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ABRIU ESPAÇO

Mercado Livre, Magazine Luiza (MGLU3): quem ganha e quem perde com a recuperação judicial da Casas Bahia (BHIA3)

A recuperação judicial da Casas Bahia pode abrir espaço para Magazine Luiza crescer no varejo físico e digital, enquanto Mercado Livre enfrenta riscos na parceria

Imagem mostra uma mulher no sofá de sua casa comprando itens para a casa em um comércio eletrônico. Ao fundo, estão diversos caminhões de empresas como Mercado Livre, Shopee, Amazon e Magalu, simbolizando a guerra do e-commerce
Imagem: IA/ChatGPT

A mais nova tentativa da Casas Bahia (BHIA3) de se recuperar pode ter consequências tanto positivas quanto negativas para outras empresas do varejo, como Magazine Luiza (MGLU3) e Mercado Livre (MELI34).

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Com um ambiente mais favorável de juros e um alívio financeiro maior, a empresa até poderia se reerguer e voltar a ser um player mais relevante, diz o Citi. No entanto, até que a operação core seja mais saudável, as competidoras podem ganhar mercado, diz o BTG Pactual.

A Casas Bahia ainda é um player pequeno no mercado, com cerca de 2% de todas as vendas por marketplace no Brasil, além de 5% das vendas online, incluindo as vendas próprias, segundo contas do Citi.

Enquanto ela tem aproximadamente 1 milhão de usuários por dia, Magazine Luiza tem 6 milhões, por exemplo. Mercado Livre tem 44 milhões e a líder Shopee, 50 milhões, segundo dados do Citi.

No entanto, o cenário pode ser negativo para o Mercado Livre. Embora as duas empresas sejam concorrentes, já que ambas têm plataforma de marketplace, o maior impacto é na parceria entre as duas.

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A varejista brasileira anunciou uma parceria com a plataforma de marketplace argentina em outubro de 2025.

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A ideia era preencher o espaço de eletrônicos e eletrodomésticos, que normalmente não são vendidos pelo Meli por suas características específicas de tamanho, estoque e logística, com a experiência da Casas Bahia nesse segmento.

Para o Citi, uma solução para a argentina seria uma parceria com o Magazine Luiza, que atualmente tem uma parceria semelhante com a Amazon Brasil.

No entanto, a Casas Bahia não tem nenhuma intenção de reduzir sua parceria com o Mercado Livre. Segundo o CEO Renato Franklin, em conversa com investidores ontem, esse canal é um dos viabilizadores do ajuste operacional que a empresa precisa fazer.

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Como é caro capturar o cliente no meio online, ter o fluxo de clientes de um grande marketplace é uma ajuda e tanto para reduzir esse custo, afirmou ele. "A audiência do marketplace é muito mais rentável", disse.

A vantagem para o Magazine Luiza

No entanto, há uma rival que pode se beneficiar do encolhimento da Casas Bahia.

Uma das estratégias para melhorar a rentabilidade do grupo é o fechamento programado de 298 lojas. Segundo o BTG Pactual, essa redução na presença da varejista, além das restrições de crédito e recuperação judicial do grupo, criam oportunidades para rivais ganharem participação de mercado.

Para 90% das unidades que serão fechadas, o BTG estima que há uma loja do Magazine Luiza por perto, "criado uma sobreposição geográfica significativa e uma oportunidade para capturar a demanda por compras físicas", escreveu o banco em relatório.

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As duas rivais também competem em categorias muito semelhantes no comércio eletrônico próprio, com vendas de eletrônicos, eletrodomésticos e móveis, "aumentando as avenidas pelas quais o Magazine Luiza pode capturar consumidores e vendas".

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