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O coronavírus ofuscou o que deveria ser o evento do ano em 2020: a eleição presidencial nos Estados Unidos, o pleito que escolherá quem ocupará um dos cargos mais importantes do mundo nos próximos quatro anos.
Os mercados começaram a corrida eleitoral com uma torcida maior por Donald Trump. Sua política de redução de impostos é vista como positiva para as empresas americanas e seus acionistas.
Mas, recentemente, o mercado aparentemente “virou a casaca” e parece ter entrado na torcida por Joe Biden.
O que está acontecendo?
Bem, a eleição deste ano ocorre em um contexto em que está jorrando liquidez na economia americana. Os investidores tendem a torcer pelo candidato que tiver mais chance de seguir nessa linha.
Além de quem vai levar a vaga na Casa Branca, também é importante avaliar se o novo presidente terá ou não apoio das duas casas do Congresso. Isso é essencial para a aprovação de pacotes trilionários de incentivo fiscal.
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Na coluna de hoje, o Matheus Spiess traz cenários para a eleição americana e mostra como ela impactará no seu bolso. É importante você entender o que está em jogo, afinal, os americanos vão às urnas em menos de 15 dias e esse tema promete mexer com as bolsa do mundo todo.
•O Ibovespa terminou a sessão de ontem em alta de 0,35%, aos 98.657,65 pontos, embalado pelo desempenho das ações da Petrobras e dos bancos, e sinais favoráveis do mundo político sobre a situação fiscal do País. O dólar fechou com queda de 0,71%, cotado em R$ 5,6032.
•O que esperar dos mercados hoje? Os índices futuros da bolsa de valores de Nova York sobem diante da esperança de que democratas e republicanos amarrem um acordo para aprovar um pacote de estímulos econômicos nos EUA. O prazo determinado pela líder democrata Nancy Pelosi para o acerto bipartidário termina hoje. Aqui no Brasil, os investidores repercutem os números de produção da Vale.
• ‘Fumaça anticovid’, receita em dólar e ação barata… As ações desta empresa do setor de transporte estão mais baratas do que deveriam. Entenda os motivos.
•A CVC registrou um prejuízo líquido de R$ 252,1 milhões no segundo trimestre, revertendo o lucro do mesmo período de 2019. O balanço foi divulgado com atraso por conta dos efeitos da pandemia e a necessidade de revisão de demonstrações passadas.
A CSN anunciou ontem que entrou com pedido de registro de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da sua unidade de mineração.
•A produção de minério de ferro da Vale chegou a 88,676 milhões de toneladas no terceiro trimestre deste ano, alta de 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
•O Brasil e os EUA assinaram um acordo para facilitar o comércio, desburocratizar a regulação e reduzir a corrupção. O texto estava em negociação desde 2011.
•O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que "há grande trabalho a fazer antes de decisão sobre moedas digitais". Segundo ele, ainda é preciso ter certeza de que o dólar virtual possa melhorar a segurança e a efetividade dos sistemas de pagamentos.
•A inadimplência em cursos de graduação cresceu em 29,9% no 1º semestre de 2020 no Brasil, em relação ao mesmo período do ano anterior.
•O Brasil registrou 271 óbitos pela covid-19 e 15.383 novos casos na segunda-feira (19). O país acumula um total de 154.176 mortos pelo coronavírus.
A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje
A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
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