O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Alta nos preços das commodities deve puxar ações de emergentes no ano que vem, mas o Brasil precisa estar preparado para surfar a onda
Tenho falado algumas vezes neste espaço sobre a atratividade dos mercados emergentes. Entendo que o alinhamento das estrelas durante o ano de 2020 possa nos dizer muito sobre o que esperar de 2021. Acredito também que estejamos diante de um potencial novo ciclo de alta para os preços das commodities industriais (minério de ferro, aço e petróleo, por exemplo) e agrícolas (como cereais), resultando em um potencial novo bull market a ser experimentado.
Já se passaram nove anos desde que o “superciclo”, em voga de 2002 a 2011, atingiu seu pico. De lá para cá, no pós-crise de 2008 e da Europa (2012), o mau investimento e o excesso de capacidade daquele período foram em grande parte eliminados.
Com isso, nos últimos meses, apesar da recessão econômica no mundo inteiro, os preços das commodities começaram a subir em resposta a quatro fatores:
Adicionalmente, a vitória de Joe Biden nas eleições dos EUA, a ser confirmada pelo colégio de delegados eleitorais até a metade de dezembro, levantou a perspectiva de uma combinação de continuidade de uma política monetária e fiscal frouxa, com o benefício de que uma parte do expansionismo fiscal será direcionado para a infraestrutura, que poderá aumentar a demanda por commodities essenciais. Não somente isso, mas o retorno de um multilateralista, ao invés de um bilateralista, no comando da maior economia do mundo fortalecerá ainda mais o fluxo do comércio global.
Existem evidências históricas de que a natureza altamente cíclica dos investimentos nos mercados emergentes explica o desempenho inferior das ações de tais países nos últimos anos. Em outras palavras, os ativos dos mercados emergentes sempre tiveram bom desempenho durante os períodos em que os preços das commodities estão subindo. Esses períodos são caracterizados por um forte desempenho econômico da economia global em relação aos Estados Unidos e são normalmente acompanhados por um dólar americano fraco.
Esta combinação de crescimento relativamente forte e um dólar fraco tem como efeito a estimulação de preços mais altos para as commodities em economias dependentes do fornecimento de matérias-primas.
Leia Também
Normalmente, o quadro sustenta uma alta nos mercados emergentes de ações. Basicamente, quando o crescimento global é forte, os preços das commodities estão subindo e o dólar americano está caindo, nutre-se uma atração natural pelos emergentes.
Para corroborar esta tese, em entrevista recente ao Seu Dinheiro, Luke Ellis, CEO da Man Group, também vê atratividade para os mercados emergentes. Contudo, o gestor de mais de US$ 113 bilhões em recursos tem suas ressalvas. Grosso modo, nem todos os emergentes estarão no páreo para se posicionarem no próximo ciclo. As especificidades de cada um serão levadas em consideração; em outras palavras, podemos estar no início de um novo bull market, mas nem todo mundo será candidato.
Primeiro porque a tese principal ainda será tecnologia no mundo desenvolvido (ou ainda o combo techcare, de tecnologia e saúde), que está cara e tenderá a ficar mais cara – historicamente, a maior parte dos países emergentes perdeu já o bonde da história para tecnologia e terá que comer pelas beiradas. Segundo que depois da pandemia de Covid-19, poucos estarão robustos o suficiente para capturar de maneira saudável o fluxo de investimentos.
Curiosamente, estamos discutindo isso neste exato momento. Acredito que a ponderação se dê por três vias:
O primeiro ponto será fundamental e talvez o mais importante para sustentar a atração de capital estrangeiro. Sem que o governo conduza uma trajetória crível para a dívida pública, não teremos como dar credibilidade ao exterior. Ainda para 2020 temos a discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021, a ser debatida ainda em dezembro – bastante ruído aqui. Além disso, paralelamente, a questão fiscal chama a atenção a dois outros fatores: a inflação e a taxa de juros.
Na semana passada, os indicadores de atividade deram a entender que a taxa de juros poderá se manter onde está por mais tempo. Ontem, o IGP corroborou o posicionamento. Se o IPCA de hoje der a entender a mesma coisa, provavelmente o Comitê de Política Monetária (Copom) decidirá na quarta-feira pela manutenção da taxa, ainda que a inflação recente tenha assustado um pouco o mercado. Como o exterior também manterá a taxa de juros muito baixa por mais tempo, o diferencial de juros, por mais que não ajude muito, também não atrapalhará.
Agora, a questão para o próximo ano é se haverá mudanças nas taxas de juros. Ainda de acordo com a entrevista com Ellis, do Man Group, “[…] se você assumir taxas zero pelos próximos 20 anos, como projetam os mercados de bonds (títulos de dívida) europeus, as companhias podem se manter com os múltiplos historicamente altos sem estarem caras.”
Isto é, o cara lá fora poderá ficar mais caro e, sem mudança no diferencial de juros, países emergentes poderão atrair capital na margem. Vamos nos atentar aos dados de IPCA de hoje e no Copom de amanhã para verificarmos eventuais mudanças estruturais sinalizadas agora.
Claro que tudo isso se relaciona com o segundo e o terceiro pontos que apresentei. Uma imunização por vacinação ajudará na retomada de uma economia mais pujante, impulsionando o lucro das empresas, o emprego e a renda. Tudo isso leva a Bolsa brasileira potencialmente para cima – poderá pressionar do outro lado a inflação e os juros, mas como existe muita ociosidade, a relação não será proporcional (a menos que não seja corrigido o fiscal, a peça mais importante do tabuleiro).
Nesse sentido, posicionamento em Bolsa brasileira, ainda muito descontada em dólar, parece ser uma boa pedida para 2021. Claro que não só a brasileira. Diversas outras Bolsas emergentes podem ser acessadas via ETF em corretoras no exterior. Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.
No fim, depois de muita emoção, estamos fechando o ano praticamente sem perdas e com perspectivas de alta pra 2021. Acredito, sinceramente, que o ano que vem poderá trazer oportunidades de uma vida para os investidores mais atentos. Deixo aqui o convite para você seguir a Palavra do Estrategista e aprender a identificar essas chances na bolsa.
A companhia, subsidiária da Cosan que já estava listada na B3 com emissões de dívida, abre seu capital no Novo Mercado, patamar mais alto e exigente da bolsa, em oferta secundária
BTG Pactual, XP e Itaú BBA recomendam o que fazer com os papéis, enquanto o mercado acompanha a reta final da privatização e a disputa pelo futuro sócio estratégico da estatal mineira
Além das mudanças nos papéis, a corretora também recalibrou os pesos de algumas ações da carteira
Bancos avaliam que a companhia segue executando a estratégia esperada pelo mercado, mas a combinação de margens pressionadas, lucro em queda e novos investimentos reacendeu o debate sobre até onde o Mercado Livre pode sacrificar rentabilidade para acelerar crescimento
Mesmo com queda de mais de 10% no preço das ações, bancos acreditam que a fabricante tem potencial para continuar crescendo e entregar tudo o que prometeu aos acionistas
Companhia foi beneficiada pela volatilidade dos mercados, fluxo estrangeiro e aumento das negociações em renda variável e derivativos
Além da aquisição, o HGLG11 receberá, sem custo adicional, uma área de 15,9 mil metros quadrados, que servirá como acesso ao empreendimento
Em teleconferência nesta sexta-feira (8), o CEO do Magazine Luiza comentou sobre o cenário macro, que segue pressionando a empresa e é um dos grandes fatores pelos quais ele não topa entrar na guerra dos preços online
A companhia chega à bolsa com uma tese que mistura ativos regulados e previsíveis, como a Comgás, com a aposta de crescimento da Edge, braço voltado ao mercado livre de gás, GNL e biometano
Para muitos, o recuo do ouro sinaliza cautela. Mas para Benjamin Mandel, o metal precioso é uma convicção de longo prazo; saiba como investir na tese de maneira descomplicada
Em teleconferência com analistas, Abhi Shah detalhou como a companhia está tentando se blindar da disparada nos preços dos combustíveis na esteira dos conflitos no Oriente Médio
A operação será 100% secundária, ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia
Analistas que indicaram o FII em maio ainda enxergam potencial de valorização nas cotas e geração de renda atrativa
Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026
O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora
Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira
Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance
Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente
A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos
Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos