Ações da Embraer e da Boeing caem forte com possível entrave na união entre as empresas
Relatos de que as negociações entre Embraer e Boeing para conclusão da parceria estratégica no setor de aviação comercial afetam as ações de ambas as empresas

Num dia bastante negativo para o mercado acionário brasileiro, as ações ON da Embraer (EMBR3) foram particularmente mal: fecharam em forte queda de 10,68%, a R$ 8,28. Afinal, além da cautela com o cenário político doméstico, os papéis da fabricante de aeronaves ainda contam com um segundo fator de risco: a possibilidade de a união com a Boeing não ser concretizada.
Essa hipótese ganhou mais força a partir de uma matéria publicada mais cedo pelo Financial Times, afirmando que as partes ainda discutiam alguns detalhes da operação — e que as negociações não estariam correndo bem. O problema é que, oficialmente, a data-limite pra a oficialização do acordo termina hoje.
Na prática, a Boeing comprou 80% da divisão de aviação comercial da Embraer pelo valor de US$ 4,2 bilhões. As duas empresas estabeleceriam uma joint-venture, com a companhia brasileira mantendo 20% de participação no empreendimento — os segmentos de aviação executiva e de defesa e segurança da Embraer não fazem parte da operação.
Trata-se de uma transação de alto valor e complexidade elevada, considerando a necessidade de aval de diversas autoridades concorrenciais no mundo. Uma combinação pouco oportuna, considerando o momento delicado atravessado pelo setor aéreo global.
Afinal, com a crise do coronavírus, a demanda por viagens caiu drasticamente no mundo — o que, naturalmente, pressiona empresas como a Boeing, já que poucas empresas aéreas pensam em renovar ou expandir suas frotas num momento como esse.
Leia Também
Vale lembrar, ainda, que a Boeing já vinha enfrentando problemas de caixa por causa da crise do 737 Max, aeronave que esteve envolvida em dois acidentes fatais e que trouxe dúvidas quanto à confiabilidade dos equipamentos da empresa americana.
[captacao]
Considerando tudo isso, o Financial Times e outros veículos estrangeiros afirmam que as duas empresas estariam divergindo em alguns pontos-chave do acordo de união — e algumas sinalizações emitidas ao longo da semana criam a impressão de que as coisas, de fato, não vão bem.
Em primeiro lugar, a Comissão Europeia estendeu o prazo para análise do acordo entre a Embraer e a Boeing: segundo a autoridade, a nova data estimada para conclusão dos estudos é 7 de agosto — os órgãos concorrenciais da região são os únicos que ainda não deram aval ao acordo.
Em segundo, a própria Embraer admitiu, em comunicado divulgado na terça-feira (21), que a conclusão da parceria com a Boeing pode não ser concretizada nesta sexta, a data-limite original do contrato.
"Embraer e Boeing estão mantendo discussões quanto à Operação, incluindo em relação à prorrogação da Data Limite Inicial", disse a companhia brasileira. "Não há garantias quanto à prorrogação da Data Limite Inicial, à consumação da Operação e ao prazo em que ela seria consumada".
Questionada pelo Seu Dinheiro quanto às possíveis dificuldades na conclusão da operação, a Embraer afirmou, via assessoria de imprensa, que não irá se pronunciar sobre o tema.
Em Nova York, as ações da Boeing (BA) também tiveram um dia difícil: terminaram em queda de 6,36%, a US$ 128,98, e destoaram dos índices acionários do país, que subiram mais de 1% nesta sexta-feira.
FUTURO NEBULOSO
Usiminas (USIM5) tem a maior baixa do Ibovespa com balanço aquém do esperado; o que pesou nos números do 3T26?
30 de outubro de 2026 - 12:40FÓRMULA MILIONÁRIA
De inquilina a dona: Coca-Cola compra imóvel do ALZR11 por R$ 140 milhões; veja ganho por cota
30 de outubro de 2026 - 11:52A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?
Vale investir na Bolsa depois da ‘segunda-feira sangrenta’? Estrategista da Monte Bravo diz quais setores olhar, mas tem um ativo preferido
27 de outubro de 2026 - 18:40PECHINCHAS NA BOLSA
Tombo da Bolsa após as eleições abre oportunidades, e Itaú BBA lista 7 ações para incluir na carteira agora
27 de outubro de 2026 - 16:08A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL
Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno
26 de outubro de 2026 - 16:04O QUE VEM POR AÍ
Tombo de 20% do Ibovespa e dólar acima de R$ 5,50 são os novos normais? JP Morgan diz o que o investidor deve esperar
26 de outubro de 2026 - 15:31DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO
‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 10:48MODO DEFESA
Salve-se quem puder: Ibovespa pode tombar 17% após reeleição de Lula, avalia BTG; quais ações podem escapar?
26 de outubro de 2026 - 10:17NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS
Petrobras despenca 12%, Vale cai 4% e EWZ tomba 19%: a reação imediata à vitória de Lula — e o que vem por aí
25 de outubro de 2026 - 22:28Conteúdo Empiricus