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Caro leitor,
Não sei se tem acontecido com você, mas toda vez que eu converso com a minha mãe ou os meus amigos por chamada de vídeo, uma parte do papo é sempre dedicado a desabafar sobre os nossos temores em relação ao futuro pós-pandemia.
O que será de nós? O que vai mudar? O que permanecerá? Quais serão as consequências na vida social, na economia, nas nossas vidas profissionais?
A falta de visibilidade acerca de tudo isso causa tanta angústia que quase todo mundo com quem eu tenho conversado - eu incluída - tem focado em viver um dia de cada vez e evitado fazer planos ou grandes reflexões sobre o futuro.
Pois bem, é assim que também estão se comportando os investidores diante do contínuo avanço do coronavírus no mundo. Por um lado, muitos países parecem já ter saído da fase mais crítica, mas a Inglaterra e os Estados Unidos ainda preocupam. Já o Brasil está caminhando para se tornar um novo epicentro da doença no mundo.
O pessimismo tomou conta do pregão de hoje, depois que novos casos de coronavírus foram registrados em Wuhan, na China, o que eleva os temores quanto a uma segunda onda da pandemia na região. Se assim for, é bem possível que todo o mundo, na sequência, passe por uma segunda onda, o que significa que esta crise ainda não estaria perto de acabar.
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Por aqui, o mercado continua a monitorar a crise política e suas possíveis consequências fiscais. Com isso, a bolsa fechou hoje em baixa, e o dólar terminou o dia em alta, mais uma vez.
A moeda americana parece realmente estar no caminho para os R$ 6, tendo fechado novamente acima de R$ 5,80. A dificuldade de projetar o futuro para o Brasil e o mundo pesa contra a nossa moeda. O Victor Aguiar conta todos os detalhes do pregão de hoje na nossa cobertura de mercados.
A ação com a maior queda do Ibovespa nesta segunda-feira, porém, nada tem a ver com coronavírus ou cenário político. Com um tombo de mais de 80% desde o início de fevereiro, os papéis do IRB recuaram, só hoje, quase 15%, depois que a companhia anunciou a participação em mais um vexame. A resseguradora será fiscalizada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), regulador do mercado de seguros. A razão é simples: os ativos garantidores das suas provisões técnicas estão abaixo do mínimo regulatório. O Vinícius Pinheiro te conta tudo.
Está previsto para agora à noite o evento mais aguardado do ano no mercado cripto: o halving. O fenômeno consiste no corte pela metade da remuneração em bitcoins pela mineração da criptomoeda, o que, na prática, reduz a oferta de novos bitcoins no mercado. Os últimos halvings, ocorridos em 2012 e 2016, pressionaram a cotação da criptomoeda para cima. Mas será que essa alta deve acontecer novamente? O atual momento econômico favorece ou prejudica o bitcoin? Eu vou conversar sobre estas e outras questões com o André Franco, nosso colunista especializado em criptomoedas, numa transmissão ao vivo que vai ocorrer nesta terça, 12 de maio, a partir das 13 horas. Você poderá acompanhar a live e enviar as suas perguntas por aqui.
O fundo Verde, do lendário gestor Luis Stuhlberger, teve um abril de alívio após um primeiro trimestre difícil. A maior parte dos ganhos veio de ações americanas, mas houve uma redução de posição em bolsa nos EUA no fim do mês. O que me chamou atenção mesmo, entretanto, foi o quadro que a gestora traçou para o cenário local: demonstrando cautela, disse que uma “neblina de incertezas” envolve o mercado brasileiro. Saiba o porquê.
Está claro que a economia brasileira sofrerá um tombo histórico em 2020, com a pandemia do coronavírus. A questão é o tamanho do tombo: o Itaú, por exemplo, já está mais pessimista sobre essa recessão, com a projeção de queda no PIB passando de 2,5% para 4,5%. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estipula uma retração similar no seu cenário base, de 4,2%. Mas o pior cenário projetado pela entidade é ainda mais assustador.
Em suas falas recentes, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já foi do céu ao inferno. Por um lado, disse que a economia brasileira ainda vai “surpreender o mundo” e falou até em uma possível “recuperação em V” da atual crise. Por outro, também falou em “colapso” econômico e na possibilidade de o país “ficar parecido com a Venezuela”. Mas, afinal, qual vai ser? Na sua coluna de hoje, Felipe Miranda reflete sobre a discrepância entre as falas e as ações da equipe econômica do governo, que, na opinião dele, está perdendo o controle das políticas monetária e fiscal. Vale muito a pena conferir!
Em meio à crise do coronavírus, prefeitos poderão adiar a contribuição para os regimes de previdência social dos seus servidores. A possibilidade gerada por uma decisão do Senado, pode se tornar uma nova bomba fiscal de R$ 18,5 bilhões na forma de uma herança maldita para os próximos governos municipais. Saiba mais sobre o que pode acontecer.
Um grande abraço e ótima noite!
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