se destaca com dividendos no radar

3 de abril de 2026 - 7:01

Confira as recomendações da Empiricus Research em abril para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas

MERCADOS HOJE

Trump promete força total na guerra contra o Irã e espalha medo, mas Ibovespa consegue se segurar, enquanto petróleo dispara

2 de abril de 2026 - 10:56

Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos

AÇÃO DO MÊS

Axia Energia (AXIA6) segue nos holofotes com dividendos no radar — mas não é a única; confira as favoritas dos analistas para investir em abril

2 de abril de 2026 - 6:04

A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros

PORTFÓLIO INTERNACIONAL

Tchau, Ozempic? Empiricus corta Novo Nordisk e outras gigantes de carteira para abril — e reforça aposta em IA, streaming e petróleo

1 de abril de 2026 - 18:33

Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio

VEJA O CASO A CASO

Guerra no bolso: BofA rebaixa Azzas 2154 (AZZA3) e corta projeções de Magazine Luiza (MGLU3), GPA (PCAR3) e mais — veja quem sofre e quem escapa no varejo

1 de abril de 2026 - 17:28

O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados

QUEM VAI SE DAR MELHOR

Sai Prio (PRIO3), entra Petrobras (PETR4): dividendo com o fim da guerra é o alvo do BTG para abril

1 de abril de 2026 - 15:51

Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês

RENDA EXTRA NÃO VALE A PENA?

Cyrela (CYRE3) pode ativar ‘gatilho’ que pagaria até R$ 1,9 bilhão em dividendos extraordinários — mas o lucro não deve chegar ao bolso do acionista; por quê?

1 de abril de 2026 - 15:15

JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda

LOCATÁRIOS DE PESO

Alianza Trust Renda (ALZR11) traz Fleury (FLRY3) para o portfólio de inquilinos com compra de imóvel — e Shopee pode ser a próxima

1 de abril de 2026 - 13:59

As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte

AÇÕES SOBEM FORTE

Braskem: Citi muda de ideia sobre BRKM5 e eleva recomendação logo antes de notícia sobre possível proteção contra credores

1 de abril de 2026 - 11:50

Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada

ESPAÇO E IA

SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para o maior IPO da história, diz Reuters; um deles é brasileiro

1 de abril de 2026 - 10:24

A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.

O INIMIGO AGORA É O MESMO

‘Taxa das blusinhas’ pode cair e acende alerta no varejo: Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) estão preparadas?

31 de março de 2026 - 18:35

Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido

OPORTUNIDADE SEGUE NA MESA

Vale (VALE3) tropeça e ação cai 6,8% em março, mas mineradora está longe do fim da linha com dividendos extraodinários à frente

31 de março de 2026 - 18:14

Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos

CHEGOU A HORA DE BRILHAR?

Bresco Logística (BRCO11) recua abaixo do valor patrimonial, e analistas veem oportunidade; entenda o que esperar do ativo e do mercado de FIIs daqui para frente

31 de março de 2026 - 16:31

Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar

VISÃO DE ESPECIALISTA

Elétricas, petróleo e construtoras: onde se escondem as oportunidades na bolsa, segundo gestores

31 de março de 2026 - 15:32

Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Maior alta do Ibovespa: Natura (NATU3) salta mais de 10% com “selo” de gigante global e outro acordo de acionistas. Hora de comprar?

31 de março de 2026 - 14:31

Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia