🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

V de Vingança

Pelos últimos acontecimentos, cresce a probabilidade de uma recuperação em V, das economias e, principalmente, dos mercados. Uma espécie de vingança tácita do mercado contra os traders que achavam que poderiam dominá-lo

3 de março de 2020
10:42 - atualizado às 13:27
ações gráficos empresários bolsa
5 gráficos pra entender a semana - Imagem: Shutterstock

"Você usa tanto uma máscara que acaba se esquecendo de quem você é.”
V de Vingança

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que aconteceria se você tivesse faltado naquela entrevista de emprego, na empresa que depois lhe foi casa por 20 anos?

E quando você conheceu a sua esposa, lembra? Se você não tivesse perdido aquele voo, muito provavelmente nunca teria encontrado a Márcia. O Gabriel está a cara dela, não é?

Imagina se você não tivesse sido tão legal quando foi com aquele senhor na academia? Será que teria vendido sua empresa para um outro grupo por preço tão alto e capaz de agregar tanto valor?

Como foi curiosa aquela viagem para Foz do Iguaçu… O começo importa muito para uma trajetória e, se não fosse por aquele caminhão de dólares comprados como hedge para se dormir tranquilo em tempos de celular Startac (just in case, sabe como é…), será que o percurso do fundo e, em alguma medida, de todo o mercado de capitais brasileiro teria se dado dessa maneira?  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A vida é aleatória. Não há padrões para antecipar determinados comportamentos. Para contrariar qualquer suposição de materialismo histórico, caminhamos sobre uma linha tênue, em que toda uma trajetória acaba definida por uma determinada decisão. Depois, sob o viés da retrospectiva, parece claro que o passado só poderia ter se dado daquela forma, enquanto, na verdade, assim como qualquer outro evento do presente ou do futuro, ele foi apenas a materialização de um acontecimento diante de toda uma distribuição de probabilidades invisível, já que a História não conta tudo que poderia ter sido, mas apenas o que foi.  

Leia Também

Distribuição essa que, conforme veio nos lembrar ontem, tem caudas gordas. Ou seja, há eventos muito distantes da média, em que um único dia, fato ou situação acaba definindo boa parte da trajetória. Poucos dias fazem a diferença e você não pode se furtar a perdê-los, sendo o mercado financeiro apenas uma metonímia da realidade. 

Ontem, as Bolsas norte-americanas tiveram sua maior alta percentual diária em 13 anos. As praças financeiras pelo mundo todo apuraram ganhos notáveis. Dada a forma como se encerrou a semana passada ou mesmo o caráter errático com que se iniciaram as negociações com os futuros de Wall Street, oscilando entre uma queda de 2,4% e uma alta de 2,1%, era difícil prever o comportamento final. Sempre é difícil prever o comportamento final. Você precisa se apegar aos fundamentos, aguentar o tranco e desistir de tentar adivinhar o fundo ou o pico. Essa é a mensagem, sob o risco de você perder dias como ontem. Quem esperou uma capa da Folha com a vacina para o coronavírus para voltar a comprar ações provavelmente perdeu a recuperação de ontem e, a julgar pelos futuros hoje, vai perder também uma boa valorização nesta terça-feira. O pior: depois que você vendeu no pânico, a coisa rasgou 10% na sua cabeça, você não pega mais. “Agora é tarde demais, ficou caro.” 

Não estou com isso enveredando por um caminho retórico do tipo “a crise acabou” ou “não haverá mais volatilidade”. É muito provável que as grandes oscilações, novos sustos e surtos voltem a nos incomodar, de modo que precisamos estar vestidos de farda preta. Mas, ao mesmo tempo, minha opinião é de que devemos estar comprados em ativos de risco brasileiros. “Quando a oportunidade aparece, você precisa ir na jugular”, ao melhor estilo Soros/Druckenmiller. Ou, como diz Howard Marks, “não é na hora boa que se formam as posições mais vencedoras, pois aí os potenciais de valorização são menores”. Tudo isso, claro, feito com o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pelos últimos acontecimentos, cresce a probabilidade de uma recuperação em V, das economias e, principalmente, dos mercados. Uma espécie de vingança tácita do mercado contra os traders que achavam que poderiam dominá-lo. Três elementos fundamentais sustentam essa tese.  

