Exterior positivo e expectativa pela ata do Copom guiam o mercado
Ata do Copom deve dar dicas da duração do novo piso histórico da Selic e possíveis impactos do coronavírus na economia brasileira
A divulgação da ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, ficam em primeiro plano na agenda dos investidores hoje.
O documento divulgado pelo BC deve trazer dicas sobre a duração do patamar atual da taxa Selic. O mercado espera que o impacto do coronavírus no cenário básico para a inflação seja endereçado, além de esclarecimentos sobre a política monetária para 2021.
No momento, as apostas indicam que o BC deve demorar a voltar a subir o juros.
Já nos Estados Unidos, o discurso do presidente do Fed no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara acontece 12h e os investidores buscam respostas para o impacto do coronavírus na economia mundial. Os mortos pela doença já chegam a mil e as fábricas e empresas chinesas ainda retomam gradativamente a sua operação.
Na cola de NY
Embora o coronavírus siga como o maior fator de incerteza nos mercados globais, os investidores seguem otimistas e confiantes na economia americana enquanto aguardam o discurso de Powell.
As bolsas americanas tiveram mais um dia de recorde duplo em Wall Street, com o S&P e a Nasdaq. O bom humor americano se deve aos dados robustos da economia local e o bom desempenho do noticiário corporativo.
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Nesta manhã, os índices futuros das bolsas de Nova York sinalizam mais um dia no azul.
Na cola dos resultados americanos, as bolsas asiáticas fecharam em alta.
O otimismo também prevalece na abertura dos mercados na Europa. No velho continente, expectativa também para a fala de Christine Lagarde, que fará um pronunciamento no Parlamento Europeu.
Destoando
A bolsa brasileira não conseguiu pegar carona no bom humor americano e continuou sob pressão.
Ontem, o Ibovespa caiu pela primeira vez aos 112 mil pontos em 2020, terminando o dia aos 112.570,30, após uma queda de 1,05%.
Enquanto o principal índice da bolsa fechava na mínima, o dólar encerrou mais um pregão na máxima. A moeda americana terminou a sessão com ganho de 0,03%, indo a R$4,3220. Um novo recorde para a moeda americana que já se valorizou 7,73% desde o começo de 2020.
Queda livre
As ações ordinárias do IRB puxaram o Ibovespa para baixo na sessão de ontem. A companhia viu suas ações despencarem 16,49% após a divulgação de uma nova carta da Squadra. A gestora aponta inconsistências no balanço da empresa. A XP Investimentos revisou para baixo a recomendação para as ações da empresa.
Na trilha
O banco Itaú continua como o mais rentável entre os grandes bancos brasileiros. Confirmando as expectativas, o bancão reportou um lucro recorrente de R$ 28,363 bilhões em 2019, uma alta de 10,2% em relação ao ano anterior.
A companhia ganhou R$ 1,97 bilhão com o IPO da XP Investimentos nos Estados Unidos.
Outros balanços
São Martinho teve lucro de R$ 342,9 mi no 4º trimestre, um salto de 420%. Ebitda foi de R$ 541,4 mi e receita, R$ 1 bi, crescimento de 22%.
Log teve lucro de R$ 38 milhões no 4º trimestre, salto de 295,3%. A receita líquida foi de R$ 34,7 mi.
Hoje temos a divulgação do balanço da Tim, após o fechamento.
Agenda
Além da ata do Copom e o discurso de Powell, o dia também reserva os dados regionais da produção industrial (9h).
Nos Estados Unidos, mais uma etapa das eleições primárias. O partido democrata realiza a prévia em New Hampshire.
Mais uma para a lista
O BV, antigo Banco Votorantin, entrou com o pedido de registro de companhia aberta e oferta de ações. A expectativa é que o IPO aconteça no segundo trimestre de 2020 e levante R$ 5 bilhões.
Fique de olho
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