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Em voo de teste apenas com tripulantes, “avião-problema” da Boeing apresentou falha logo após a decolagem; em 2018 e 2019, acidentes com o modelo deixaram mais de 300 mortos
Uma aeronave modelo Boeing 737-8 MAX a serviço da Air Canada apresentou um problema no motor durante o voo e teve que fazer uma aterrissagem não programada, informaram ontem (26) agências internacionais, com base em nota emitida pela companhia aérea.
Pouco depois da decolagem de um voo de teste entre o Arizona, nos Estados Unidos, e a cidade canadense de Montreal, realizado no último dia 22 de dezembro, a aeronave sinalizou pressão hidráulica baixa no motor esquerdo.
Inicialmente, a tripulação decidiu seguir viagem, mas optou por desligá-lo e aterrissar depois de uma nova sinalização da aeronave, desta vez referente à asa esquerda. Com isso, o voo foi desviado para a cidade de Tucson, no estado do Arizona. A bordo da aeronave, havia apenas três tripulantes e nenhum passageiro.
"As aeronaves modernas são projetadas para operar com um motor e nossas tripulações treinam para tais operações", dizia a nota da Air Canadá. Representantes da Boeing não comentaram o assunto.
As aeronaves modelo Boeing 737 MAX ficaram quase dois anos sem operar comercialmente após dois graves acidentes na Indonésia e na Etiópia, em outubro de 2018 e março de 2019, respectivamente. O primeiro, da Lion Air, deixou 189 mortos, e o segundo, da Ethiopian Airlines, fez 157 vítimas, entre passageiros e tripulantes.
Após investigação, detectou-se que o modelo tinha uma falha no software de prevenção de estol, conhecido como MCAS, que permitiu que ambos os aviões acidentados mergulhassem em queda livre. Após a adição de proteções e diversos testes pela Boeing, as autoridades americanas permitiram o retorno do MAX aos céus em novembro deste ano.
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No Brasil, a companhia aérea mais afetada pela suspensão da produção, comercialização e funcionamento das aeronaves modelo MAX foi a Gol, que recentemente anunciou que voltaria a operá-lo nas rotas comerciais da sua malha doméstica, figurando como a primeira companhia aérea do mundo a retomar o modelo aos céus comercialmente.
*Com Estadão Conteúdo e Bloomberg.
Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4
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