O primeiro é que parece aumentar a percepção de que teremos de conviver com o coronavírus. Ele já é uma realidade global. É ruim? Claro que sim. Mas estará aí para lidarmos com ele, como fazemos com vários outros problemas na vida. Mudou um pouco a interpretação sobre o aumento dos casos. Antes, qualquer notícia despertava o pânico, porque a visão era de que precisaríamos conter o vírus. Agora, começamos a entender que talvez não seja mais possível conter o vírus. E vamos lidar com isso. 

O segundo se liga à possibilidade de identificação de uma vacina ou tratamento para o vírus. Ontem, foi a vez de a Pfizer dizer que teria encontrado componentes com alta probabilidade de combater o Covid-19. Se isso vier rápido, fica caracterizada a recuperação em V quase por construção, com repique vigoroso diante de restrições de consumo postergado. 

O terceiro é o mais importante. Trata-se da expectativa por ação coordenada dos bancos centrais e dos tesouros nacionais pelo mundo. Na sexta-feira, Jerome Powell, do Fed, flertou com flexibilização monetária adicional. Já há quem fale em juro zero nos EUA, enquanto o prognóstico de um ciclo de corte de 100 pontos-base vai se tornando consensual. No final de semana, Kuroda, do BoJ, foi pelo mesmo caminho. Hoje, Christine Lagarde colocou o BCE como pronto para agir para prover liquidez e garantir a solidez do sistema financeiro. A Austrália já agiu nesta terça-feira e reduziu seu juro básico em 50 pontos. O Goldman Sachs prevê cortes de juros pela maioria dos outros bancos centrais do G-10 (e alguns emergentes): um total de 1 ponto no Canadá, 0,50 ponto no Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Noruega, Índia e Coreia do Sul, além de 0,10 ponto na zona do euro e na Suíça. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Talvez o leitor mais assíduo questione a atuação dos formuladores de política econômica. Esta tem sido uma narrativa comum: diante de um choque de oferta como esse promovido pelo coronavírus, não haveria grande efeito de uma resposta dos BCs e dos tesouros nacionais, focada, quase necessariamente, em estimular a demanda. 

Tenho dois contra-argumentos.  

As duas grandes forças principais da batizada “estagnação secular” — a tecnologia e o envelhecimento da população — não são estritamente combatidas com estímulos monetários e fiscais. O mundo fica cada vez mais tecnológico e velho, independentemente do que vierem a fazer os bancos centrais e os tesouros nacionais. Ainda assim, os estímulos fiscais e monetários têm garantido a expansão mundial (ainda que moderada) e a manutenção dos mercados em níveis elevados. 

Sem querer trazer contornos técnicos demais aqui, no modelo IS-LM clássico de equilíbrio macro, se há um choque de oferta inicial (como esse do coronavírus), chegamos a um novo equilíbrio com redução do PIB. A partir desse novo ponto de equilíbrio intermediário, se damos um choque de demanda agregada, chegamos a um novo equilíbrio final, cujo PIB é superior ao equilíbrio intermediário. Não há garantias de que o PIB final será superior ao inicial (isso depende das inclinações das curvas e do tamanho dos choques), mas ele é necessariamente superior ao intermediário. Ou seja, mediante o choque de oferta exógeno, existem, sim, impactos de uma expansão da demanda agregada. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao menos com este terceiro argumento o leitor deve concordar: a queda dos juros tem efeito imediato sobre a atratividade relativa das ações e sobre as taxas de desconto, que implicam valuations mais altos. Com juros nas mínimas para os Treasuries de 10 anos nos EUA, resgatamos o cenário TINA (there is no alternative), em que não há alternativa além de se comprar ações (ainda que possamos argumentar que não fazer nada e deixar o dinheiro no caixa seja uma alternativa). Isso posto, ao menos em termos de efeito riqueza (o patrimônio da população norte-americana aumenta por conta da alta das ações, inibindo uma queda muito vigorosa do consumo), a reação dos  bancos centrais terá, sim, impacto sobre a economia. 

Conforme muito bem definiu Warren Buffett, se os juros permanecerem muito baixos e os cortes de impostos se mantiverem, o desempenho das ações deve superar o dos títulos de renda fixa nos próximos anos. Esse cenário fica cada vez mais provável, e inclusive deve ser intensificado nas próximas semanas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar