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A escalada nos preços do petróleo dá forças às ações da Petrobras, mas afeta negativamente os papéis de Azul e Gol. Hapvida e BR Distribuidora também estão entre os destaques do dia
Em meio às tensões geopolíticas no exterior e ao intenso noticiário corporativo neste início de ano, alguns papéis do Ibovespa apresentaram movimentações expressivas nesta segunda-feira (6). Por um lado, as ações da Petrobras subiram, mas, por outro, os papéis da BR Distribuidora, Hapvida, Azul e Gol fecharam em baixa.
Entre os destaques positivos da sessão, Petrobras ON (PETR3) subiu 3,25% e Petrobras PN (PETR4) avançou 1,18% — as ações da estatal recuperaram-se das perdas registradas na última sexta, quando fecharam o pregão nas mínimas do dia.
Esse movimento positivo teve como gatilho a onda de valorização do petróleo no exterior: a commodity passou por fortes altas nos últimos dias, na esteira das tensões crescentes entre Estados Unidos e Irã.
Sem saber quais serão os desdobramentos da morte do general iraniano Qassim Suleimani após um ataque aéreo dos EUA, o mercado tem optado por assumir uma postura mais defensiva. A possibilidade de uma escalada bélica no Oriente Médio assusta os investidores e faz o petróleo disparar, já que a região é a principal produtora da commodity no mundo.
Mas, apesar da valorização do petróleo, os agentes financeiros ainda mostram preocupação em relação à Petrobras, uma vez que a política de preços da estatal volta aos holofotes — a disparada na commodity, afinal, pode impactar o valor dos combustíveis.
O presidente Jair Bolsonaro declarou estar atento à movimentação da commodity e deu a entender que será necessário adotar algum mecanismo para compensar uma eventual alta nos preços dos combustíveis — uma fala que não foi bem recebida pelos mercados.
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Mas, enquanto uma posição oficial por parte da empresa ainda não é conhecida, os investidores optam por se ater à valorização da commodity, o que desencadeia um movimento positivo nas cotações dos papéis.
Por outro lado, as ações ON da BR Distribuidora (BRDT3) caíram 5,01% e apresentaram o pior desempenho do índice. Durante o fim de semana, o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, afirmou em seu blog que a Petrobras pretende vender sua participação na companhia ainda no primeiro trimestre deste ano. Atualmente, a estatal possui 37,5% da empresa.
Uma das estreantes do Ibovespa, Hapvida ON (HAPV3) caiu 3,12% e também apareceu entre as maiores perdas do índice após o cancelamento da compra da carteira de clientes da Agemed Saúde, fechada no início do mês — a operação foi barrada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Gol PN (GOLL4) e Azul PN (AZUL4) despontaram no lado negativo do Ibovespa, com perdas de 4,60% e 3,10%, respectivamente. Ao contrário da Petrobras, os papéis dessas empresas são prejudicados pelo aumento na cotação do petróleo.
As oscilações da commodity interferem diretamente na linha de custos das companhias aéreas, uma vez que o petróleo é um dos componentes do combustível de aviação. Assim, uma disparada no produto implica num aumento dos gastos — o que afeta o balanço dessas empresas.
Confira as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta segunda-feira:
Veja também as cinco maiores quedas do índice:
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