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Balanços do terceiro trimestre de companhias de diversos setores ajudam a calibrar decisão do investidor; veja o que esperar dos números
A temporada de balanços do terceiro trimestre segue intensa nesta semana, com números de empresas como IRB Brasil Resseguros, Itaú Unibanco, a aérea Gol e a varejista de moda Renner.
Os resultados ajudam a calibrar a decisão dos investidores em um momento que o mercado volta a temer os efeitos da pandemia de covid-19, com países do hemisfério norte enfrentando uma segunda onda da doença.
A amostra dessa semana também dá um panorama de como diversos setores esboçam uma recuperação do impacto da pandemia. Cada empresa em destaque atua em uma frente diferente e de grande importância econômica.
No balanço do IRB, os efeitos da covid-19 devem aparecer na rentabilização das reservas técnicas. No segundo trimestre, a companhia teve prejuízo de R$ 685,1 milhões, mas as razões apontadas para a cifra foram desvalorização cambial e despesas maiores com sinistros - eventos que têm cobertura no seguro contratado.
O IRB já indicou que a linha final do próximo balanço pode não ser animadora. A empresa divulgou que fechou julho com prejuízo de R$ 62,4 milhões e agosto com baixa de R$ 65,4 milhões. Ainda assim, analistas projetam em lucro de R$ 173 milhões.
O desempenho do trimestre é importante porque as ações do IRB derreteram 80% no último ano, depois de a empresa passar por uma crise de credibilidade com a identificação de irregulares atribuídas a ex-diretores.
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Projeção para o resultado:
O segundo trimestre também foi de baixa para o Itaú Unibanco - mas longe de prejuízo. A instituição financeira teve uma diminuição no lucro bilionário por causa de provisões com perdas no crédito.
Segundo os analistas do UBS BB, o balanço do terceiro trimestre do Itaú deve apresentar maior pressão na margem financeira - linha que contabiliza as receitas com a concessão de crédito menos os custos de captação. Nesta matéria você confere um panorama das expectativas para o setor bancário.
Projeção para o resultado:
Se os bancos devem continuar apresentando cifras positivas bilionárias, o mesmo não se pode dizer do setor aéreo. Companhias em todo o mundo tiveram baixas por causa da drástica redução da demanda e têm perspectivas desafiadoras nos próximos anos.
No caso da Gol, depois de registrar um prejuízo de R$ 772 milhões no segundo trimestre, a empresa pode ter de novamente perdas - de R$ 976 milhões, segundo as projeções dos analistas.
A empresa tenta passar uma mensagem otimista ao mercado apoiando-se em um aumento da demanda em relação ao ápice de pessimismo econômico com a pandemia. A Gol informou no início de outubro que esperava fechar o mês com 600 voos diários — 60% da operação de um ano atrás.
Segundo a companhia, a busca por passagens tem crescido, com a retomada econômica. Mas na bolsa empresas do setor ainda são bastante sensíveis ao noticiário ligado ao coronavírus — e ações da Gol acumulam queda de mais de 50% neste ano.
Projeção para o resultado:
A varejista de vestuário Renner também deve registrar prejuízo no terceiro trimestre. Mas a expectativa do mercado sobre a companhia é bem menos pessimista do que com empresas do setor aéreo.
Depois da fase com as lojas fechadas por causa da pandemia, as vendas físicas devem seguir uma trajetória de recuperação - considerando que a doença não volte a exigir um isolamento mais forte.
As restrições de horário de funcionamento são ainda um ponto que merecem atenção, segundo a XP Investimentos. "Estimamos uma queda de vendas de 13,5% na comparação anual, no conceito mesmas lojas", disse a casa em breve análise.
A corretora fala em "alguma acomodação" no avanço do e-commerce, mas ainda vê um forte crescimento na base anual. A operação online é um ponto-chave para o varejo, que acelerou as vendas nessa área diante da pandemia.
Projeção para o resultado:
A semana também tem ainda os resultados das seguintes empresas:
Unidade de tecnologia e conectividade da Oi pode valer até R$ 1,6 bilhão, atrai interesse de grandes teles e marca nova etapa na reestruturação da companhia, que ainda prepara a venda de outros ativos bilionários
A decisão tem em vista fatores macroeconômicos que o setor de saúde vem enfrentando ao longo dos últimos anos, associado ao desempenho financeiro da companhia
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